EMEI Jardim Monte Belo – um lugar pra ser feliz!

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SER EDUCADORA DA INFÂNCIA É…

Na última quinta-feira, dia 27 de agosto, tivemos a alegria e a honra de representar os educadores da infância da cidade de São Paulo em uma mesa que fechou o Seminário da DRE Santo Amaro em comemoração aos 80 anos da Educação Infantil no município, no CEU Alvarenga.

Foi um momento doce, e para nós, muito profundo, estar ali, falando da nossa prática diária.

Apresentamos aqui o texto lido e debatido lá, com as imagens que retratam o cotidiano de nossa escola.

É impossível colocar em palavras o tamanho da importância de um dos amores da nossa vida, que é o nosso trabalho… Mesmo cansadas, estressadas, esgotadas, seguimos lutando pela educação da infância, porque amamos o nosso ofício, e ele nos realiza.

Registramos, com a leveza do sonho e a crueza da prática, aquilo que nos faz ser quem somos, e dá sentido ao que fazemos todos os dias.

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O NOSSO QUINTAL É ALEGRE… O NOSSO QUINTAL É DA INFÂNCIA – O QUINTAL DA CAROLINA E DAS CRIANÇAS

Por Professora Carolina Lemos Roland

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INCLUSÃO NA ESCOLA MUDANDO A SOCIEDADE EXCLUDENTE!

Hoje é um dia muito especial para a nossa EMEI! A qualidade do nosso trabalho com crianças portadoras de necessidades educacionais especiais foi reconhecida e estaremos no VI Congresso Paulista de Educação Infantil ( COPEDI ) para falar sobre nossos princípios, nossa prática e nossa equipe no tocante à inclusão.

É muito especial para nós mostrar a outros educadores, com alegria e paixão, que a inclusão dá certo!

Segue abaixo o texto que enviamos para o COPEDI. Ele retrata quais são as crenças e ações que guiam nosso trabalho com todas as crianças… Inclusive as portadoras de alguma necessidade especial.

Por Karina Cabral, Ana Damasceno e Lucimar Lara

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Inclusão: a escola que transforma vidas mudando uma sociedade excludente

A história de nossa EMEI com a inclusão de crianças portadoras de necessidades especiais no contexto escolar, como tantas outras, começou a partir de um direito garantido externamente. Por determinações legais, as crianças com algum tipo de deficiência ou inseridas em alguma situação especial, passaram a ter direito de frequentar a escola regular. A Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e posteriormente as portarias de matrícula da Prefeitura de São Paulo vieram para nós como uma determinação.

Não demorou em que essas crianças começassem a chegar à escola. Recebemos crianças com deficiência física e motora, e também um caso de deficiência intelectual. E embora nossos órgãos superiores tenham sido rápidos em apontar legalmente o direito das crianças, todas elas, de frequentar a escola… Também não demorou em percebemos que estaríamos sozinhas nesse processo, sem apoio institucional, sem orientação ou estudo especial, sem nenhuma mudança estrutural, sem tempo para refletir. As crianças e suas famílias estavam ali, nós também… E era preciso encontrar um modo de tornar esse convívio uma real oportunidade para que todos os envolvidos conseguissem conviver e avançar, de alguma forma, para o ideal proposto – uma escola onde todos tenham oportunidade de estar juntos… Uma escola como sonhou o mestre Paulo Freire – com todos se educando em comunhão.

E foi um longo caminho. Um caminho onde passamos por uma nova formação para os educadores; uma nova visão da equipe; um novo jeito de conversar com as famílias; uma nova visão de mundo; uma longa reflexão sobre a fragilidade e a força humana; um novo jeito de planejar e avaliar as práticas educativas; uma nova visão da função social dos educadores e da escola. Uma grande desconstrução e reconstrução de conceitos, práticas, ideais. E hoje, 10 anos depois, descobrimos que todas as inclusões de crianças com necessidades educativas especiais transformou nossa EMEI em uma nova escola para todos. Aprendemos todos… Todos fomos incluídos em um novo jeito de pensar as relações humanas, dentro e fora do ambiente escolar.

A história da escola, de maneira geral, é de exclusão. Por muitas vezes, ao longo de sua existência, a instituição educativa existiu para reforçar e propagar a diferença que se fazia na sociedade. Pobres, mulheres, negros e outras etnias, deficientes, idosos, pessoas com problemas e desajustes sociais e afetivos… Todos eles, em algum momento – hora de forma aberta e declarada, hora de forma velada – tiveram a porta do conhecimento e do convívio fechada por serem maiorias ou minorias rejeitadas e marginalizadas pela sociedade. Foi, e é uma luta muito grande abrir, escancarar, arrombar essa porta e deixar que todos passem por ela. Uma luta legal, ideológica, prática. E ao tomar parte disso como escola, nos engajamos nessa luta.

São muitas as histórias de sucesso, e poderíamos contar como Guihermes, Gustavos, Anas, Marias, Nicoles, Joãos e tantos outros entraram aqui e, a partir do que viveram na EMEI, conseguiram transpor seus limites. Poderíamos também dizer como receber essas crianças, apesar do medo, da dor, da revolta, do cansaço, mudou a vida de cada um dos educadores da escola. Mas para relatar nossa prática com a inclusão, pensamos no que todas essas crianças, seus pais e os educadores que passaram por aqui e cuidaram delas deixaram conosco, no que ajudaram a construir. Elencamos alguns princípios que fundamentam nosso trabalho. Esperamos assim esclarecer qual a nossa visão do assunto – sempre em construção, sempre mutante, sempre em busca de melhoria – e como chegamos a afirmar, com muita tranquilidade e orgulho, que a inclusão na escola infantil é possível… E que a desejamos. Cada vez mais.

 

  • INCLUIR É UM DIREITO INQUESTIONÁVEL

A criança com necessidade especial tem o direito de estar na escola, seja qual for sua característica peculiar, problema de saúde ou histórico. E isso não se discute – é direito dela. Ouvimos dos pais que chegaram com um filho diagnosticado com algum tipo de deficiência relatos doloridos de como foram rejeitados em outros lugares… De como lhes foi negado o direito de matricular seu filho ou filha na escola. Por isso, tomamos muito cuidado em esclarecer essas famílias que a inclusão é um direito.

O primeiro movimento por parte da escola é consciente, e sempre de aceitação – desde a secretaria, até a chegada na sala de aula, com a professora, procuramos abrir os braços para essa criança e sua família.

Não assustamos as famílias, não recomendamos que deixem a matrícula para depois, não damos informações erradas querendo expulsá-las de perto, não nos escondemos. As crianças – todas – são aceitas e participam de todas as atividades, conforme suas possibilidades.

  • INCLUIR É UM TRABALHO DE TODA A EQUIPE

Todos os funcionários da escola são educadores. Cremos nisso e procuramos agir de acordo com essa crença. A secretária que recolhe os documentos para a matrícula, a merendeira que prepara um alimento especialmente para aquela criança que não pode comer gordura ou açúcar, a auxiliar de limpeza que corre para limpar o vômito de um aluno, a diretora, o transportador, a professora, as agentes de apoio… Todos tomam parte responsável desse trabalho. Essas crianças precisam de atenção especial, cuidados especiais e isso envolve toda a equipe, que deve conhecer todos os casos e participar da vida da criança; o aluno ou aluna não é só da professora, mas de todos.

Essa unidade na equipe anula um dos principais fatores que dificultam a inclusão na maioria das escolas: sentindo-se amparada, a professora consegue lidar melhor com a criança e com a realidade da inclusão. Dividindo a responsabilidade, o peso físico, as dificuldades e avanços dos portadores de necessidades especiais, os educadores se envolvem mais no trabalho, a professora consegue refletir mais sobre suas ações de mediação, a família se sente mais tranquila e a criança, com toda certeza, é melhor atendida.

