EMEI Jardim Monte Belo – um lugar pra ser feliz!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 20 – 30 DE SETEMBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Leitura Informativa – Revisão do Texto

Hoje a gente conversou bastante sobre esse lance de achar bichinhos e colocar no terrário. Com a primavera e o calor, eles começaram a aparecer em bando no parque – primeiro as joaninhas, e agora as taturanas… E muitos besouros.Mas no terrário muitos deles somem, ou não sobrevivem – sinal que não deveriam estar lá. Além disso, quando a gente vai pegar os bichos, todo mundo fica muito empolgado e não consegue trazer os bichinhos em segurança – acaba amassando, ou apertando demais. De agora em diante a gente vai tomar mais cuidado para capturar os bichos.

Foi dia também de ler com calma o texto que a Dominique e o Vitor Hugo fizeram junto com a Karina sobre as joaninhas. Todo mundo ouviu com atenção a leitura do texto e achou que ele estava ótimo! Isso se chama revisar o conteúdo do texto – ler de novo e ver se falta alguma coisa, se está bem escrito e se alguém acha que deve acrescentar alguma informação. Parecia texto de livros mesmo, e achamos também que ele vai combinar direitinho com os desenhos feitos sobre as joanas. A Dominique e o Vitor Hugo receberam muitos parabéns, até porque conseguiram escrever direitinho o nome da joaninha e do mês de janeiro.

O próximo bicho que vamos estudar é a abelha e, ao contrário das joaninhas, não podemos pegá-la, nem vê-las vivas de muito perto, porque abelhas são bichos perigosos para os humanos, por terem ferrão. A Karina leu um texto bem curtinho sobre elas para ajudar a gente a entender melhor. Existem até alguns tipos de abelhas que são consideradas assassinas, de tão nervosas e poderosas que são! Puxa vida…

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 21– 04 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Estudo dos Calendários – Escrita de Números

Hoje aconteceu uma coisa muito triste – a Karina, ontem, precisou ir a uma reunião de professores, e não veio pra escola. E nisso, as crianças ficaram com outra professora. Acontece que alguém deixou o terrário aberto e os bichinhos escaparam – a aranha, as joaninhas e também a taturana. Até achamos duas joaninhas mortas do lado de fora do vidro. A Karina conversou bem sério com todo mundo sobre o assunto, explicando que todo mundo tem que ser responsável pelos materiais que estão na sala, e se a gente quis mexer no terrário, devia ter tomado mais conta dele, se preocupando em colocar o tule direitinho e cuidar dos bichinhos… O projeto é de todo mundo, e não é justo estragar todo o trabalho que tivemos até aqui por distração. Teve gente que ficou bem triste com isso. Agora ficamos só com bichos rastejantes – os tatuzinhos, minhocas e piolhos-de-cobra, além dos caracóis. Todo mundo prometeu que vai tomar mais cuidado da próxima vez.

Depois acabamos colocando mais uma taturana e duas joaninhas no terrário, que achamos parque. A Karina tem certeza que tem um ninho delas em algum lugar do parque, porque não é possível que elas apareçam tanto no meio das pedras… E todas são do mesmo tipo, da mesma cor. Quem sabe um dia a gente descobre esse ninho…

Também foi dia de um desafio bem grande – escrever os números do calendário! A Karina deu uma folha com quadros, com sete colunas e seis linhas, onde estavam escritos os dias da semana, na ordem certinha – segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo. Além da tabela numérica da sala, ela escreveu uma tabela bem grande na lousa, que ia do número 1 até o número 31. Cada um recebeu uma folha com o primeiro dia do mês marcado, e tinha que ir seguindo, escrevendo os números na ordem certinha, até o último dia do mês – que também estava marcado, porque cada mês tem dias diferentes… Uns têm 30 dias, outros 31, e até o mês de fevereiro, que em 2012, terá 29 dias.

Foi bem fácil para algumas crianças, e mais complicado pra outras… Porque, além da dificuldade de escrever os números, tinha que prestar muita atenção – se errasse um numerozinho só, o calendário ficava todo errado.

