EMEI Jardim Monte Belo – um lugar pra ser feliz!

Arquivo para julho, 2011

DIA 30 DE JULHO TEMOS UM COMPROMISSO IMPORTANTE COM A NOSSA ESCOLA!

O conselho é de todos...

No próximo dia 30 de julho, sábado, às 10h, teremos a nossa reunião mensal do Conselho de Escola e A.P.M.

Aliás, você entende bem o que é a A.P.M.?

A sigla significa Associação de Pais e Mestres. É um outro colegiado que, apoiando as decisões tomadas no Conselho de Escola, tem a função principal de fiscalizar, aprovar, esclarecer e aplicar as verbas da escola – tanto as que são fornecidas pelo governo, quanto as que são arrecadadas junto à comunidade escolar em contribuições voluntárias, festas e outros eventos da escola. Dele participam pais, professores, gestão da escola. A associação tem conta no banco e registro em cartório.

Você pode entender melhor o que é a A.P.M. comparecendo à reunião para saber como e onde está sendo usado o dinheiro da nossa EMEI.

No próximo dia 30, iremos discutir quais são as prioridades para a aplicação das verbas que virão, e ouvir as prestações de contas do que já foi arrecadado e gasto. O que nossa escola precisa mais? O que é mais importante? Quais são nossas ideias para a aplicação do dinheiro?

Além disso, a pauta conta com outros assuntos:

* Avaliação da Festa Junina – o que deu certo, o que deu errado? O que podemos melhorar? Qual foi a repercussão da festa e que sugestões as famílias dão para melhorarmos ainda mais?

* Terceirização do Serviço de Merenda – passamos por uma mudança e recebemos um serviço terceirizado para a preparação da merenda de nossas crianças. O que isso significa, como é esse processo? No que ele muda a qualidade da educação e atendimento que damos aos pequenos? Como o conselho se posiciona? De que esclarecimentos precisamos?

* Festa de 10 anos da EMEI – Partimos para a organização e divisão de tarefas, compilando as ideias para fazer uma festa maravilhosa, emocionante e marcante!

Compareça, participe, divulgue… Pulverize sua vontade de ser cidadão que defende e participa da escola pública. Esperamos você.

...E todos podem contribuir!

HORA DO DESCANSO…

Estamos em recesso, aproveitando o descanso para repor as energias e voltar para um segundo semestre maravilhoso!

Desejamos a todos um momento gostoso de alegria, sossego, diversão, convivência com os queridos e muito soninho…

Dia 25 estaremos de volta.

Até breve!

PROJETO PEDAGÓGICO 2011

       A equipe da EMEI Jardim Monte Belo acredita que só o trabalho conjunto ( co-laboração) e realizado em parceria ( co-operado) poderá propiciar avanços reais para o desenvolvimento e aprendizagem de todos os envolvidos no processo, sejam as crianças, as famílias ou os educadores da unidade.

     Pensar a qualidade do atendimento destinado à criança pequena requer entender qualidade enquanto algo progressivo, que vai exigir não o estabelecimento de um fim único, mas a constante revisão dos objetivos propostos para o alcance de patamares cada vez mais elevados de otimização e qualificação das ações desenvolvidas.

     Acredita-se ser impossível desvincular a formatação de um Projeto Pedagógico das ações anteriormente desenvolvidas e das reflexões sobre seus avanços, dificuldades e efeitos. Nas avaliações da unidade escolar, realizadas pelas famílias, em 2010, detectou-se um maior conhecimento das mesmas sobre o trabalho desenvolvido na EMEI Jardim Monte Belo e sobre a necessidade  de revisão de questões organizativas e de gestão participativa.

     Em 2010, apesar da proximidade das famílias com os fazeres escolares e seus objetivos, notou-se a necessidade da escola saber mais sobre a comunidade, seus modos de vida, interesses e propostas para a educação da criança pequena. Para atender tal expectativa, criou-se diversos momentos de interlocução com as famílias e também efetivou-se uma ampla pesquisa, cuja amostra alcançou 70% das famílias das crianças atendidas à época.

      A discussão dos dados levantados neste estudo foi o pano de fundo das discussões sobre as propostas de trabalho para 2011. Com a contribuição desse processo reflexivo, definiu-se que o Projeto Pedagógico de 2011 está formatado sobre 5 pilares fundamentais e interligados :

1) – uma proposta pedagógica cuja centralidade esteja sempre no protagonismo infantil;

2)- uma  proposta pedagógica que contempla a especificidade da criança de4 a5 anos e as maneiras próprias de aprender da infância;

3)- a ampliação do horário de permanência das crianças na EMEI de 4 para 6 horas diárias, considerando as diferentes possibilidades e dificuldades surgidas nesse processo de transição inicial e o direito da criança a diversificação de estímulos e propostas

4)- o desenvolvimento e a aprendizagem sendo compreendidos dentro de uma cultura específica, social e historicamente contextualizada, da qual não pode desvincular-se;

5)- o atendimento com vistas a diversidade.