  • DENTRO DA ESCOLA QUE INCLUI NÃO PODE HAVER PEQUENAS EXCLUSÕES

Aos poucos fomos aprendendo que uma criança que não anda pode dançar; uma criança que não fala pode se comunicar, cantar, falar em público; uma criança que não consegue   controlar seus impulsos pode participar de uma festa de aniversário, ou de uma gincana; uma criança que não estabelece vínculos afetivos pode fazer amigos – e é justamente esse o nosso papel. A criança com necessidades especiais, mesmo que não entendamos muito sobre seus problemas, e levando em consideração questões de segurança e saúde, não deve ser negligenciada, e nem excluída de nenhuma atividade – seja dança, leitura de histórias, brincadeiras, refeições, escritas, desenhos, pinturas, passeios. Elas estão sempre junto às outras crianças, e se precisar de ajuda para realizar movimentos, ou para fazer algum tipo de raciocínio, o professor ou outra pessoa, ou mesmo as outras crianças estarão perto, ajudando a desafiá-las, para que possam contornar suas dificuldades, e até mesmo superá-las.

Não concordamos com a visão de colocar uma espécie de “babá” para a criança deficiente, fazendo com que ela seja acompanhada todo o tempo. Pensamos que ela, como todas as outras, pode conviver em grupo, aprendendo a colocar suas necessidades e viver os prazeres e dificuldades desse convívio.

  • NOSSO PLANEJAMENTO DIDÁTICO E AVALIAÇÃO SÃO REPENSADOS PARA ACOLHER AS CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

Ao contrário de tantas outras visões de educação, que pregam a homogeneidade como condição principal para a boa educação, acreditamos nas diferenças. Acreditamos na interação entre crianças de diferentes jeitos, idades, classes sociais, possibilidades. Acreditamos no adulto com intenções educativas claras mediando a ação de todas as crianças com objetos de conhecimento. E acreditamos no direito das crianças em ter acesso ao que de melhor a humanidade produziu em termos de cultura humana – ciência, arte, letras, tecnologia, relações, música, corpo, movimento. Acreditamos na brincadeira como grande estratégia de trabalho, como grande prazer. Acreditamos na capacidade das crianças de cuidarem de si mesmas, de cuidarem de outras crianças, de solicitarem a ajuda dos adultos. E tudo isso também deve ser oferecido às crianças com necessidades especiais.

Crianças diferentes são bem vistas, desejadas e participam de maneiras diferentes de nossas propostas… São avaliadas de maneiras diferentes. E não falamos apenas das crianças inclusas, mas de todas elas. Lutamos contra um ideal de aluno em nós, educadores; lutamos, em nós mesmas, contra essa ideia de que todos serão ensinados e aprenderão da mesma maneira. Planejamos situações onde as crianças podem contribuir com o que sabem, aprender com seus pares e mediadores… E avaliamos cada criança em comparação com ela mesma, e não apenas com nossas metas pedagógicas. Reconhecemos seus avanços e passamos a trabalhar as dificuldades que ainda restam.

  • A FAMÍLIA E A COMUNIDADE TAMBÉM SÃO INCLUÍDAS

No começo, é sempre estranho para todos. A criança com deficiência que chega é recebida com muito cuidado. Sua família é ouvida pela coordenadora e pela professora. A escola e os profissionais são todos apresentados. A criança tem uma conversa prévia e individual com a professora, para conhecê-la. E o horário de acolhimento é diferente – sempre respeitando as possibilidades da criança – para que ela possa se acostumar aos poucos com a escola.

A família da criança com necessidade especial é sempre acolhida com muito cuidado. As angústias dos pais são ouvidos à exaustão, porém, sempre deixamos clara a nossa postura – cuidado, sim, mas sem protecionismo. A criança irá participar de todas as atividades, e não a pouparemos de fazer coisas, e nem do convívio saudável com outras crianças.

Acompanhamos os tratamentos médicos, informamos periodicamente a família sobre o desenvolvimento da criança, e sempre que vai haver algum evento especial na escola – festas, danças, teatros, etc – fazemos questão de informá-los de maneira especial, pedindo que a criança participe.

Muitas mães e pais não admitem as necessidades especiais do filho ou filha, e com essas famílias as conversas costumam ser mais longas e difíceis… Mas são feitas mesmo assim. Muitas vezes é na escola que os problemas começam a aparecer, e nesse momento, tão difícil para a família, tentamos nos colocar como parceiros. Se a criança tem alguma necessidade prática especial – de alimentação, de material – ajudamos a providenciar, e organizar.

As outras famílias também são incluídas no debate. Tentamos esclarecer as coisas quando acontece algum ato de discriminação por parte delas, do tipo “não quero que meu filho brinque com esse tipo de criança”. E também ouvimos todas as angústias e dúvidas delas.

Buscamos na comunidade entidades, atividades, diálogos – especialmente através do Conselho de Escola – que possam ajudar nesse caminho, que não fazemos sozinhas.

  • A INCLUSÃO É UMA LUTA SOCIAL

Se dentro da escola fazemos o que podemos, fora dela também temos um papel muito importante. Por isso, estamos sempre lutando pelas crianças portadoras de necessidades especiais.

Lutando para que haja menos alunos por sala, lutando para que a equipe tenha mais pessoas e mais formação, lutando para que tenhamos material, apoio multidisciplinar suficiente, lutando para que todas as crianças sejam atendidas nos serviços médicos que necessitam, lutando para que as pessoas sejam informadas sobre o que é o direito do deficiente e do portador de necessidade especial.

  • BUSCAMOS AJUDA FORA DA ESCOLA, E OFERECEMOS NOSSA AJUDA TAMBÉM

Fazemos de tudo para interagir com os profissionais que cuidam dessa criança fora da escola, e para buscar apoio para ela. Se for preciso alguma adaptação na rotina, nos materiais que usamos ou no jeito de falar com a criança, ensiná-la, interagir com ela, será feito, na medida do possível – e às vezes do impossível também… Não nos negamos a participar de nenhum tratamento ou recomendação médica. E nos colocamos à disposição das equipes para relatar, conversar ou aprender coisas sobre a criança.

  • BUSCAMOS DIVULGAR NOSSAS PRÁTICAS COM INCLUSÃO

Nas reuniões de pais, em encontros com outros educadores, em revistas especializadas e em nosso blog estamos sempre contribuindo, escrevendo, registrando nossa prática, para que ela não seja perdida, e também para que a escola tenha uma cultura educacional que vá além das pessoas que lá estão hoje.

  • TODOS SÃO INCLUÍDOS

Toda vez que a palavra inclusão é mencionada no ambiente escolar, logo imaginamos “incluir” alguém com uma deficiência explícita. Pensamos em alguém com cadeiras de rodas, alguém com um transtorno mental ou psíquico, alguém que não ouve, não fala ou não escuta bem e que precisará de ajuda extra para conviver e aprender em um ambiente com outras pessoas ditas “normais”.

Toda essa fantasia em torno da deficiência torna mais difícil a discussão e o amadurecimento de educadores e famílias. A experiência com alunos ditos deficientes fez acordar para uma realidade – a diferença ( seja ela uma deficiência, uma qualidade, ou simplesmente uma característica ) faz parte do humano. E por isso, todos, em algum momento de nossas vidas, precisamos ser incluídos.

Cada criança que recebemos é de um jeito. Tímidos, agressivos, falantes, inteligentes demais, arredios, desconcentrados, medrosos, de todas as etnias e tipos físicos, crianças com alguma necessidade alimentar ou de saúde sutil, carentes, estressados, agitados, abandonados, tristes ou alegrinhos, com histórias familiares complicadas… Cada um deles merece um olhar especial, momentos de dedicação, uma conversa individual, um carinho diferente. Entre eles, estão as crianças deficientes. Faz parte da profissão de um educador acolher a diferença, e ao mesmo tempo, incentivar o grupo a ser um grupo de verdade.

Todos às vezes ficamos deficientes de algo por algum motivo. Alguém que torce o pé e precisa de uma rampa no local de trabalho, pensa na vida das pessoas que usam cadeiras de roda e muletas todos os dias. Podemos pensar em nossas dificuldades que não conseguimos resolver, nas incapacidades, nas coisas que não conseguimos aprender. Todos às vezes não são aceitos em um grupo ou lugar por não corresponder às expectativas dos outros, pré-julgada.

Convivendo com essas crianças, percebemos que mais do que a consciência racional de uma deficiência, seja ela qual for, é preciso sensibilidade e firmeza para encará-la e transpô-la. Todos precisamos ser incluídos. E aí está o bonito e o difícil da coisa – se é ao nos confrontarmos com outros que nos damos conta das nossas diferenças, é também na empatia do que nos faz iguais que encontramos o conforto e a superação. E somos iguais por sermos humanos. Isso não é diferente pra nenhum de nós.