No fim conseguimos fazer quase todos os meses, e isso é ótimo! Um outro dia vamos retomar essa atividade para contornar os números, e fazer os meses que estão faltando. Ufa! Como dá trabalho fazer um calendário! Não é tão simples quanto parecia…

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 22– 05 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Vídeo Informativo

A Karina vai apresentar um trabalho em um encontro de educadores por dois dias, sobre a nossa biblioteca… E por isso ela não vai estar. Tivemos de novo aquela conversa de cuidar das coisas, e todo mundo prometeu de novo cuidar bem do terrário… Ela disse que vai confiar na gente.

Hoje fomos para a sala multi-uso ver um novo vídeo, dessa vez sobre as abelhas. Puxa! Que inseto interessante!

Aprendemos que as abelhas são chamados “insetos sociais”; elas são muito organizadas e conseguem conviver juntas de um jeito muito especial. Além disso, o homem barbudo que sabe tudo de jardins, e que a gente chama de Papai Noel, disse que elas morrem logo depois de picar alguém, porque elas deixam o ferrão, que é uma parte do corpo delas. Para se comunicar, elas dançam uma para outra, e mostram onde estão as melhores flores… E também a colmeia é dividida com muito trabalho pra manter a abelha rainha… As abelhas operárias fazem mesmo vários tipos de trabalho, inclusive a geleia real, que alimenta a rainha com o melhor da colmeia. Elas não gostam de frio, mas na primavera aprontam mil e uma coisas para fabricar o mel que a gente tanto gosta, e que faz bem pra saúde. Que bicho espertinho é a abelha!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 23– 11 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Preparação para Visita ao Instituto Biológico

É semana da criança, e ontem foi cineminha… Hoje tem banho de mangueira, e todo mundo está muito doidão de alegria!

A Karina até tentou organizar uma conversa pra falar sobre a visita que vamos fazer depois do feriado, na quinta-feira… Um dia muito especial! A ideia era organizar uma lista de coisas pra levar, e também das coisas que não pode esquecer de perguntar… Foi mandado mais um bilhete para os pais pedindo que ninguém falte na quinta, pois vamos fazer um estudo muito importante. A conversa e as listas não deram muito certo, porque todo mundo estava muito empolgado com o banho de mangueira e os lanches especiais, então combinamos de pensar bastante sobre tudo que aprendemos até aqui em casa pra que a visita seja bem sucedida na quinta-feira. Ai, que friozinho na barriga! Ir passear pra estudar… Muito, muito, muito legal!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 24– 13 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Visita ao Instituto Biológico

Enfim, chegou o grande dia! Mas um dia com muuuuuuuuuuuuuuuuuita chuva. Muita chuva mesmo! Isso com certeza atrapalhou o nosso passeio… Porque tem crianças que ficam mais doentinhas, pessoas que têm dificuldade de chegar à escola por causa da chuva… Ai ai ai, que pena… Dez crianças não puderam vir. Mas mesmo assim fomos.

Na classe, a Karina explicou os procedimentos do passeio para que dê tudo certo – andar todo mundo bem perto um do outro, respeitar os monitores, não colocar cabeça nem mãos para fora da janela do ônibus, não retirar o crachá, fazer silêncio durante as explicações… Todo mundo ouviu tudo e prometeu obedecer! A Meire e a professora Valéria foram com a gente.

No ônibus todo mundo foi prestando atenção em tudo – o rio sujo e fedido que tem na cidade, as placas, os lugares… E muuuuuuuuuito, muuuuuuuuuuito trânsito. Ainda bem que a gente saiu com bastante antecedência, porque senão ia ser um atraso daqueles!

Quando chegamos lá na Vila Mariana, descemos do ônibus e, ao entrar no Instituto Biológico, avistamos um jardim bem grande e lindo, inclusive com algumas esculturas de bichos, como o louva-a-deus, e também as formigas. Nossa, que legal!

