EMEI Jardim Monte Belo – um lugar pra ser feliz!

Arquivo para março, 2011

PASSEIO PELO BAIRRO

Na maior parte dos Projetos Pedagógicos das escolas, públicas ou não, em algum ponto estará escrito que é preciso “conhecer a comunidade”, “trazer os pais para a escola”, “estimular o contato entre pais e educadores”, “receber e acolher as famílias”, “praticar a gestão participativa e democrática”. Termos bonitos e prontos que só quem se arrisca a colocá-los em ações práticas sabe como é delicado e difícil conseguir. Aproximar-se da comunidade é, antes de tudo, rever nossas concepções de mundo, de pessoa, de educação.

Na manhã chuvosa do último sábado, dia 12 de março, o grupo de funcionários saiu da escola para, mais uma vez, tentar dar um passo em direção à relação saudável entre educadores e comunidade que tanto buscamos. Fomos fazer um reconhecimento da geografia, da história e da estrutura social do bairro em que trabalhamos, conhecido como “Morro Doce“. É um bairro ligado ao distrito de Anhanguera, administrado pela subprefeitura de Perus. Fica na saída da Rodovia Anhanguera, no Oeste da cidade de São Paulo. O bairro conta com várias pequenas vilas – a maior parte delas iniciada em terrenos invadidos, agora já regularizados.

Ladeiras super íngremes, ruas estreitas, áreas em construção e outras de natureza intocada - um bairro em crescimento desordenado e explosão demográfica

Presas em um ideal de criança, um ideal de família e um ideal de bairro, e fechadas dentro da escola, muitas vezes não imaginamos como é a vida real das nossas crianças – como são suas casas, como são as ruas que andam, onde brincam, onde compram o pão, quem são seus vizinhos, o que vêem e ouvem, com quem convivem, onde vão, a que perigos estão expostas. Se não furarmos a bolha que separa a escola do bairro e da comunidade em que está inserida, corremos o risco de educar e construir relações segundo nossos preconceitos e estereótipos. Pensaremos que são mais ou menos carentes, mais ou menos interessados, mais ou menos vivenciados, mais ou menos felizes do que realmente são. Será uma relação falsa e distante.

Casas antigas, casas novas e lindas, construções inacabadas e barracos convivem na mesma paisagem

Depois da visita, que deixou a muitas de nós surpresas, sentamos para conversar e trocar nossas impressões. Alguns pontos levantados pelas educadoras:

* A geografia física do bairro realmente é rica e peculiar: vimos brejos, plantações de eucalipto, matas fechadas e intocadas, baixadas alagadas, picos e vales.

* O bairro é relativamente novo, está em crescimento e tem muitos contrastes. Vimos casas bem grandes e bem acabadas, casas antigas e que parecem sítios, barracos, ruas sem asfalto, sem coleta de lixo e onde o correio não chega.

* Recentemente algumas ruas foram “rebatizadas” oficialmente pela prefeitura, o que mudou os nomes que a própria comunidade  tinha escolhido.

* Embora seja um bairro numeroso e em explosão demográfica, temos pouquíssimas escolas, apenas duas unidades de saúde e quase nenhuuma área de cultura e diversão. Pessoas, às vezes, andam até dois quilômetros para conseguir chegar a um ponto de ônibus, e em muitas ladeiras, carros e caminhões não podem subir. A região de Perus, que abarca o bairro do Morro Doce e conta com 160 000 habitantes, não tem um leito sequer de hospital e apenas um pronto-socorro.

Vilas e bairros imensos, cheios de casas, pessoas... E poucas escolas, postos de saúde e possibilidades de diversão

* As educadoras que estão a mais tempo no bairro, reconhecem que ele melhorou muito em condições básicas e saneamento – asfalto, luz elétrica, coleta de lixo e canalização de córregos era algo distante da população 10 anos atrás, e por luta constante dos moradores, foi sendo conseguido, embora ainda não tenha chegado a todos.