 

RESULTADOS

Os benefícios da educação inclusiva não são apenas para a criança deficiente ou com alguma necessidade especial atendida, mas para todos. Os educadores começam a repensar seus métodos e intenções – não só para a criança em questão, mas para todos. Outros funcionários começam a se envolver mais no processo educativo, compreendê-lo melhor, e portanto começam a compreender melhor sua função educativa – TODOS na escola são educadores. O grupo de educadores também começa, a partir das necessidades dessa criança, a se ajudar, entrosar mais e trabalhar em conjunto. Funcionários e outras famílias começam a mudar o olhar sobre questões como deficiência, igualdade de direitos, limites, solidariedade – mudanças de paradigmas e de visão.

Mas o principal ganho está para as crianças que convivem com o portador de necessidade especial. Eles são colocados nessa reflexão sobre o relacionamento com outro ser humano diferente, e começam a pensar em coisas como respeito, ritmo, ajuda, diferença. Começam a enxergar as facilidades da criança com necessidade especial e também suas próprias dificuldades, e encarar isso como parte da vida. Eles serão cidadãos melhores na medida em que convivem com e deficiência, com a especificidade de outro ser humano e são envolvidos nesse processo de ajuda. Compreenderão melhor a conviver com essas pessoas, até que chegue um dia em que não precisemos mais falar em inclusão… Porque já será natural essa convivência e aceitação do diferente.

BICHINHOS DE JARDIM – BEM PERTINHO DE MIM! – PARTE FINAL

Por Professora Karina Cabral

Última e emocionante parte do projeto que envolveu as crianças do 6C e me encheu de orgulho! Estou muito feliz em dividir isso com vocês…

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 37 – 21 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Vídeo informativo – Leitura Informativa – Editoração

Hoje lemos o texto feito pelo grupo dos formigões. Todo mundo achou muito legal!

A Karina disse que agora que estamos craques em identificar, selecionar e guardar informações, podemos apressar o passo e concluir o nosso calendário – até porque estamos correndo contra o tempo, e ainda falta todo o trabalhão de imprimir, colar, terminar a arte final e entregar o nosso querido calendário de bichinhos de jardim para 2012.

Hoje começamos o estudo sobre o bicho-pau, que é o último inseto do nosso calendário ( o tatuzinho e o caracol não são insetos ). A Karina mostrou o vídeo da nossa visita ao instituto biológico, quando a Flávia falou sobre o bicho-pau pra gente.


Depois vimos um vídeo do nosso amigo biólogo barbudo ( Papai Noel – o nome dele é Martin Galloway, hoje apareceu escrito! ), que falava sobre mimetismo no jardim. Depois, retomamos as informações, e dessa vez a Karina quase não usou as anotações dela… Porque lembramos de falar quase tudo:

  • O bicho-pau tem esse nome porque parece um pedaço de pau…
  • Ele faz isso para se proteger dos predadores – é uma característica de alguns bichos. Ele se disfarça de pauzinho. Esse ato se chama camuflagem – se esconder fazendo de conta que é uma outra coisa, tentando enganar o inimigo;
  • O bicho-pau macho voa… A fêmea não;
  • Ele não consegue voar muito bem, voa baixinho e fraquinho;
  • A fêmea é um pouco maior porque carrega os ovos no abdômem;
  • Ela coloca muitos ovos, uns 10 todos os dias; e depois de uns 5 meses, eles eclodem e nasce a larva do bicho-pau;
  • Eles comem folhas de goiabeira e outras árvores frutíferas bem cheirosas;
  • Mimetismo é um ato de tentar imitar e parecer ser o que não é; os bichos são craques nisso!
  • As criaturas tendem a imitar as plantas para se proteger, e também para atacar sem serem percebidos;
  • Quando o passarinho vem, o bicho-pau fica parado, parecendo uma estátua; e ele é tão esperto que quando tem vento nos galhos, ele balança junto para o passarinho não desconfiar;
  • Algumas lagartas também imitam pedaços de pau, e algumas traças também;
  • Alguns insetos usam o mimetismo para parecer ser mais perigosos do que são – algumas moscas podem parecer vespas ou abelhas, que têm ferrão; e algumas lagartas fingem ser cobras;
  • Isso é uma prova de que os seres vivos – animais e plantas – interagem entre si;
  • Alguns insetos se camuflam para ser predadores, como o louva-a-deus e sapos;
  • Criaturas também imitam sons, posturas e até cheiros de outras.

Depois fomos para a sala, mas estamos com um problema – quase não temos material escrito sobre o bicho-pau! A Karina disse que ia pesquisar um pouco mais na internet e trazer pra gente amanhã, para que possamos já desenhá-lo e fazer o quarto texto do nosso calendário.

Hoje a Karina começou a montar as folhas finais do calendário, especialmente a de desenhos. Quem quis ajudar, na hora dos cantinhos, sentou com ela e foi recortando os desenhos e escolhendo para compor a folha do calendário. Aí a Taisla nos lembrou de uma coisa importante – nos livros e revistas, quando tem uma imagem, logo abaixo dela tem uma frase explicando o que aquela imagem quer dizer. A Karina disse que esse pequeno texto se chama “legenda”, e que podemos, sim, colocar algumas para que quem vai ler o nosso calendário consiga ver melhor o que quisemos dizer com aquela imagem. Muito bem sacado, Taisla!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 38 – 22 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Leitura Informativa – Vídeo Informativo – Desenho – Escrita de texto – Escrita de Títulos – Editoração

Essa coisa de internet tem quase tudo mesmo! A Karina achou dois vídeos bem legais sobre o bicho-pau – um mostrava um museu SÓ para o bicho-pau, que tinha um criadouro até com berçário! E outro mostrava um monte de bicho-pau dançando, e também eles namorando… Nós morremos de rir!

Na sala, nós lemos o material que a Karina conseguiu na internet sobre o bicho-pau. Se a gente tivesse internet na escola para as crianças, nós mesmos poderíamos ter pesquisado…

Nesses textos e imagens, nós aprendemos que o bicho-pau é muito inofensivo, aprendemos detalhes sobre o tempo de vida, a reprodução e a alimentação deles e também que eles, ao contrário da maioria dos insetos, não fazem pupa… Já nascem ninfos, no formato de bicho-pau mesmo – só que bebês.

Depois, na sala… Hora de escrever e desenhar! O grupo formado pela Elisa, Kelve, Letícia, Vinícius e Murilo sentaram com a Karina e relembraram as informações sobre o bicho-pau. Ficou um texto bem bacana! E enquanto isso, o resto da turma ia fazendo os desenhos… Bem caprichados. Desenhar o bicho-pau é bem facinho… É um graveto com patinhas e antenas! Mas a Karina explicou que o nosso desenho tem que mostrar aquilo que a gente aprendeu… Tanto o texto como os desenhos ficaram bons, e a Karina falou que a gente tá ficando craque também em trabalhar em grupo… Porque um está aprendendo a ajudar o outro nas tarefas do projeto. Por exemplo, hoje todo mundo ajudou o Maycon a desenhar, e um ajudava a corrigir o desenho do outro quando faltava algum detalhe…

As crianças do grupo e outras que quiseram ajudar fizeram os títulos dos meses e escreveram o nome do bicho-pau.

Na hora dos cantinhos, algumas crianças sentaram e ajudaram a colar as legendas e desenhos na folha do calendário que vai ser impressa… Ficou pronto o dos quatro bichos que já fizemos – joaninha, borboleta, formiga e bicho-pau. Ficou muito legal! Agora é só imprimir e começar a colar.

Apareceu um besouro preto no refeitório, bem parecido com o que vimos no Instituto Biológico!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 39 – 24 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Leitura Informativa – Roda de Conversa – Editoração

Depois de um dia de descanso… Mudamos de bicho! Agora vamos falar do caracol. Mas… De novo, estamos com problemas. Apenas um livro tinha informações bem curtinhas sobre o caracol. Fora isso, só o texto que a mãe da Rafaela achou na internet. Todo mundo achou que só isso não ia dar conta de fazer um texto legal sobre o caracol… Então a Karina vai novamente pesquisar um pouco na internet e amanhã trazer material pra gente conseguir terminar mais essa etapa. Acabamos ficando bem exigentes na hora de pesquisar! Que legal!