Fomos recebidos pelos monitores. Um deles chamava Dênis, e a outra chamava Flávia. Eles são biólogos e trabalham no Instituto mostrando os insetos para as crianças. A Karina, cabeçuda, deixou a bolsa dela no ônibus com a máquina de fotografar, mas a Meire levou a dela e filmou tudo.Levamos também o diário do projeto pra eles verem, e o terrário… Eles ficaram muito impressionados com o nosso trabalho e elogiaram bastante.

Depois de ir ao banheiro, nós paramos na porta de uma casinha bem simpática – lá estava a exposição “Planeta Inseto”. Bem na porta, vimos uma casinha de abelhas. Antes que todo mundo ficasse com medo, eles avisaram que aquela abelha não era perigosa, pois não tinha ferrão. A abelha, os cupins, as vespas, os marimbondos e as formigas – todos são insetos sociais… Organizados em uma mini-cidade onde cada um tem a sua tarefa e o seu jeito de ser. Exatamente por serem organizados, esses insetos são perigosos, pois quando se sentem em perigo atacam em conjunto para se defender. Por isso não é bom mexer em vespeiro, cupinzeiro, formigueiro, colmeia ou casa de marimbondo de qualquer jeito… Podemos sair bem complicados de lá!



Depois que entramos na casinha, fizemos uma roda para falar com o Dênis. Ele explicou que alguns bichos que a gente pensa que são insetos, não são – os tatuzinhos, os piolhos-de-cobra e lacraias, os camarões, as aranhas, os caracóis… Todos eles, embora sejam invertebrados, não são insetos. Os insetos, como os besouros, têm SEMPRE 6 patas, 2 antenas e o corpo dividido em três partes – cabeça, tórax e abdomem. Boa parte dos insetos têm dois pares de asas… Assim como a joaninha, que a gente estudou tanto!

 

O Dênis tinha uma caixa com as larvas do besouro… Outra com o casulo do besouro, que ele chamou de pupa… E outras com besouros já grandes. Ele disse que todos os insetos fazem pupa, e por isso os insetos bebês são muito diferentes dos insetos adultos. A Karina e um monte de crianças quiseram segurar as larvas, as pupas e os besouros! Dá bastante aflição, mas foi legal! Depois ele mostrou um besouro gigante, parecido com o que a gente viu no livro dos recordes… E mostrou as asas dele pra gente ver.

 

 

 

 

Depois, nós fomos para o formigueiro. Que máximo! Era uma sala escura, onde tinha algumas cápsulas de vidro cheias de formigas vivas trabalhando. O Dênis explicou que as formigas não gostam muito de luz e de barulho, por isso todo mundo ficou quietinho. Ele mostrou pra gente as formigas operárias, as formigas soldado, as rainhas, as cortadeiras… Quem manda no formigueiro é a rainha, que é a mãe de todas as formigas. Ela namora com o macho, coloca os ovos… E depois começa a dar comidinha pra eles, uma espécie de fungo. Quanto mais a formiga come, mais ela cresce. Se ela comer pouco e for pequena, vira operária. Se comer mais ou menos, vira cortadeira e carregadeira. E se comer e crescer bastante, vira soldado, que protege o formigueiro. Elas trabalham bastante durante todo o tempo. Ao contrário das abelhas, que fazem uma dança, elas soltam um perfuminho, chamado ferormônio, para se comunicar. Todo mundo adorou o formigueiro!

 

Saindo de lá, vimos umas células de formiga no microscópio. O Dênis falou que microscópio é um aparelho que aumenta muuuuuuuuito o tamanho das coisas para que a gente possa ver. Vimos também uns cartazes que falam da evolução da joaninha e descobrimos que aquele casulo, aquele, que ninguém sabia o que era, era uma pupa de joaninha! Por isso apareceu uma joaninha amarela no nosso terrário que ninguém sabia de onde tinha vindo… Vimos também uns cartazes que falam sobre pessoas que comem insetos ao redor do mundo. Eca!