* O comércio local conta com pequenos estabelecimentos, poucos bares, e algumas lojas específicas. Vimos também muitas igrejas e alguns centros sociais de apoio à população.

* As casas são apertadas no espaço estreito das ruas, e a maior parte delas não tem quintal. As ruas, por serem tão íngremes, não podem ser usadas para brincar, o que nos fez pensar que as crianças vêem na escola e seu entorno um espaço amplo e divertido que não parecem  ter em casa.

Educadoras saem da escola para conhecer de perto o bairro em que trabalham - muitas surpresas, construções e desconstruções nesse trajeto

* Por ser um lugar carente de infra-estrutura, as pessoas vão à escola acreditando que é um lugar onde podem ser ouvidas. Contam conosco, respeitam, dão valor, ainda que muitas vezes não façam isso do jeito que esperamos. Isso nos traz alegria e nos lembra da nossa responsabilidade junto a essas pessoas.

* O TEG ( transporte escolar gratuito ) é muito importante para as crianças, pois sem ele, para algumas, seria muito sofrido e até mesmo inviável andar tanto para chegar à escola. Os adolescentes do bairro têm que estudar na Lapa, e as crianças maiores muitas vezes andam mais de uma hora para chegar à escola. Nossos alunos, embora merecessem ter mais escolas perto de suas casas, ainda são “privilegiados” por serem pequenininhos.

O bairro começou e cresceu desordenadamente grudado nos morros - história que já ouvimos tantas vezes, e que esperamos que não acabe em tragédia como tantas outras

* A área é de mananciais e nascentes – tínhamos uma delas dentro do tanque de areia do parque. O solo é instável. Quando um buraco se abre na rua, logo vira uma cratera. E isso parece bem perigoso. Ficamos pensando o quanto a população corre o risco de sofrer com desabamentos e coisas do tipo.

* Embora seja um bairro tranquilo, já começamos a ouvir relatos de moradores dizendo ter medo do aumento da criminalidade e do uso de drogas. Com poucas opções de estudo, apoio social, saúde, trabalho e diversão, fica mais fácil que a juventude se envolva com entorpecentes. É uma doença social que também nos afeta, por mais que não queiramos enxergar.

* Falamos também sobre a arrogância de prestadores de serviços públicos que, apoiados por preconceitos econômicos e sociais, destratam a população como se estivessem prestando um favor a ela, quando na verdade são funcionários pagos com o dinheiro de todos para fazer um serviço de qualidade, seja na área que for.

Quantas ladeiras, ruas sem calçada, barreiras e problemas as crianças do bairro enfrentam até chegar à escola todos os dias...

* Ainda vemos no bairro coisas que parecem distantes do imaginário que temos do que seria um bairro urbanizado da cidade de São Paulo – pessoas sentadas na calçada conversando, churrasco na rua, casas sem portão, charrete, galinhas e vacas sendo criadas no quintal.

* Embora, ao longo desses dez anos, tenhamos ouvido muitas histórias tristes, o bairro do Morro Doce tem uma característica alegre e batalhadora. As pessoas têm orgulho de contar a história do bairro atreladas à história de suas próprias vidas. E isso faz com que adotemos o bairro e a comunidade como nossos também.

Vista aérea do bairro e no vale, a escola - um bairro que começou, cresceu e tem buscado a dignidade através da luta de seus moradores

Claro, as impressões, informações visuais e coisas que sentimos são impossíveis de colocarmos totalmente em palavras. Mas a experiência, com certeza, aumentou nossa sensibilidade e conhecimento para lidar com as pessoas que estão na escola todos os dias. Somos todos humanos em relação constante. E essa relação terá mais veracidade e qualidade quanto mais nos dispusermos a conhecer melhor uns os outros… Quanto mais nos abrirmos para essa relação. Valeu!