Fizemos uma roda de conversa para observar o trabalho que já está feito e o que falta fazer. Vimos as folhinhas prontas do calendário ( desenhos ), a folha com o quadro dos meses e os textos, e também com os nomes de quem fez o texto, assinadinhos. Já dá pra começar a imprimir e colar as folhas prontas! Temos que pensar em uma maneira de prender as folhas sem atrapalhar o jeito de colocar o calendário na parede… Todo mundo ficou de pensar pra ter uma ideia, porque já vimos que grampear, colar com cola ou qualquer tipo de fita, não dá certo… Estragaria o calendário na hora de usar.

Nós também fizemos uma lista das pessoas que queremos presentear com o nosso calendário. A Rafinha acha que devemos dar para as professoras porque elas vão precisar para ver os dias com os alunos e aprender sobre os bichos de jardim; a Ludmila acha que precisamos dar pra Meire, pra Regina, pra Ana e pra Paula, porque elas ajudaram a fazer a excursão, fazer bilhetes, e ajudaram a gente no projeto. A Taisla quer dar um para a professora Valéria. E o Murilo falou que precisamos dar para as meninas que cuidam do lanche, porque elas sempre ajudam a pegar bichinhos quando aparece, e trouxeram material pra nós. O Wanley também falou que a gente devia levar láááá no Instituto Biológico um calendário pra Flávia e pro Dênis. A Karina achou uma ideia bem legal, e disse que não dá pra levar até lá, mas podemos mandar pelo correio – o carteiro vai no nosso lugar e deixa o calendário lá pra gente. E olha que interessante… O pai da Rafa trabalha nos Correios! Quem sabe ele pode ajudar a gente. A Rafa vai perguntar pra ele como faz para que o calendário chegue no Instituto Biológico.

Deixamos a lista de presenteados para contar quantas folhas precisamos imprimir e também pra não esquecer de entregar quando estiver pronto. Tá ficando quase pronto! Que legal!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 40 – 25 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Leitura Informativa – Vídeo Informativo – Desenho – Escrita de texto – Escrita de Títulos

Vimos hoje o material que a Karina trouxe sobre o caracol. Ele não é um inseto ( portanto, não tem 6 pernas, nem duas antenas ), e sim um molusco. E por isso, bem diferente dos outros bichos! Vimos o vídeo do biólogo barbudo, Papai Noel. O vídeo era sobre sapos e lesmas… E o caracol é um tipo de lesma! As coisas que nós aprendemos no vídeo:

  • Lesmas não gostam de frio e comem brotinhos de planta, bem viçosos e gostosos…
  • Os sapos adoram comer lesmas como o caracol, mas se não tiver a concha, melhor ainda.
  • Lesmas se multiplicam muito rápido, e tem muitos filhotes;
  • Tem uma lesma bem grande que chama lesma banana, porque é amarela! Existem lesmas de vários tamanhos e cores; e também muitos tipos diferentes de conchas;
  • Elas vivem mais ou menos um ano;
  • A boca delas parece uma faca afiada, elas tem presinhas, como se fossem pequenos dentes, e isso faz com que roam folhas bem rápido;
  • Elas gostam de comer folhas, fungos e os cocôs de todo bicho que vêem pela frente;
  • Transformam tudo isso em cocô que vira fertilizante para as plantas, e por isso ajudam o jardim – elas fazem muito cocô!;
  • Elas carregam sementes de gengibre e samambaia, e ajudam as plantas a brotar;
  • Cobras, aranhas, louva-a-deus e sapos adoram comer lesmas;
  • As lesmas liberam um tipo de gosma ao serem comidas, por isso não são muito apreciadas como alimento por outros bichos;
  • Ela só solta esse líquido quando quer – tem controle sobre ele;
  • Elas não têm pernas, por isso soltam um visco que as ajuda a deslizar, e assim, não se machucar; essa trilha que o visco forma ajuda as lesmas a se localizarem e acharem outras lesmas para acasalar, como se fosse um caminho de pedrinhas da história do João e Maria;
  • Não existe macho ou fêmea nessa espécie – como as minhocas, são hermafroditas – são tanto machos como fêmeas;
  • Depois de namorar, elas precisam tomar cuidado para se soltar da outra, porque ficam muito grudadas, e ficam muito tempo namorando!;
  • No frio, as lesmas adultas acabam morrendo sem comida…

Depois do vídeo, nós lemos alguns textos da internet sobre caracóis, e vimos algumas figuras. Descobrimos que eles são surdos ( não tem audição ), mas tem quatro chifres – dois maiores, onde na ponta estão os olhos deles, e dois embaixo, onde estão os narizes. Os caracóis tem a conchinha de calcário por fora do corpo, e podem ser bem grandes ou pequenos… Passam mais de 10 horas grudados, acasalando, e conseguem colocar ovos em buraquinhos, de onde vão sair novos caracóis bebês, já no formato dos adultos… Só que pequenos. É bem interessante o bicho caracol!

Depois, foi a vez de fazer os grupos de trabalho. A Rafaela, a Raissa, o Julio Cezar, a Sandra e o Jandilson foram os responsáveis por fazer um texto bem bacana sobre o caracol. No fim, juntamos muitas informações e ficou um texto ótimo. Os desenhos também ficaram caprichados!

O pai da Rafaela disse que vai ajudar a gente a colocar o pacote do Instituto Biológico no correio. E tá ficando tudo quase pronto!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 41 – 29 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Leitura Informativa – Escrita de texto – Escrita de Títulos

Ontem fizemos um passeio incrível para a Sitiolândia! E hoje… Voltamos ao trabalho!

Hoje a professora Carolina deu uma força para imprimir as folhas do calendário, mas ficou meio complicado, porque o computador ficou cansado de tanto fazer folhas e não deu pra colar.

Lemos o texto sobre o caracol, e mudamos de bicho – o último! Agora vamos falar do tatuzinho-de-jardim, ou tatu-bolinha, que também não é um inseto… E sim um crustáceo!

Temos algumas coisas nos livros, mas não temos vídeos… A Karina não achou nenhum interessante sobre os tatuzinhos, só um do Cocoricó. E no Instituto Biológico, não falamos sobre ele… Dessa vez nossa pesquisa vai ser só de leitura mesmo. Mas não tem problema, porque além dos textos, os tatuzinhos foram os bichos que mais observamos no terrário… Vimos os grandes, os pequenos, vimos até um trocando de pele… Então ficou fácil ir lendo os textos e ir lembrando sobre eles. A Karina falou que um jeito que os cientistas usam para estudar é esse mesmo… A observação, ou seja, olhar bem atentamente e lembrar do que viu para anotar…

A Taisla, o Pedro, a Giovanna, o João Vítor e o Daniel sentaram para fazer a escrita de títulos dos meses e o texto sobre o tatuzinho. Enquanto isso, as outras crianças desenharam… E ficou muito bom o nosso trabalho! Ufa, o último bicho!

Foi dia também de dar uma organizada no material de pesquisa e devolver coisas que pegamos emprestado. Muita gente emprestou livros, materiais e calendários, e nós devolvemos, agradecendo bastante por terem ajudado o nosso trabalho.

Na hora dos cantinhos, quem estava afim sentou com a Karina pra fazer as legendas e selecionar as imagens para fazer as folhas finais que serão digitalizadas e impressas para montarmos o calendário.

Agora falta bem pouquinho pra acabar as aulas… E também pra ver tudo pronto.

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 42 – 30 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Editoração – Roda de Conversa – Produção de Texto Oral com Destino Escrito – Vista do Diário

Hoje sentamos pra uma roda de conversa muito especial…

Nós vimos as folhas do calendário prontinhas… Todo os textos e todos os desenhos, com legendas… E todo mundo achou muito lindo! Finalmente vimos tudo pronto… E a Karina está imprimindo as folhas pra poder colar e finalmente levar o calendário pra casa. Maravilha!

Além do calendário pronto, pegamos o diário do projeto, que está no blog da escola e no livro colorido. A Karina foi mostrando as fotos, desde o primeiro dia… E lendo alguns pedaços, mostrando o nosso caminho até aqui. Foi uma leitura muito legal essa, porque era a nossa vida ali no livro… Vimos passo a passo, quanto trabalho nós tivemos até que o calendário ficasse pronto. Aí entendemos como é importante fazer um diário… E como é importante trabalhar todo mundo junto!