     Entre as considerações realizadas, houve o consenso de que as crianças da EMEI Jardim Monte Belo têm as seguintes características que devem ser respeitadas, acolhidas e aprimoradas através da ação educativa:  são  curiosas, criativas, questionadoras, participativas, inquietas, ativas, brincantes,pensantes, seguras, e  felizes.

      Para atender essa criança busca-se a valorização e o respeito a sua singularidade, compreendendo-a enquanto ser completo, pertencente a um grupo social específico e, portanto,  indivíduo de direitos, repleto de possibilidades de desenvolvimento, aprendizagem e partilha de saberes. Nessa direção, avaliou-se que alguns aspectos norteadores das ações terão continuidade de implementação em 2011.

São estes os princípios orientadores das ações a serem desenvolvidas:

– conhecer e respeitar os anseios e expectativas  da comunidade atendida na unidade educacional;

– o espaço físico é fundamental para auxiliar a aprendizagem e o desenvolvimento da criança( conforto/ estímulos);

– é direito da criança o acesso aos conhecimentos socialmente construídos e ao cuidado (conforto e segurança tanto  física quanto emocional);

– o respeito ao ritmo individual, considerando que a construção de conhecimentos ocorre de forma particular e progressiva;

– a escola é um espaço de coletividade. A criança tem ganhos sociais, afetivos e intelectuais com as diferentes possibilidades de interação que a escola pode proporcionar;

– escola deve propiciar à criança vivências que garantam o acesso à cultura bem como a produção da cultura infantil e que ajudem a desenvolver o raciocínio, as percepções e a sua expressividade

– a valorização da infância se manifesta pelo respeito aos desejos, necessidades e escolhas das crianças e também pela possibilidade de apoiá-las no processo de construção de conhecimentos em diferentes âmbitos.

– brincar é um direito da criança, e a forma peculiar de expressão dela no mundo que a cerca.

– a pluralidade de experiências e vivências possibilitada à criança em sua jornada de 6 horas na unidade, considerando suas necessidades físicas, sociais e intelectuais.

     Vêm, nesse sentido, os objetivos elencados e que precisam ser compreendidos enquanto primeira aproximação da qualidade almejada para o atendimento à infância na EMEI Jardim Monte Belo. A clareza da necessidade de reflexão e redirecionamento das ações faz com que tenhamos a perspectiva de revê-los constantemente, avaliando sua pertinência ou necessidade de transformação e a adequação das práticas desenvolvidas. Esses momentos ocorrerão nas reuniões de professores e jornadas pedagógicas, no trabalho de formação do PEA, nas horas atividade e de trabalhos coletivos, nos momentos de discussão sobre o trabalho pedagógico efetivado nas reuniões de pais e do conselho de escola, nos encontros com a supervisão escolar, bem como nos eventos que envolverem as famílias e a comunidade

São objetivos da EMEI Jardim Monte Belo em 2011:

–     Compreender a criança enquanto única, num espaço de relações sociais, sujeito de direitos:

–       Com ritmo próprio que deve ser respeitado

–       Com desejos, possibilidades e necessidades diferenciadas que precisam ser atendidas

–       Membro de uma unidade educacional compreendida como espaço de relações entre adultos e adultos, adultos e crianças, crianças e crianças

–        que deve ser acolhida enquanto indivíduo, num mundo de relações sociais que comporta regras, acordos, valores, etc…

–     Compreender o cuidado e o acesso ao conhecimento como direito de todo indivíduo e a escola como um dos elementos que deve possibilitar isso, proporcionando atividades ligadas a cultura da infância e as diferentes linguagens expressivas da criança

–     A escola deve ser um espaço de brincar, conviver e expressar-se de diferentes maneiras

–     Escola transformando-se em um ambiente que proporciona acolhimento, aconchego, segurança, desafios e aprendizagem em seus diferentes aspectos

–    As ações planejadas respeitarão a diversidade cultural dos envolvidos e serão pensadas para evitar ações reducionistas e reprodutoras de preconceitos

–   Realizar ações de aproximação com as famílias atendidas, em ações partilhadas:

o        fortalecimento de instâncias participativas (Conselho e APM),

o        eventos culturais promovidos( festa da família, passeios conjuntos, saraus,etc…)

o        processos formativos (reunião de pais, oficinas e mini cursos sobre a proposta pedagógica da U.E)

–   Promovendo ações conjuntas de resgate da memória do bairro e da escola, no ano em que ela completa 10 anos de funcionamento

–   Estabelecer parceria com os equipamentos do entorno,particularmente o CEU Anhanguera e o Telecentro Monte belo, proporcionando às crianças oportunidades de realizar diferentes vivências que as aproximem da cultura em suas diferentes modalidades.