O CANTINHO DO MERCADINHO

Todos os dias, nós separamos um bom tempo das 6 horas que passamos juntos na escola para brincar na sala. E nesse tempo, várias atividades acontecem simultaneamente e cada um pode escolher o que quer fazer, com quem quer estar e como utilizar os materiais disponíveis. Montamos pequenos cantos, e em cada um deles muita coisa pode acontecer.

Uma brincadeira simples e barata - não é preciso nada muito diferente de sucata e imaginação...

Um dos cantos que a turma do 6C e eu resolvemos montar juntos é o canto para brincar de “mercadinho”. No passo a passo, houve…

1. Uma conversa sobre a brincadeira de mercadinho, como ela podia ser, o que precisaríamos fazer para que ela acontecesse e por que seria uma brincadeira legal;

2. Organização – escrevemos um bilhete para as famílias pedindo que mandassem embalagens vazias e limpas de tudo que pudesse entrar no nosso mercado ( menos embalagens perigosas, como latas que cortam e vidros ), além de recolher pela escola os materiais que seriam úteis;

3. Ação – montamos a brincadeira e começamos a aproveitá-la. Todo mundo adorou, tanto que os outros cantinhos ficaram até abandonados por um tempo…

Uns vendem, outros compram, outros organizam... Todos brincam!

Para a nossa brincadeira de mercadinho, precisamos:

* Uma impressora e uma calculadora velha;

* Dinheirinho de mentira;

* Embalagens vazias e limpas ( que estragam rápido e precisam ser repostas );

* 1 toalha;

* 1 lençol;

* Elásticos de dinheiro;

* 2 mesas;

* 1 caixa para guardar tudo isso.

Colocamos uma mesa virada de ponta-cabeça em cima da outra na posição normal, e com o lençol a cobrimos, montando uma espécie de barraquinha. Na parte de baixo forramos com toalha, e prendemos o lençol com elásticos nos próprios pés da mesa. Colocamos lá dentro a impressora velha junto com a calculadora ( “caixa” ), uma caixa com o dinheirinho de brinquedo, as embalagens que tínhamos e algumas frutas de brinquedo. Em pouco tempo, os papéis foram definidos entre as crianças e o mercado começou a funcionar. As donas ( e donos! ) de casa faziam as compras e levavam logo para a casinha, que era o cantinho que ficava logo ali do lado, para cozinhar, limpar ou tomar um bom banho e se enfeitar… Os comerciantes se divertiram vendendo, negociando e contando dinheiro. Foi bem legal!

Depois da brincadeira conversamos sobre a experiência e como podíamos fazer para que ela durasse mais tempo – por exemplo, tomando mais cuidado para que as embalagens não estragassem muito rápido. Percebemos também que podemos incrementar o mercadinho, com papel pra fazer notas, sacolas pra carregar as compras, mais embalagens.

O mercadinho visto de longe, com as mesas viradas e os produtos "na banca"

Por que a brincadeira do mercadinho é um recurso pedagógico eficiente e divertido?

* Por ser uma atividade que as crianças conhecem bem na rotina de sua família, eles podem criar e recriar muitas situações diferentes e vivências sociais interessantes;

* A calculadora e o dinheiro são importantes portadores numéricos sociais, e estimulam as crianças a pensarem sobre valores, trocas, compensações, quantidades, algarismos e números;

* As crianças aprenderam, com essa experiência, que podem montar um canto diferente, o que pode abrir a porta para muitas outras brincadeiras que queiramos organizar daqui pra frente;

* Virar a mesa, colocar lençol e fazer outras mudanças estruturais na sala deu um “clique” na cabeça das crianças – o que imediatamente rendeu uma outra brincadeira. Usando as cadeiras, as crianças fizeram, sem nenhuma ajuda minha, um “ônibus” para ir ao mercado, e ali outras vivências começaram a acontecer – brincar de dirigir, pagar a passagem, ir a outros lugares… Creio que daqui por diante vou observá-los fazer muitas mudanças como essa, criando outras brincadeiras e espaços de criação artística e vivência social. As crianças perceberam que, ao modificar o ambiente, podem modificar também o próprio jeito de brincar, e isso é ótimo!