Aí… Pra finalizar, falamos sobre a capa do calendário. Ela tem que ter um texto, explicando para quem vai receber o que é o calendário, e como ele foi feito. E esse é um texto que faríamos todos juntos. A Karina pegou o notebook dela e começamos a falar. A carta ficou assim:

OI! VOCÊ ESTÁ RECEBENDO UM CALENDÁRIO PARA O ANO DE 2012. SE VOCÊ PRECISAR SABER OS DIAS DO ANO, DA SEMANA, E OS MESES… ELE VAI TE AJUDAR! TAMBÉM TEM OS FERIADOS, PARA SABER OS DIAS DE DESCANSO, E OS DIAS DE AULA OU TRABALHO.

MAS É UM CALENDÁRIO MUITO ESPECIAL, PORQUE FOMOS NÓS QUE FIZEMOS. NÓS, QUE SOMOS DA EMEI JARDIM MONTE BELO, DA SALA 6C. É UM CALENDÁRIO ONDE VOCÊ VAI PODER APRENDER BASTANTE SOBRE OS BICHINHOS DE JARDIM.

PARA FAZER ESSE CALENDÁRIO, NÓS PRECISAMOS ESTUDAR MUITOS CALENDÁRIOS PARA APRENDER COMO ERAM OS MESES, E OS DIAS, E TIVEMOS QUE ESCREVER OS NÚMEROS, E OS NOMES DOS MESES.

NÓS PESQUISAMOS SOBRE OS BICHOS DE JARDIM – EM LIVROS, NO INSTITUTO BIOLÓGICO, NAS REVISTAS, NA INTERNET, E NOS VÍDEOS INFORMATIVOS. FORAM MESES DE MUITO ESTUDO, ONDE APRENDEMOS COMO OS BICHINHOS SÃO, O QUE ELES FAZEM, O QUE ELES COMEM, QUANTO TEMPO VIVEM, COMO NAMORAM… E MUITAS OUTRAS COISAS! DEPOIS NÓS ESCREVEMOS TEXTOS, TÍTULOS, E FIZEMOS DESENHOS CIENTÍFICOS, TUDO PARA QUE VOCÊ PUDESSE SABER O QUE NÓS APRENDEMOS!

NÓS ESCOLHEMOS FALAR NO CALENDÁRIO SOBRE AS FORMIGAS, O CARACOL, AS JOANINHAS, AS BORBOLETAS, O BICHO-PAU E O TATUZINHO. MAS NÓS LEMOS E APRENDEMOS SOBRE MUITOS OUTROS BICHOS, E SE VOCÊ QUISER SABER… É SÓ FALAR CONOSCO!

NÓS AINDA ESTAMOS APRENDENDO A LER E ESCREVER, E POR ISSO ALGUMAS LETRAS E NÚMEROS PODEM TER SAÍDO ERRADO. NOS DESCULPE!

OBRIGADO, FELIZ ANO NOVO E UM ABRAÇO BEM GRANDE!

TCHAU!

CRIANÇAS DO 6C E PROFESSORA KARINA

Aí todo mundo que quis ajudar a desenhar a capa sentou em uma mesa e começou a desenhar muitos, muitos bichinhos. Outros iam recortando, outros escrevendo, e a Karina foi colando e montando… Foi legal e ficou bem bonito!

A Ludmila falou que estava sentindo uma emoção de felicidade ao ver o calendário ficando pronto, e o pessoal da mesa concordou… A Karina disse que também sentia o mesmo, e que isso era o prazer de ver um trabalho realizado com nosso esforço ficando pronto… Muita alegria!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 43 – 02 DE DEZEMBRO DE 2011

Atividades – Editoração

Muitas, muitas folhas sobre a mesa… Um dia de frio e chuva, poucas crianças vieram, mas começamos o trabalho de montar as folhas finais do calendário. A primeira fase é colar a folha do desenho com a folha de texto… A segunda parte é organizar as folhas para que cada calendário fique na ordem certa e não fique torto. A terceira parte é furar as folhas com uma máquina chamada encadernadora… E a última parte é colocar o espiral.

Parece fácil, mas não é – precisa passar pouca cola, colar certinho, bem retinho… E depois prestar a maior atenção para não confundir a ordem das folhas, porque senão a pessoa não vai poder usar o calendário direito – primeiro a capa, depois janeiro e fevereiro, março e abril… E assim até a última folha.

No começo, foi difícil, mas depois pegamos o jeito e ficou mais fácil. Colamos muitas folhas, porque além dos calendários de cada um, tinha o de quem tinha faltado e também o das pessoas que a gente vai presentear… No fim, foram muitos calendários!

Todo mundo estava bem alegre, porque finalmente vimos o calendário pronto… E a partir dele, dá pra relembrar tudo que fizemos! E agora… É só esperar a próxima semana, quando vamos levar o calendário pra casa e entregar para as pessoas. Yupi!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 45 – 06 DE DEZEMBRO DE 2011

Atividades – Vista do Diário – Entrega do Calendário – Encerramento do Projeto

Um dia muito feliz! O nosso projeto acaba hoje…

A Karina, com a ajuda da Professora Carolina e outras pessoas, terminou os calendários e então foi hora da entrega…

A Karina fez uma super roda de conversa pra finalizar o projeto. E nessa roda, ela foi falando tudo que ela tinha visto a gente aprender: ouvir a leitura de textos informativos, ver vídeos, colher informações, observar, fazer anotações, analisar calendários, escrever letras e números, fazer desenhos científicos, escrever e ler títulos… E principalmente, tudo que aprendemos sobre os bichinhos de jardim. E foi muita coisa!

Falamos também sobre como entregar o calendário. E ela disse que precisávamos explicar duas coisas para quem ganhasse o presente – para que o calendário servia… E como ele foi feito. As crianças foram falando e combinamos de ir direitinho, sem atrapalhar as pessoas no trabalho delas.

Primeiro, separamos o de cada criança da sala, colocando os nomes de todos os amigos. A Raíssa falou que ficou legal ter sido em preto e branco, assim a gente pode pintar…

Depois, pegamos a nossa lista de presenteados e começamos a distribuir… Para a diretora, as professoras, as agentes escolares, merendeiras, auxiliares de limpeza… Todo mundo ia ganhando e ficando feliz!

Na hora de ir embora, todo mundo pegou o seu e foi levando… E foi uma alegria bem grande.

A Karina disse que ficou mega feliz com esse projeto, e que todas as crianças estavam de parabéns… E disse também que ia contar para os pais na reunião tudo que nós fizemos, pedindo para que eles valorizem o nosso trabalho.

E assim terminou o nosso projeto! Esperamos que você que vai ler isso também tenha gostado e aprendido tanto quanto a gente. 🙂

 

BICHINHOS DE JARDIM, BEM PERTINHO DE MIM! – PARTE VII

Nosso projeto passa da metade do caminho para o final… E as crianças me surpreendem a cada dia!

Por Professora Karina Cabral

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 29 – 24 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Desenho Científico – Leitura Informativa

Todo mundo está bem preocupado com a lagarta que foi descolada da folha enquanto estava criando sua pupa… Será que ela vai sobreviver? Tentamos de todo jeito pendurar ela de volta em um pauzinho ou folha, mas não deu muito certo… Então a Karina vai colocar ela isolada do terrário. Vamos torcer pra ela conseguir ir em frente e logo logo vermos se desse casulo vai sair uma mariposa ou borboleta…

E por falar em borboletas, mariposas e lagartas… Esses são os nossos bichinhos de jardim do momento! Hoje lemos mais um livro legal sobre a metamorfose das borboletas, e logo depois elencamos as informações que vimos, como fizemos com o vídeo do biólogo barbudo ( ou papai noel ). A Karina disse que isso se chama resumir um texto – a gente lê e separa as partes mais importantes para usar depois… E logo vamos precisar para fazer o nosso texto bem completinho sobre borboletas e mariposas.

A Karina vai ficar fora por uns dias, porque vai participar de um congresso. Congresso é uma reunião de professores de várias escolas diferentes, e ela vai precisar ir. Mas combinamos duas coisas – primeiro, ninguém vai mexer na pupa nem no terrário sem a ajuda de um adulto. Segundo, que vamos ficar observando os livros do projeto e prestando bastante atenção para não perder de vista o nosso estudo. E terceiro, que vamos respeitar bastante a professora que vai ficar com a gente. Semana que vem voltaremos a falar do projeto e encaminhar os momentos finais da nossa saga! Bem legal.