 

 

Depois de sair do microscópio, nós fomos com a Flávia conhecer o Bob – uma barata gigante que veio de outro país! Ela explicou que, ao contrário das baratas domésticas, que nós conhecemos aqui, e que comem tudo quanto é porcaria, o Bob não era sujo – ele comia folhas e frutas. Algumas pessoas quiseram segurar o Bob na mão, e foi muito legal! Onde já se viu, achar legal segurar um baratão na mão!

 

Depois, a Flávia mostrou pra gente um inseto muito especial, que se chama bicho-da-seda. Ele é uma espécie de lagarta, que como as borboletas, faz uma pupa. Só que a pupa dele é bem especial – ela faz um fiozinho bem fininho, que depois os seres humanos usam para fazer um pano chamado seda. Esse pano é muito chique e muito caro. Só que pra fazer o pano, eles fazem uma maldade… Jogam a pupa do bicho-da-seda na água fervendo até eles morrerem lá dentro… Só assim eles conseguem puxar o fio. Que pena… Nós seguramos as lagartas na mão, e também a seda e o fio da seda. Os casulos que a gente segurou já estavam mortos… E todo mundo achou que não precisava fazer isso com o bichinho, coitado…

 

 

A seguir… O momento mais esperado do dia! Finalmente fomos ver um terrário que tinha… O bicho-pau! A Flávia explicou pra gente que o bicho-pau parece um pedaço de graveto, e ele é assim para fugir dos animais predadores. É um disfarce muito bom! O macho, que chama Richard, é menor e mais fino que a fêmea. Quando a Flávia pegou o Richard, ele voou pra cima da Meire, e foi muito engraçado! Só os machos voam. A fêmea se chama Helen. Ela coloca muitos ovos! E por isso eles tem muitos filhotes de bicho-pau, que parece um pedacinho pequeno de pau. Infelizmente, no Instituto Biológico eles não têm bicho-folha nem bicho-flor… Mas foi muito legal todo mundo que quis segurar o bicho-pau! A Rafinha até pediu para eles darem um bicho-pau bebê pra gente criar no nosso terrário, mas a Karina disse que não ia ser uma boa… Ele só gosta de comer folha de goiabeira, e aqui nós não temos nenhuma goiabeira! Além disso, a Flávia falou que eles têm muito ciúme do bicho-pau e não dão eles pra ninguém.

 

 

A Meire ficou com as crianças vendo um computador que tinha o som dos bichos – você clicava na imagem do bicho e o computador emitia o som que ele fazia. Tem uns bichos que fazem barulhos bem interessantes e irritantes pro ouvido. Esse é um jeito do bicho se defender.

 

A última parte do passeio foi uma das mais legais… Que a gente já sabia que ia rolar e estávamos esperando muito – o baratódromo! Lá, eles têm uma pista de corrida bem legal com cinco faixas. Cada faixa corre uma barata, que é um bicho muito rápido – se a barata fosse um ser humano, ela conseguiria correr mais rápido que um carro! A Flávia explicou que a barata doméstica não é um inseto muito legal – ela come muita porcaria – a única coisa que ela não consegue comer é lata e vidro, o resto… Ela come de tudo que vê pela frente! Bicho morto, lixo, cocô, xixi… Por isso a gente nunca pode deixar esses bichos andarem na nossa casa, elas são muito sujas e nojentas, e também são muito fortes… Uma barata pode resistir a muitos tipos de ataques! Cada um de nós escolheu um número, e a Flávia contou até três e soltou as baratas! A barata que ganhou foi a número 3! Todo mundo achou bem divertido.