Um ônibus para ir ao mercado!

Eu volto pra contar como anda o nosso cantinho do mercado!

Professora Karina Cabral

“PRÔ, BORA PRA BILOTECA!”

Uma das coisas que mais levamos a sério na EMEI é a leitura. Como grupo de educadoras, acreditamos, de verdade, que ler todos os dias BONS LIVROS para as crianças garante que elas entrem em contato com a língua, e a partir disso, com todo o encanto, prazer e conhecimento que os livros e materiais escritos podem trazer.

A prática constante ( a leitura é uma atividade permanente e diária em todas as salas ) leva a uma observação mais criteriosa das reações e aprendizagens das crianças, das possibilidades de leitura feita pela professora e também a um conhecimento dos melhores livros, revistas, gibis e álbuns para a faixa etária. Em nossa escola, as crianças vêem livros por todos os lados, com estantes nas salas e um acervo especial caprichado, de fazer inveja a muita biblioteca infantil. As práticas variam de sala para sala, mas contamos com coisas como empréstimo de livros, bliblioteca comunitária para os adultos, escrita de resenhas e organização de rodas de leitura feitas pelas crianças. Há projetos com intenção de envolver todos os funcionários e as famílias para que leiam para os alunos, e será uma delícia!

Escolher os melhores livros é um desafio interessante; especialmente em um mercado editorial que tem crescido em oferta de livros ruins, com textos pobres, ilustrações tortas e mal feitas e livros-brinquedo atraentes, mas sem qualidade textual. Mas quando nos aperfeiçoamos, como educadoras, na prática de ler, vamos construindo um repertório de histórias interessante, que cresce ao trocarmos nossas impressões com as crianças e com outras educadoras.

Separadas por gênero, de vez em quando, teremos aqui algumas listas com as indicações de  livros bons e aprovados pelas educadoras e por quem mais interessa – as próprias crianças. São sucessos garantidos entre os pequenos, e servem como boa dica para presentear uma criança pequena com leitura de qualidade, como família ou como professora. Vamos começar com um gênero que é dos mais queridos…

Contos de Acumulação e Repetição

São histórias divertidas para as crianças. Geralmente há uma frase ou situação na história que se repete pelo livro todo – simplesmente se retomando ou se acumulando – e por isso elas conseguem acompanhar com mais facilidade. É uma leitura que parece brincadeira, e por isso agrada tanto e traz tanto prazer, para quem lê e para quem ouve.


1) “A Casa Sonolenta“, de Audrey Wood . Ilustrações de Don Wood. Editora Ática
Em uma casa especial, num dia chuvoso, todos parecem gostar de dormir demais. Até que uma pulguinha resistente causa uma reviravolta na situação e traz um colorido diferente a essa história que costuma deixar as crianças de olhos vidrados. A dupla Don Wood e Audrey Wood é especialista em casar textos simples com ilustrações que enchem os olhos, cheias de detalhes e beleza. É deles também “O Rei Bigodeira e sua Banheira” ( Editora Ática ), e “Rápido como um Gafanhoto” ( Brinquebook ), ambos queridíssimos pelas crianças.


2) “Tanto, Tanto…“, de Trish Cooke. Ilustrações de Helen Oxenburry. Editora Ática
Para um bebê muito querido pela família, um dia especial, quando todos estão reunidos, é uma festa intensa e alegre. Todos querem apertar, beijar, mimar o bebê, que, sendo o centro das atenções, se percebe como pessoa importante e amada. Um livro com texto delicioso, protagonistas negros ( raridade… ) e um encadeamento de fatos que toca o coração das crianças. Os bebês costumam adorar ouvir a leitura dessa história, e pedem para repeti-la inúmeras vezes.