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 30 – 31 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Roda de Conversa

A Karina voltou, e tivemos uma roda de conversa pra contar tudo que aconteceu nos dias em que ela ficou fora. No terrário, as coisas ficaram bem calmas, nenhum bichinho foi colocado lá. Mas a pupa, que tava separadinha na parte de cima do vidro, caiu lá dentro ( ou algum bichinho de hábitos noturnos empurrou ), e já vimos que ela não vai sobreviver… Ficamos tristes com isso.

Reparamos que, no nosso terrário, alguma coisa está dando errado. E fizemos uma boa conversa sobre isso. É que as plantinhas estão murchando, e desde que nós aprendemos que os bichos que voam não gostam de ser criados em cativeiro ( ou seja, em lugar fechado ), não colocamos mais joaninhas e besouros lá. Além de tudo, os tatuzinhos também andam sumidos. A Karina disse que andou lendo na internet que a terra, que dá comidinha para as plantas e alguns bichos, também fica “cansada”, “esgotada”, e ela acha que o nosso terrário precisa ser desmontado para não prejudicar os bichinhos que ainda estão lá dentro, como os piolhos-de-cobra, as minhocas e tatuzinhos. O pessoal da classe não gostou muito dessa ideia… Mas todo mundo concordou que não podemos sacrificar os bichinhos, e as plantas, e desde o começo a gente já sabia que se o terrário começasse a mostrar sinais de que a vida não estava bem lá dentro, iríamos devolver tudo pra natureza.

Então vamos ficar com o terrário até depois da festa de 10 anos da escola, que vai ser no sábado… E se estiver tudo como hoje, vamos devolver tudo pro jardim da escola. Foi tão legal ter um terrário na sala… Mas mais legal ainda é fazer o que é certo para não estragar a natureza.

Tivemos uma primeira experiência de desenhar as borboletas e mariposas… E claro, não podíamos esquecer que era um desenho científico, e que precisa ficar bem parecido com a realidade. Fizemos desenhos bem legais… Desenhar sobre esse tema não é fácil, pois são muitos detalhes! As lagarta tem muitas pernas, muitas fases… A pupa é difícil de fazer e as borboletas e mariposas são cheias de detalhes nas asas! Foi um trabalhão, mas conseguimos fazer desenhos bem interessantes.

Nesta semana vamos ter muitas atividades diferentes relacionadas à festa de 10 anos da nossa EMEI. Então vamos dar um tempo do projeto, só lendo algumas coisas na roda de leitura… Pra retomar tudo com força total depois da festa… Falta pouquinho tempo pra finalizar o calendário, mas a Karina disse que se a gente se organizar direitinho, dá tempo sim!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 31 – 08 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Desmontagem do Terrário – Leitura Informativa

Hoje fomos ao jardim da escola desmontar o terrário, que estava murchinho e seco… Escolhemos um lugar do jardim e combinamos que iríamos tirar toda a terra com uma pazinha e com muita delicadeza… Pra que os bichinhos subterrâneos e as plantas possam viver melhor no jardim.

Foi bem legal ter feito isso, porque conforme a gente tirou a terra de dentro do vidro, fomos vendo quantos bichinhos estavam lá debaixo… Minhocas, piolhos-de-cobra, tatuzinhos, lacraias… E até um besourinho que tinha sumido. Deixamos eles lá e combinamos de voltar pra ver como eles estavam, se é que a gente vai achá-los no meio de tantas outras plantas e tantos outros bichos!

Seguindo nosso estudo, a Karina leu um texto bem interessante sobre borboletas, que é bem difícil de entender, mas dá uns detalhes que os outros textos não tinham dado… Amanhã já foi combinado de dividir alguns grupos para darmos andamento no nosso trabalho e começarmos a ver esse calendário ficando pronto de verdade!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 32 – 09 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Agrupamentos de Atividades Diversas – Leitura Informativa – Percevejos

Hoje apareceu um percevejo bem diferente no parque… Ele era todo bonito, com casco todo desenhado! Legal que todo mundo já aprendeu a observar os bichos, ainda mais agora que não tem terrário. Vimos que os percevejos têm seis patinhas, duas antenas, quatro asas… Muita gente conhece os percevejos como maria-fedida, porque esse é um jeito que ele tem de se defender dos predadores – soltar um pum bem fedido pra eles irem embora. Mas esse não soltou nenhum pum não! Nós lemos um pouquinho sobre os percevejos quando chegamos na classe, e soltamos ele no jardim.

Todo mundo queria colocar os percevejos no calendário, e a Karina explicou que essa coisa de estudar envolve fazer escolhas, e a gente já escolheu. A gente pode até colocar os percevejos no calendário, mas teria que tirar um outro bicho, e aí ninguém quis… Uma pena que a gente não tenha tempo de fazer um calendário gigante pra dois ou três anos que tenha todos os bichos do mundo! Mas nada impede que a gente leia e estude sobre o bicho que a gente tiver vontade de aprender coisas sobre.

Falando em calendário, hoje foi um dia diferente. Quando a gente tem um grupo grande, como o nosso, é possível dividir o grupo em outros grupos menores, e cada um ir dando conta de uma tarefa. E foi isso que nós fizemos hoje!

Foi assim: quem tinha facilidade de escrever os números, sentou em uma mesa para terminar os meses que estavam faltando. Uma outra turma pegou os meses que já estavam prontos e foi contornar de preto. A Karina sentou nessa mesa pra marcar os dias de domingo e feriado, e conforme a gente decidiu. Quem ia acabando os números, ia passando para a mesa do contorno.

Em outra mesa, sentou o pessoal que quera escrever o nome dos meses, e numa outra ainda sentou o pessoal que queria desenhar um pouco mais as borboletas, lagartas e mariposas. Ficou muito legal e deu uma boa adiantada no nosso trabalho!

Agora a Karina vai fazer no computador um serviço que se chama “digitalizar”. Significa que ela vai pegar os desenhos, números e títulos escritos e colocar no computador, através de um aparelho que parece uma impressora. Assim, dá pra fazer uma cópia pra cada um! Essas máquinas ajudam muito. A Karina contou que antes, pra fazer uma coisa como essa, ela teria que levar em um lugar e tirar xerox, recortar, colar… E hoje o computador ajuda a fazer tudo mais rápido. Ainda bem!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 33 – 11 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Leitura Informativa – Escrita de Texto – Escrita de Títulos

Dia de escrita de texto! A Karina disse que, agora, como temos menos folhas no calendário, vamos fazer grupos maiores, e por isso os textos vão ficar mais caprichados.

Numa mesa sentaram a Ludmila, o Paulo Henrique, o Ygor, a Mikaelly e a Roberta. Eles são os responsáveis por lembrar as informações sobre as borboletas. Antes disso, a gente sentou na roda e deu uma boa olhada nos nossos materiais sobre elas. Lembramos muita coisa. A Karina também trouxe de novo o alfabeto móvel.

Foi bem legal, porque as crianças foram ajudando a lembrar e fazer um texto muito completinho sobre as borboletas. A Karina ficou super feliz, porque a gente já aprendeu muitas coisas sobre os textos informativos – a linguagem, a estrutura deles, a seleção de informações… E a gente achou, quando terminou, que todo mundo ia entender bem a vida das lagartas, mariposas e borboletas quando lesse o nosso calendário. Quando tinha alguma dúvida, a Roberta e a Ludmila ajudavam a achar um livro que ajudasse a gente a lembrar a informação exata, porque não podemos colocar coisas nada a ver no nosso calendário…

O texto ficou muito bom! Depois disso o pessoal da mesa usou o alfabeto móvel para escrever o nome dos meses ( fevereiro, março e abril ), e também o nome dos bichos – borboleta, mariposa e lagarta. Foi bem complicado, mas com alguma ajuda, deu tudo certo.

Depois outras crianças, como o Vitor Hugo e a Kelly, quiseram sentar lá e escrever também. A Karina disse que eles poderiam tentar escrever o nome do calendário, e o nome da escola, assim a gente já vai adiantando a capa também. Muito bom!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 34 – 16 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Vídeo informativo – Leitura Informativa

Depois de um feriadão, e pertinho do final do ano… Voltamos a nossas atividades! A Karina leu o texto que foi feito por ela e pelo grupo das borboletas semana passada, e foi bem legal. Todo mundo achou o texto ótimo, e que ele podia entrar nos livros de tão bom que ficou! E vamos mudar de bicho… Agora falaremos de formigas!