 

 

No final da visita, as crianças ganharam um desenho para pintar e a Karina fez um monte de perguntas sobre o terrário. Nós descobrimos, por exemplo, que não podemos criar joaninhas lá dentro – elas não gostam de ficar presas, ficam com raiva, e morrem. Além disso, elas precisam de muitos pulgões pra comer. Lá no instituto biológico mesmo não tem criação de joaninhas, eles tentaram, mas elas morreram todas. Os piolhos-de-cobra não vivem muito, e ficam debaixo da terra, como as minhocas. Eles e os tatuzinhos são bichos de hábitos noturnos, ou seja, eles gostam de sair durante a noite. Os biólogos também disseram que a maioria dos bichos de jardim fazem pupa e trocam de pele. E que do casulo da nossa taturana, ou vai sair uma borboletinha, ou uma mariposa. Eles deram pra gente parabéns pelo nosso projeto, e todo mundo saiu de lá muito feliz! Deu até pra tirar foto se fingindo de louva-a-deus ou joaninha…


Comemos um lanchinho bem gostoso e voltamos pra escola debaixo de chuva… Quando chegamos, ainda teve hamburguer e pula-pula! Foi um dia muito bom, em que nós vivemos uma experiência diferente e que nos ensinou muito. Valeu!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 25– 17 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Roda de Conversa

Depois de uma semana das crianças bem agitada, voltamos a nos concentrar no nosso projeto. O nosso terrário está mais vazio – prometemos não colocar mais joaninhas lá, nem nenhum bicho que possa sofrer, como bichos que voam e pulam, ou que comam pulgões. Em compensação, estamos acompanhando ansiosos o casulo da taturana. O que será que vai sair de lá? Igual o Dênis explicou, a pupa da taturana rebola toda quando a gente levanta a folhinha em que ela está pendurada…

 

Hoje a Karina chamou todo mundo para uma conversa sobre o projeto, e trouxe um problema, chamado falta de tempo. Ela explicou que precisamos replanejar nosso estudo para terminar o nosso calendário, porque, nessa de ter semana da criança, e a festa de 10 anos da escola, nós temos muita coisa pra fazer e pouco tempo. Vai ser muito difícil fazermos direitinho um estudo focado sobre 12 bichinhos, e até agora só conseguimos fazer um, que foi a joaninha.

Todo mundo ficou dando ideias, e algumas bem malucas, como terminar o calendário no ano que vem, quando todo mundo vai estar na 1ª série. Outros deram ideias até legais, mas que a Karina não concordou, como só desenhar os bichos – ela disse que esse calendário não serve só pra enfeitar ou pra gente lembrar de tudo que aprendeu, mas também pra dizer para as pessoas que lerem as informações que aprendemos sobre os bichos… E pra isso precisa, sim, ter um texto bem feitinho.

A Karina também falou que ficou muito feliz com o comportamento e as falas das crianças no Instituto Biológico, porque todo mundo fez perguntas inteligentes, e os biólogos ficaram impressionados, porque crianças tão pequenas pareciam grandes pesquisadores… E na verdade são mesmo! Ela também disse que já mudou muitas coisas do plano inicial do projeto, justamente porque ela percebeu que estamos curtindo explorar, ler, aprender sobre os bichos de um jeito muito divertido, e isso torna todo o trabalho mais confuso sim… Mas muito mais gostoso.

No final, vamos seguir a ideia de uma das crianças, que todo mundo gostou – vamos cortar o nosso calendário! Mas não cortar com a tesoura… Ele apenas vai ter menos folhas – não mais 12 folhas, com uma por mês, e sim 6 – e em cada folha vai ter dois meses.

Foi um problemão decidir que bichos a gente ia cortar do calendário… Mas depois de muito discutir, saíram a libélula, a aranha, as abelhas, a centopeia e os piolhos-de-cobra, as minhocas, e os grilos. No nosso calendário vai ter joaninhas, borboletas e lagartas, formigas, tatuzinhos, caracóis e bicho-pau. Agora é só organizar bem o trabalho pra darmos conta de terminar! Todo mundo tem certeza que, seja como for, nosso calendário vai ficar muito bom e bonito, e vai ser um presentão para as famílias e pessoas da escola. Conversando a gente sempre se entende!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 26– 19 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Leitura Informativa

Logo de manhã, na sala, tinha alguém nos esperando lá dentro… No começo, muita gente achou que era um bicho-folha, mas… Era um super grilo!