3) “O Grúfalo“, de Julia Donaldson e Axel Scheffer. Brinquebook
Um ratinho esperto propaga a existência de um animal estranho, perigoso e nunca antes visto, e com isso consegue se livrar de muitos perigos. Até que… O Grúfalo aparece! Para as crianças maiores, vale pelo humor fino das entrelinhas. E os menores gostam muito da figura diferente e divertida do Grúfalo. A história continua em “O Filho do Grúfalo” ( Brinquebook ).


4) “Maria-Vai-com-as-Outras“, de Sylvia Orthof.
Um clássico da Literatura Infantil, é um livro simples e gostoso de ler. Maria é uma ovelhinha sem cara própria que, por sempre seguir as ações do rebanho, acaba nunca fazendo sua vontade. É uma delícia acompanhar suas reflexões e seu processo de mudança, quando descobre que pode ser ela mesma, além do grupo. A história é muito sonora, e as crianças mais sensíveis conseguem compreender a problemática de Maria já na primeira leitura.


5) “Da Pequena Toupeira que Queria Saber quem Tinha feito Cocô na Cabeça Dela“, de Werner Holzwarth. Companhia das Letrinhas.
A Pequena Toupeira se revolta quando acorda com um cocô sobre sua cabeça. Parte, bravíssima, para procurar o autor da façanha, e nesse caminho, descobre como é o cocô de vários animais amigos. O final é surpreendente para as crianças, que se divertem muitíssimo. Trata de um tema evitado de forma leve, com muita delicadeza e diversão. A Companhia das Letrinhas fez uma versão Pop-Up encantadora.


6) “Menina Bonita do Laço de Fita“, de Ana Maria Machado. Ilustrações de Claudius. Editora Ática.
Outro clássico. Um coelho bem branquinho conhece uma menina negra e linda. E quer saber como faz para ficar preto como ela. Aos poucos, descobre que o caminho para ter uma filha pretinha como a menina é mais delicioso do que ele podia imaginar. Outra história com protagonistas negros, muito bem desenhada, e com o texto sempre primoroso e desafiador de Ana Maria Machado. Sucesso garantido.


7) “Macaco Danado“, de Julia Donaldson e Axel Scheffer. Editora Ática
Mais um livro da mesma dupla de autores de “O Grúfalo”. Nesta história, de ilustrações belas e divertidas, o macaquinho perdido procura sua mãe contando com a ajuda de uma borboleta atrapalhada e bem intencionada. No caminho, ambos descobrem que cada animal é de um jeito, e que cada filhote, embora adore descobrir o mundo, se sente feliz de verdade mesmo quando encontra os braços de sua mamãe. Sensacional e favoritado pelos pequenos todos os dias.

8 ) “Porcolino e Mamãe“, de Margaret Wild. Ilustrações de Stephen Michael King. Brinquebook.
Porcolino é um porco bebê que se perdeu de sua mãe. E procura desesperadamente pelo carinho que lhe falta em vários animais, sem sucesso. Até que percebe que o amor de verdade só está ao lado da mamãe tão querida. História doce, ilustrações suaves e uma deliciosa continuação em “Porcolino e Papai”, e “Porcolino e Vovó”.


9) “Bruxa, Bruxa, Venha a Minha Festa“, de Arden Druce. Ilustrações de Pat Ludlow. Brinquebook
Esse livro é realmente uma leitura de sucesso para os pequenos. Imagens perfeitas, cheias de detalhes, apóiam um verdadeiro conto de repetição, que as crianças rapidamente decoram e amam repetir. Uma festa vai acontecer, uma bruxa é convidada… Mas como condição para aparecer, pede para convidar o gato, que por sua vez exige a presença do espantalho… Até que o final surpreendente remete novamente ao começo da história, que precisa ser repetida muitas vezes, dada o amor das crianças por esse livro.