           Pretende-se que esses objetivos sejam atingidos por meio de ações que estejam sempre em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e as Orientações Curriculares- expectativas de aprendizagens da PMSP.

         Nessa direção, há princípios de ação que estão acordados e que fundamentam os fazeres junto à criança pequena:

  • Evita-se toda forma de segregação (gênero, etnia, classe social, etc..)
  • Há respeito aos acordos sobre o uso dos espaços e materiais comuns (lugares e formas de brincar, organização e cuidado com os materiais, etc..)
  • Todo dia é dia de brinquedos e brincadeiras
  • Busca-se a autonomia e respeita-se o direito da criança ( de exprimir suas opiniões, andar sem filas,ir ao banheiro quando necessitar, comer o que desejar, servir-se, ter contato com os recursos naturais e as pessoas, etc..)
    • Há intencionalidade nas ações desenvolvidas e constante acompanhamento do processo
    • Busca-se a parceria com as famílias
    • Considera-se a necessidade de aprender e ensinar com  muito prazer
    • Busca-se a intenção em todas as ações desenvolvidas para, e com as crianças

      A manifestação das crianças através de diferentes linguagens subsidia todo o programa de atendimento da PMSP junto a primeira infância. Visando  a apropriação da criança desses fazeres e saberes infantis, estabeleceu-se como foco para 2011 o trabalho com os registros das culturas infantis  produzidas pelas crianças da EMEI. Para qualificar as práticas atualmente desenvolvidas nessa área, estabeleceu-se o PEA REGISTRO: DESCOBRINDO POSSIBILIDADES, DESENVOLVENDO HABILIDADES

     Acredita-se que este estudo mais aprofundado por parte das professoras em primeira instância e, por parte da equipe toda, em aspectos mais gerais, qualifique as ações dos educadores junto ás produções das crianças, bem como qualifique o acompanhamento realizado pelas professoras da ação educativa que desenvolvem e da aprendizagem e do desenvolvimento das crianças.

     Considerando os pilares da ação educativa de 2011, anteriormente mencionados, os espaços internos e externos, bem como o planejamento das ações sofrerão alterações que objetivam qualificar o atendimento da criança no novo turno de 6 horas, oportunizando cada vez mais o acolhimento de suas necessidades, a brincadeira simbólica, a expressão em diferentes linguagens, os processos de interação delas com as outras crianças e com os adultos.

     Tais alterações, que visam qualificar ainda mais o atendimento com vistas ao desenvolvimento  e a aprendizagem dos meninos e meninas, baseia-se sobretudo na construção de projetos específicos do período intermediário, que serão propiciados às crianças em vivências bimestrais,com diferentes educadores, que irão se configurar, no final do ano, enquanto etapas de uma construção mais ampla envolvendo as áreas de experiência vinculadas a música, ao teatro e a dança, às vivências corporais,ao resgate das brincadeiras tradicionais, a construção de brinquedos  e a interação.

     No que tange a individualidade e diversidade dos meninos e meninas atendidas e de suas famílias, é preocupação de todos os funcionários da escola o atendimento pleno às diferenças, considerando suas particularidades, em especial no que se refere aos aspectos relacionados à inclusão dos PNEE. Nesse sentido desenvolveu-se uma rede de atendimento que envolve a gestão e todos os demais segmentos, que atuam com muito empenho apesar da falta de apoio especializado.

     Essas ações ligadas a inclusão e atendimento a diversidade envolvem a 0reunião individual das famílias com a educadora e a coordenação pedagógica, o acompanhamento do trabalho desenvolvido com cada criança através dos registros das educadoras e do acompanhamento da coordenação, a solicitação da intermediação da DRE Pirituba/ CEFAI , a compra de materiais adaptados e/ou específicos quando necessário, entre outras.