 

Foi uma festa. Muita gente queria colocar ele no terrário, mas a Karina explicou que lá não é espaço pra ele. Ele ficou um tempão pulando de um lado pro outro na sala, e depois sumiu. A Ludmila e o Vitor Hugo acham que depois do terrário, os bichos aparecem muito na nossa sala, como se eles soubessem que estamos estudando sobre isso. A Karina disse que, talvez, a gente só esteja reparando mais nos bichos que sempre estiveram pertinho da gente…

Na quadra também vimos vários formigueiros pequenininhos. A Karina falou que, quando for época de estudar as formigas, vamos lá estudá-los mais de perto, sem mexer neles. Todo mundo respeitou bastante a casa das formigas… Pra não incomodá-las.

Mais uma vez, a nossa mãozinha estabanada e ansiosa causou estragos no terrário… Hoje, ao observar o casulo, o Maycon foi lá e puxou ele da folha. A Karina não sabe dizer se agora o casulo vai continuar se desenvolvendo bem… Vamos tentar protegê-lo e observar o que vai acontecer. O Maycon acabou ficando triste por ter feito isso.

 

Lemos um livro que fala sobre a metamorfose das borboletas, e também um outro que fala sobre as borboletas que vivem na cidade de São Paulo. Pode até parecer que não, mas mesmo no meio do concreto, alguns jardinzinhos ainda têm muitas espécimes interessantes de borboletas e mariposas!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 27 – 20 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Vídeos do Passeio

O nosso casulo está lá, paradinho… Tomara que a taturana, que a essa altura já é quase borboleta ou mariposa, esteja bem lá dentro.

Hoje foi muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito bacana! A Karina trouxe os vídeos que a Meire fez sobre o nosso passeio. A gente viu, junto com algumas pessoas da escola que gostariam de ter ido junto com a gente no passeio, um pouco de tudo que ouvimos lá. Quem foi pode ver de novo, muitas vezes, pra dar uma forcinha pra memória… E quem não foi pode saber como aconteceram as coisas lá e o que a gente aprendeu. Nessa primeira vez que vimos o vídeo, não deu pra prestar atenção em muitos detalhes da fala do Dênis e da Flávia, porque ficou todo mundo muito feliz em se ver no vídeo, ou em ver os amigos. A Karina disse que vamos usar os vídeos todas as vezes que formos estudar um inseto mais a fundo. Nosso passeio também virou material de estudo!

Hoje a Meire veio chamar pra ver uma mariposa bem diferente que estava paradinha na porta da secretaria. A Karina foi lá e pegou. Era uma mariposa bem linda! Parecida com uma borboleta! Ela abriu as asas e vimos um desenho maravilhoso. Algumas crianças passaram a mão de leve e descobriram que a mariposa é peluda… E, como o Irnac lembrou, elas são insetos noturnos… Por isso ela estava paradinha, dormindo. A noite ela deve voar bastante.

 

Algumas crianças queriam colocá-la no terrário, mas a Karina disse que não, porque lá não tinha comida nem espaço pra voar. Melhor deixar ela sossegada pra voar bastante e aproveitar para ajudar a levar o pólen de uma flor para outra… Assim é que funciona a natureza, e quanto menos a gente interferir no equilíbrio biológico dela, melhor a gente faz aos bichinhos e a nós mesmos.

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 28 – 21 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Vídeo informativo

Hoje fomos ver um vídeo bem interessante sobre as borboletas…Incrível como o nosso amigo Papai Noel, ou biólogo barbudo, sabe tudo de bichos de jardim! Todo mundo adorou.