10) “Mamãe, você me ama?“, de Barbara Josse. Ilustrações de Barbara Lavalee. Brinquebook.
De uma delicadeza incrível e emocionante, esse livro mostra a pergunta de uma menininha inuit a sua mãe; para saber se é amada, ela vai propondo várias situações – até se convencer que o amor de sua mãe é infinito. Livro de ilustrações muito bem feitas, e que esclarece um pouco sobre a cultura dos esquimós.

BÔNUS

Assistindo a entrega do Oscar 2011, soube que um dos concorrentes ao melhor curta de animação foi justamente a história do Grúfalo, feita com maestria pela equipe da BBC de Londres. Não encontrei a versão dublada, mas segue a legendada para vocês conhecerem…

O Grúfalo

 

Texto e Seleção: Professora Karina Cabral

DIA 12 TEM REUNIÃO DO CONSELHO DE ESCOLA!

Na última sexta-feira, dia 04 de março, mesmo debaixo de chuva, um bom grupo de pais e mães compareceram à EMEI para conversar sobre o Conselho de Escola.

Foi um papo agradável sobre o que é o conselho, como ele se organiza e como é importante participar para fazer da escola um lugar de alegria e cidadania para todos que andam por lá. Muita gente saiu animada para participar!

Nosso Conselho de Escola tem crescido ao longo dos anos, em quantidade de participantes e na qualidade das ações. Cada vez mais estamos aprendendo, juntos, o que é de fato a gestão compartilhada da escola, e o papel de cada um na construção de uma escola pública cada vez melhor para todas as crianças.

Você está mais do que convidado a participar da primeira reunião ordinária do Conselho de Escola da EMEI Jardim Monte Belo do ano de 2011! Será no próximo sábado, dia 12 de março, às 10h30. Nesta reunião vamos eleger os novos membros, discutir questões importantes sobre a organização da escola, conhecer melhor as metas pedagógicas e administrativas para este ano e falar sobre as comemorações dos 10 anos da EMEI.

Lembrando que TODOS os interessados podem participar e se candidatar a ser representante do seu segmento, e mesmo quem não for eleito pode e deve continuar frequentando as reuniões e dando sua opinião.

Se você quer entender melhor o que é o Conselho de Escola, clique no link abaixo e leia o material de apoio:

ACEITA UM CONSELHO – Power Point informativo sobre o Conselho de Escola

CONTAMOS COM VOCÊ!

“Digo: o real não está nem na saída e nem na chegada. Ele se dispõe pra gente é no meio da travessia…”

Guimarães Rosa

 

GIRA, CIRANDINHA!

Uma cirandinha gira quando uma pessoa se junta com a outra. Elas se dão as mãos e começam um movimento e um canto juntas. Não importa se no começo uma vai para um lado e outra para o outro… Não importa se alguém canta desafinado, ou se não lembra da letra. Enquanto houver vontade de rodar juntos, a cirandinha gira, e as pessoas vão se entrosando e vivendo um mundo de experiências juntas naquela roda.

Se alguém quiser entrar na roda, basta estender a mão e ir acompanhando, e em pouco tempo vai pegar o jeito. Tem gente que sai, gente que vai e volta, gente que cansa, gente que puxa a roda quando todo mundo já cansou. Assim, a brincadeira não acaba nunca.

Este ano, de 2011, a EMEI Jardim Monte Belo completa sua primeira década girando essa cirandinha. Pela roda passaram milhares de crianças, dezenas de educadoras, muitas famílias. Muitas histórias pra contar – histórias alegres, tristes… Histórias de lutas, conquistas e derrotas… Histórias de aprendizagens… Coisas que transformamos, coisas que deixamos para trás, coisas que guardamos no coração. Histórias que contaremos aqui.

Estamos aqui para comemorar esse grande aniversário porque, na nossa EMEI, quem entra na roda sabe que lá é lugar de ser feliz!

Professora Karina Cabral

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