A Karina trouxe o famoso vídeo do biólogo barbudo, ou papai noel. Acontece que na hora, o vídeo estava errado; o título dizia “formigas”, e na verdade era “saltadores”. A Karina disse que vai resolver isso até amanhã. Aproveitamos pra ver o vídeo que a gente mesmo tinha sobre formigas… Sim, o vídeo das formigas, do dia em que a gente foi ao Instituto Biológico! Relembramos aquele dia e listamos a informação que o Dênis deu pra gente lá no formigueiro. Foi bem legal, porque a gente esquece muita coisa com o tempo!

Também lemos um livro, que deu as mesmas informações… E confirmou tudo que o o Dênis falou. Amanhã vamos observar um pouco o formigueiro do jardim… Sem mexer nele, claro! As formigas são insetos bem interessantes… Como as abelhas, vespas, marimbondos e cupins – insetos sociais, que vivem organizados em colônias. Vai ser bem legal saber mais sobre elas!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 35 – 17 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Leitura Informativa – Desenho Científico

Um dia de bastante trabalho! Primeiro, lemos vários textos sobre as formigas. E foi bem legal! Aprendemos, por exemplo, que existem formigas selvagens, que moram em florestas e fazem verdadeiros arrastões de limpeza, atacando inclusive seres vivos. Vimos também que existem formigas canibais, que atacam outras formigas. Tem formigas com asas que vivem sozinhas. E que o formiga-macho, que chama bitu, só dura algumas horas depois de namorar com a formiga rainha. Tem um tipo de formiga, chamada “pote-de-mel”, que vive pendurada no teto e chupa todo o néctar que as outras formigas tiram das flores. Quando fica frio e as formigas não querem mais sair de casa, elas vomitam o mel que guardaram no abdomen e dão para as formigas que trabalharam… Aprendemos também sobre o corpo da formiga – elas tem uma cabeça, com dois olhos e duas antenas; um tórax fino e comprido; e também um abdomem, normalmente bem gorducho. Uma diferença da formiga para os outros insetos são as suas mandíbulas – elas têm garras bem fortes na boca, que servem para cortar folhas, agarrar coisas, e também se defender dos inimigos. O tamanho da formiga depende da quantidade de comida que ela recebe quando ainda é apenas uma larva… Se ganha muita, fica bem grande e vira soldado, pra defender a colônia; se ganha pouca, fica pequenininha e vira operária-jardineira, ou seja, fica dentro da colônia, limpando, organizando as coisas e dando comida às formigas bebês. Se ganha nem muito nem pouco… Vira operária-cortadeira ou operária-carregadeira, que corta as folhas ou carrega pra lá ou pra cá.

A gente gostou bastante de ler a Revista Ciência Hoje das Crianças, que é divertida e tem um texto bem fácil de ler. Amanhã vamos ler uma reportagem da revista bem grande sobre as formigas.

Depois de tudo isso, foi a vez de desenhar – tentamos fazer bem direitinho o formigueiro, a formiga rainha, as operárias, as jardineiras… E até a formiga-leão, que é a formiga canibal. A Karina disse que nossos desenhos estão cada vez melhores, e que deu pra ver direitinho como a formiga é e como é o corpo dela.

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Amanhã vamos encerrar o capítulo das formigas fazendo o texto e escrevendo os nomes… E assim vamos deixando o nosso calendário cada vez mais pronto!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 36 – 18 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Vídeo informativo – Leitura Informativa – Escrita de texto – Escrita de Títulos

Dia bem legal! Aprendemos a observar, fotografar e devolver os bichinhos para a natureza sem machucá-los… Com calma e sem gritaria. Observamos o formigueiro,e uma lacraia e um grilo que apareceu. E um mais bonito que o outro! Não só as borboletas e mariposas como muitos outros insetos têm desenhos bonitos pelo corpo, como se tivessem sido pintados. E o mais legal: hoje vimos o verdadeiro besouro-verde! Foram muitos bichinhos aparecendo e querendo nos visitar…

As formigas não estavam muito afim de sair do formigueiro… Mas mesmo assim nós observamos que, de fato, algumas ficam fora do formigueiro, bem perto, e são grandonas ( soldados ); outras ficam andando pra lá e pra cá, entrando e saindo do montinho de terra ( as carregadeiras ); não olhamos dentro do formigueiro, mas se olhássemos, provavelmente veríamos a rainha e suas operárias jardineiras…

A Karina arrumou o vídeo do biólogo barbudo, Papai Noel, sobre as formigas. Foi bem legal! Depois fizemos aquela conversa sobre o vídeo e olha só as informações que conseguimos lembrar:

  • Formigas ficam quietinhas no inverno, sobrevivendo dentro de suas colônias;
  • As colônias podem durar até 10, 15 anos;
  • Elas comem qualquer coisa que seja orgânica e consigam mastigar – folhas mortas, bichos mortos, fungos;
  • Gostam de sugar o néctar das flores, e por isso acabam protegendo e polinizando as flores;
  • Formigas são bichinhos muito numerosos: podemos ter de 10 a 20 mil formigas em uma só colônia, todas filhas de uma só rainha… Algumas rainhas mais fortes podem viver até 40 anos;
  • As formigas trabalham sem parar, mas sem parar MESMO!;
  • As formigas são excelentes predadoras; elas se juntam para pegar os bichos vivos macios que gostam, como lagartas, grilos, joaninhas… E os mordem com suas mandíbulas fortes; com isso, acabam ajudando a cuidar do jardim controlando a população de insetos para que um tipo não fique mais numeroso que o outro;
  • As mandíbulas da formiga são muito horripilantes; são fortes e mastigam muito bem a presa, até ela desistir de lutar;
  • A formiga também tem predadores – sapos, louva-a-deus, grilos, baratas, lagartixas, aranhas, e alguns animais como pássaros, tamanduás e tatus;
  • As formigas carpinteiras são capazes de furar madeira e constroem sua colônia no oco da árvore;
  • A rainha coloca os ovos, é cuidada e mimada, e as operárias levam os ovos assim que são postos;
  • Dentro da colônia temos várias partes, como se fossem quartos separados, e entre uma e outra, galerias para passar; cada pedaço da colônia com suas operárias tem uma função – mas todas elas sabem que devem proteger os ovos e larvas mais novas acima de qualquer coisa;
  • Formigas vão conversando pela antena, e cuidam das larvas como se fossem bebês, acarinhando, ninando, lambendo para limpar, alimentando;
  • Com o tempo, a larva se transforma em pupa, e depois vira formiga adulta;
  • Os predadores não gostam de comer as formigas adultas, pois elas não são gostosas e picam; eles preferem as larvas e pupas, macias e indefesas; por isso o formigueiro precisa de soldados, pois sempre está sob risco de ataque;
  • Quando um ataque acontece, a colônia entra e polvorosa e as formigas, antes de tentarem salvar a si mesmas, escondem os ovos e principalmente a rainha; assim, mesmo que a colônia seja destruída, elas podem reconstruí-la;
  • A formiga-leão é muito esquisita! É uma formiga canibal de mandíbulas fortíssimas, que adora armar armadilhas para outras formigas – se enterra e fica esperando elas chegarem, fazendo com que caiam no buraco;
  • Às vezes, as colônias brigam entre si; roubam os ovos da outra colônia para fazer escravas, reconhecendo os ovos que não são da sua espécie;
  • Formigas ajudam muito o jardim ao fazer a limpeza; retiram os cadáveres, junto com as moscas;
  • Formigas cortadeiras podem ser uma praga e acabar com as folhas do jardim; outras levam embora as sementes e não deixam as plantas se reproduzirem;
  • Formigas não gostam de comer folhas – são carnívoras! Quando carregam folhas, depositam em câmeras para apodrecer e criar fungos – e são esses fungos que elas comem, principalmente no inverno;
  • Carregam as folhas em fileiras, uma vai ajudando a outra a não se perder do formigueiro;
  • Elas são como fazendeiras e gostam de criar pulgões para lambê-los, inclusive defendendo dos predadores;
  • Quando uma rainha nasce e cria asa, ela sai para formar uma nova colônia; nessa época, a rainha coloca ovos que viram várias rainhas e também machos, para que possam sair em revoada e acasalar no ar!;
  • As rainhas saem ao mesmo tempo para acasalar, no mesmo dia, mesmo vindo de diferentes colônias – parece que combinam tudo;
  • Elas pegam o parceiro no ar, trazem pro solo e acasalam;
  • Os machos procuram as fêmeas, e morrem depois de acasalar porque não servem para mais nada no formigueiro;
  • A formiga rainha entra na colônia e nunca mais sai.