     Entre as ações previstas para ampliar a parceria com as famílias em 2011, estão a realização de eventos que envolvam a convivência da família na escola (festa do dia da família, apresentações de teatro ,atividades culturais abertas à comunidade ) , a participação da mesma na gestão da unidade ( Conselho e APM estão fortes e muito participativos) , interlocução sobre os fazeres da prática pedagógica ( reuniões de pais com ações formativas e explicitação dos objetivos e a demonstração da  concretude do processo diário de trabalho, oficinas para pais sobre os fazeres da escola), partilha de informações sobre a comunidade, a escola e as famílias, no contexto histórico relacionado ao processo vivido nos  dez anos da Unidade Escolar, desde sua inauguração até os dias atuais.

     Por considerarmos o Projeto Pedagógico da EMEI Jardim Monte Belo como aberto, em processo contínuo de construção colaborativa, muitas ações estão sendo planejadas e outras deverão se efetivar com o transcorrer do ano, mas o que precisa ser ressaltado é que para a equipe da EMEI o Projeto Pedagógico aqui descrito hoje em linhas gerais, apresenta-se como um traçado de rota que vai se configurando nos fazeres cotidianos e se aprimora a partir da reflexão conjunta dos envolvidos.

Assim como a perspectiva de qualidade é progressiva, compreende-se que o acompanhamento e avaliação do Projeto Pedagógico devem ocorrer na ação e pela ação, sendo operado em conjunto por todos os envolvidos que atuam diretamente na escola ou a ela estão relacionados.

     Os momentos de avaliação formal ocorrem semestralmente com toda equipe, mensalmente em reuniões entre os membros da equipe gestora, em momentos de supervisão escolar, e devido ao clima de parceria e co-responsabilidade estabelecido na unidade, sempre que se configura tal necessidade é realizado encontro de avaliação e encaminhamento de questões funcionais, administrativas ou pedagógicas que objetiva o aprimo-ramento do atendimento.

     Acreditamos que nosso Projeto pedagógico é um sonho pensado por muitos e executado a muitas mãos, um sonho que se faz presente no aqui e no agora, mas que se configura como uma mostra do que seremos, do que faremos e do quanto  ainda  acreditamos ser capazes de realizar melhor em prol da infância do Município de São Paulo.

ENTORNANDO UM BAÚ DE HISTÓRIAS

     

 ENTORNANDO

UM BAÚ

DE HISTÓRIAS

                        

    Contar e ouvir histórias faz parte da experiência humana há    muito tempo.

      O fascínio pelo universo imaginado por outros, seja ele  próximo ou distante de nossa realidade, nos estimula a criar imagens mentais, viajar, sonhar, e viver além do mundo concreto. Não só crianças gostam de histórias, que nos digam as novelas e as centenas de  filmes produzidos anualmente mundo afora.

Em nossa escola há um momento, todos os dias, de contato das crianças com as histórias, pois acreditamos ser essa a maneira mais gostosa e eficaz de aproximar a criança do mundo da leitura e da escrita. O acervo de livros, que já não era pequeno, foi recentemente enriquecido com mais de 100 títulos de excelente qualidade de texto e ilustração.

Percebemos que as histórias lidas ou contadas pelas professoras permitem que a criança entre num mundo de sonhos onde as letras e as palavras ganham novos significados e convidam-na a aprender a  pensar sobre o mundo, a imaginar, a criar e a ler as imagens e as palavras. Só que tudo isso de um jeito gostoso, respeitando seus interesses, seu modo próprio de aprender e seu ritmo.

      Visando aprimorar nossas práticas, em 2010 aderimos a um projeto da PMSP* que, em parceria com a Fundação Victor Civita, busca estimular a leitura para as crianças pequenas nas unidades educacionais de São Paulo. O  PROJETO ENTORNO teve como objetivo inicial fomentar o gosto pela leitura, propiciar vivências diferenciadas para as crianças e promover a troca de indicações e de experiências entre as crianças de uma mesma faixa etária.

Foram realizados vários encontros na DRE de Pirituba onde, com a ajuda das formadoras Rosângela e Márcia, houve subsídios para a discussão sobre as possibilidades e os encaminhamentos necessários para a realização da leitura de contos nos momentos de leitura simultânea.

O projeto apresenta, entre outras coisas, a  proposta de leitura, na íntegra, da história escolhida, buscando respeitar o texto tal como escrito pelo autor. Nós educadoras estudamos, lemos, conversamos sobres histórias, livros, modos de ler, de contar… Revisamos nossas práticas relacionadas ao letramento e começamos a desenvolver o projeto.

As trocas foram muito produtivas entre as educadoras e o resultado delas ficou evidente no sucesso da ação.