Depois do vídeo, todo mundo começou a falar sobre as informações que conseguiu lembrar, e a Karina foi completando com as anotações dela:

*As cores das borboletas servem para que elas arrumem namorado mais facilmente… A borboleta-macho e a borboleta-fêmea usam as cores para se encontrar e conquistar umas às outras;

    • As lagartas são o estágio juvenil das borboletas… A função delas é comer cada vez mais. A primeira coisa que ela come é a casca do próprio ovo!
    • Elas comem muitas folhas e galhinhos, e sem parar, e repetidamente, e toda hora!;
    • As pessoas normalmente não gostam das lagartas, talvez porque elas se pareçam com as minhocas, mas curtem muito as borboletas, que são cheias de cores e formas incríveis;
    • As lagartas não se parecem com insetos, e são como os bebês de quase todos os insetos – cheios de patas; na frente, elas têm 6 pares, que servem para que elas consigam andar; no meio, mais 5 pares, que ajudam o corpo delas a não cair e deslizar em superfíeies mais lisas; e atrás mais 2 pares, que servem para que consigam ficar em pé e continuar se locomovendo;
    • Taturana e lagarta são o mesmo tipo de bicho… a diferença é o nome que damos;
    • Algumas lagartas comem mais de 20 tipos de folhas, e outras só comem um ou dois tipos… Depende da espécie de borboleta;
    • O exoesqueleto é bem duro, e chega uma hora que fica muito apertado, então ela troca de pele, e faz tudo de novo, até os olhos; elas fazem isso 4 ou 5 vezes;
    • Os predadores da lagarta são insetos maiores, como o bicho-folha, louva-a-deus, besouros grandes… E principalmente pássaros, que acham que elas são uma refeição muito suculenta;
    • Pra se defender, ela usa espinhos, solta um cheiro, um líquido urticante… E também pode se disfarçar de cocô de passarinho ou de cobra;
    • No início do verão, as lagartas que sobraram trocam de pele uma última vez, se penduram e revelam uma nova superfície, que é a pupa;
    • O Papai Noel falou que as pupas se escondem nos cantinhos e debaixo das folhas, para se protegerem; quando alguém chega perto, elas rebolam até sentirem que estão seguras de novo;
    • Podemos chamar a pupa de crisálida ou casulo;
    • Lá dentro da pupa acontece uma incrível transformação; é como se pegássemos um carro, desmontássemos todas as peças e fizéssemos um carro novo;
    • Quando ela abre o casulo, sai toda dobrada e molhada; então ela começa a se esticar; ela precisa fazer força para esticar as asas e se secar sob o sol;
    • Quando está pronta para voar… As borboletas ficam pronta para namorar também! Elas saem imediatamente para acasalar;
    • A vida das borboletas é curta – 10 ou 12 dias; e a função delas é acasalar e desovar;
    • Elas passam a buscar néctar; os predadores esperam por elas nas flores, porque sabem que elas vão ter que passar por lá;
    • À noite, elas ficam quietinhas e imabilizadas, procuram um lugar seguro pra dormir;
    • Elas gostam de sol, e quanto mais tomam sol, mais as asas ficam fortes e elas podem ir mais longe;
    • Elas sentem o sabor das flores com as patas; e depois acionam um canudinho para chupar o néctar; Ela desenrola o canudinho mais de 100 000 vezes durante a vida;
    • As flores mais coloridas atraem mais as borboletas;
    • Elas gostam da primavera porque tem mais flores;
    • Elas não sobrevivem ao inverno; só algumas;
    • Algumas mais fortes, conseguem voar para lugares mais quentes;
    • Borboletas-monarcas vivem mais tempo que as outras borboletas;
    • Algumas borboletas conseguem se esconder durante o inverno, mas a maioria morre depois de colocar os ovos e começar tudo de novo…

No terrário, a gente consegue observar muitas coisas bem interessantes sobre os bichos quando usamos a lupa. Infelizmente achamos aquela mariposa linda da Meire mortinha perto da biblioteca… E ao colocar no terrário, para que virasse comida de tatuzinho… Percebemos que os bichos vivos – como formiguinhas, larvinhas, minhocas e tatuzinhos – ficam bem animados! Finalmente descobrimos que aquele casulo bem grande tem uma lesma preta dentro, que só sai quando quer… Eca, lesma é um bicho muito esquisito. Mas ela tem duas anteninhas pretas bem legais.

 

Temos um caracolzinho bebê novo no pedaço… Ou será que era um caracol mini-bebê que cresceu?

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