Pensamos nos 3 momentos que envolveriam a leitura da história: o que faríamos com as crianças antes de ler, como seria a leitura propriamente dita e o que ocorreria após a leitura.

PASSO 1- ESCOLHA DOS LIVROS

          Cada contadora de histórias escolheu o livro que desejava ler, pensou como faria a leitura, em que lugar, qual seria a entonação, etc… Após a escolha cada uma elaborou uma resenha convidando as crianças para participar da contação e fixou-a em local visível.

PASSO 2- LEITURA DAS RESENHAS

          As professoras levaram as crianças até as resenhas, exploraram com elas as capas dos livros, fizeram a leitura do texto e conversaram sobre cada história. Também contaram para as crianças da necessidade de escolher apenas um livro pra ouvir a história.

PASSO 3- ESCOLHA DOS LIVROS

As crianças tiveram oportunidade de “visitar” a exposição de resenhas muitas vezes enquanto andavam pelos corredores da escola e comentavam todo o tempo sobre as histórias que desejavam conhecer. Eram conversas de leitores, tipo as que acontecem nos corredores das grandes lojas de livros ou das bibliotecas: “vou ver esse porque gosto muito de jacarés”, “quero saber de lobos, não tenho medo de lobos”, “vou ouvir a do sanduiche” “essa cobra tem cara de boazinha mas aqui ta escrito que ela é lelé” etc..

No dia indicado as crianças fizeram a escolha definitiva da história que tinham preferência de ouvir e retiraram seus “ingressos” para a contação ( uma tira de papel colorido como o cartaz onde a resenha de cada livro estava colada).

PASSO 4 – O GRANDE DIA

As crianças foram reunidas no corredor da escola e descobriram enfim quem seria a contadora da história por eles escolhida. Todos os funcionários da escola participaram desse momento e viveram com as crianças a emoção dos contos.

As crianças acompanharam a contadora de histórias até o lugar que já estava todo preparado para recebe-las. Seus rostos expressavam a ansiedade e o desejo…

Desejar… Esse é o assunto  que merece de nós o maior respeito e apoio. Só aprendo quando desejo, quando quero de verdade, quando aquilo tem real significado para mim

 PASSO 5- SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA……………… 

 A escola parou, aquietou-se. Todos estavam lá, as crianças animadas, os adultos deixaram de lado outras funções e se dedicaram a deliciar-se com lobos, jacarés, galinhas, sanduiches, pêssegos, cobras e tantos outros.Nasceu um silêncio concentrado e sutil. Um silêncio de total envolvimento e de prazer expresso em cada rosto.         

   

                                    

 De volta à classe as crianças trocaram impressões sobre os textos, as histórias, as vivências de cada um naquele momento. Foi uma experiência fantástica, todas as crianças puderam participar e depois de 15 dias foi repetida, dando a oportunidade das crianças ouvirem a leitura de histórias sobre as quais também tinham acumulado curiosidade.

 PASSO 6- CRIATIVIDADE E SEUS EFITOS

          A profª Silvia viu as cópias das capas dos livros que foram utilizados nas resenhas e o interesse das crianças, bem como os diálogos que elas geravam. Resolveu fazer alguns jogos com elas.

Há em nossa escola um clima gostoso de colaboração e, por conta dele, pipocaram várias ideias. Entre elas a de que os quebra-cabeças seriam colocados em pastas juntos com os livros e fariam rodízio entre as salas, dando oportunidade de várias crianças brincarem com eles ( ver matéria sobre cantos caixas neste blog ).

REFLETINDO……

       O grupo concluiu que vivemos uma experiência gratificante, que acrescentou muito para as crianças e para nossa prática pedagógica também. É consenso entre as educadoras de que outras oportunidades devem ser propiciadas e que as discussões sobre o trabalho foram fundamentais para o sucesso.

      O esforço de todos foi muito grande para fazer isso dar certo.A escola toda parou nesses momentos, todos os funcionários dividiram o prazer de estar com as crianças e as histórias.

      Acreditamos que qualidade é uma conquista permanente, e que o trabalho com a infância precisa ter objetivos claros e esforço coletivo de aprimoramento dos profissionais e de suas ações.

       A valorização desse trabalho com a pequena infância não é fácil numa sociedade que privilegia tão pouco a criança, as culturas que ela produz e os profissionais que com ela trabalham.Mas o olhar atento e satisfeito das crianças até o final da contação e sua visível alegria e participação, foram para todos nós um grande prêmio.

    Por  Meire Festa

Nuvem de tags