Depois desse vídeo com imagens incríveis sobre as formigas, nós fomos para a sala onde foi formado o grupo que escreveria o texto para ir para o calendário – o Maycon, a Anna Vitoria, o Irnac, o Francisco Wanley e a Kelly. E foi muito legal! O texto ficou completinho e o pessoal do grupo não teve quase nenhuma dificuldade para lembrar das informações todas sobre as formigas e suas colônias. A Karina deu parabéns pra todo mundo! Depois, eles escreveram o nome da formiga e dos meses de maio e junho.Todo mundo ficou feliz por um motivo especial… Percebemos que o nosso amigo Maycon já está tentando escrever algumas letras, e até o M do nome dele ele escreveu! Foi muito emocionante ver e ele ficou feliz que nós gostamos e batemos palma…


Como sempre, juntou um pessoal na mesa querendo escrever e desenhar também, e eles escreveram mais títulos importantes para colocar no nosso calendário. Ficou show! Estamos trabalhando duro feito formiguinhas, espertas, organizadas e produtivas. 🙂

BICHINHOS DE JARDIM… BEM PERTINHO DE MIM! – PARTE VI

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 20 – 30 DE SETEMBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Leitura Informativa – Revisão do Texto

Hoje a gente conversou bastante sobre esse lance de achar bichinhos e colocar no terrário. Com a primavera e o calor, eles começaram a aparecer em bando no parque – primeiro as joaninhas, e agora as taturanas… E muitos besouros.Mas no terrário muitos deles somem, ou não sobrevivem – sinal que não deveriam estar lá. Além disso, quando a gente vai pegar os bichos, todo mundo fica muito empolgado e não consegue trazer os bichinhos em segurança – acaba amassando, ou apertando demais. De agora em diante a gente vai tomar mais cuidado para capturar os bichos.

Foi dia também de ler com calma o texto que a Dominique e o Vitor Hugo fizeram junto com a Karina sobre as joaninhas. Todo mundo ouviu com atenção a leitura do texto e achou que ele estava ótimo! Isso se chama revisar o conteúdo do texto – ler de novo e ver se falta alguma coisa, se está bem escrito e se alguém acha que deve acrescentar alguma informação. Parecia texto de livros mesmo, e achamos também que ele vai combinar direitinho com os desenhos feitos sobre as joanas. A Dominique e o Vitor Hugo receberam muitos parabéns, até porque conseguiram escrever direitinho o nome da joaninha e do mês de janeiro.

O próximo bicho que vamos estudar é a abelha e, ao contrário das joaninhas, não podemos pegá-la, nem vê-las vivas de muito perto, porque abelhas são bichos perigosos para os humanos, por terem ferrão. A Karina leu um texto bem curtinho sobre elas para ajudar a gente a entender melhor. Existem até alguns tipos de abelhas que são consideradas assassinas, de tão nervosas e poderosas que são! Puxa vida…

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 21– 04 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Estudo dos Calendários – Escrita de Números

Hoje aconteceu uma coisa muito triste – a Karina, ontem, precisou ir a uma reunião de professores, e não veio pra escola. E nisso, as crianças ficaram com outra professora. Acontece que alguém deixou o terrário aberto e os bichinhos escaparam – a aranha, as joaninhas e também a taturana. Até achamos duas joaninhas mortas do lado de fora do vidro. A Karina conversou bem sério com todo mundo sobre o assunto, explicando que todo mundo tem que ser responsável pelos materiais que estão na sala, e se a gente quis mexer no terrário, devia ter tomado mais conta dele, se preocupando em colocar o tule direitinho e cuidar dos bichinhos… O projeto é de todo mundo, e não é justo estragar todo o trabalho que tivemos até aqui por distração. Teve gente que ficou bem triste com isso. Agora ficamos só com bichos rastejantes – os tatuzinhos, minhocas e piolhos-de-cobra, além dos caracóis. Todo mundo prometeu que vai tomar mais cuidado da próxima vez.

Depois acabamos colocando mais uma taturana e duas joaninhas no terrário, que achamos parque. A Karina tem certeza que tem um ninho delas em algum lugar do parque, porque não é possível que elas apareçam tanto no meio das pedras… E todas são do mesmo tipo, da mesma cor. Quem sabe um dia a gente descobre esse ninho…

Também foi dia de um desafio bem grande – escrever os números do calendário! A Karina deu uma folha com quadros, com sete colunas e seis linhas, onde estavam escritos os dias da semana, na ordem certinha – segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo. Além da tabela numérica da sala, ela escreveu uma tabela bem grande na lousa, que ia do número 1 até o número 31. Cada um recebeu uma folha com o primeiro dia do mês marcado, e tinha que ir seguindo, escrevendo os números na ordem certinha, até o último dia do mês – que também estava marcado, porque cada mês tem dias diferentes… Uns têm 30 dias, outros 31, e até o mês de fevereiro, que em 2012, terá 29 dias.

Foi bem fácil para algumas crianças, e mais complicado pra outras… Porque, além da dificuldade de escrever os números, tinha que prestar muita atenção – se errasse um numerozinho só, o calendário ficava todo errado.

No fim conseguimos fazer quase todos os meses, e isso é ótimo! Um outro dia vamos retomar essa atividade para contornar os números, e fazer os meses que estão faltando. Ufa! Como dá trabalho fazer um calendário! Não é tão simples quanto parecia…

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 22– 05 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Vídeo Informativo

A Karina vai apresentar um trabalho em um encontro de educadores por dois dias, sobre a nossa biblioteca… E por isso ela não vai estar. Tivemos de novo aquela conversa de cuidar das coisas, e todo mundo prometeu de novo cuidar bem do terrário… Ela disse que vai confiar na gente.

Hoje fomos para a sala multi-uso ver um novo vídeo, dessa vez sobre as abelhas. Puxa! Que inseto interessante!

Aprendemos que as abelhas são chamados “insetos sociais”; elas são muito organizadas e conseguem conviver juntas de um jeito muito especial. Além disso, o homem barbudo que sabe tudo de jardins, e que a gente chama de Papai Noel, disse que elas morrem logo depois de picar alguém, porque elas deixam o ferrão, que é uma parte do corpo delas. Para se comunicar, elas dançam uma para outra, e mostram onde estão as melhores flores… E também a colmeia é dividida com muito trabalho pra manter a abelha rainha… As abelhas operárias fazem mesmo vários tipos de trabalho, inclusive a geleia real, que alimenta a rainha com o melhor da colmeia. Elas não gostam de frio, mas na primavera aprontam mil e uma coisas para fabricar o mel que a gente tanto gosta, e que faz bem pra saúde. Que bicho espertinho é a abelha!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 23– 11 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Preparação para Visita ao Instituto Biológico

É semana da criança, e ontem foi cineminha… Hoje tem banho de mangueira, e todo mundo está muito doidão de alegria!

A Karina até tentou organizar uma conversa pra falar sobre a visita que vamos fazer depois do feriado, na quinta-feira… Um dia muito especial! A ideia era organizar uma lista de coisas pra levar, e também das coisas que não pode esquecer de perguntar… Foi mandado mais um bilhete para os pais pedindo que ninguém falte na quinta, pois vamos fazer um estudo muito importante. A conversa e as listas não deram muito certo, porque todo mundo estava muito empolgado com o banho de mangueira e os lanches especiais, então combinamos de pensar bastante sobre tudo que aprendemos até aqui em casa pra que a visita seja bem sucedida na quinta-feira. Ai, que friozinho na barriga! Ir passear pra estudar… Muito, muito, muito legal!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 24– 13 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Visita ao Instituto Biológico

Enfim, chegou o grande dia! Mas um dia com muuuuuuuuuuuuuuuuuita chuva. Muita chuva mesmo! Isso com certeza atrapalhou o nosso passeio… Porque tem crianças que ficam mais doentinhas, pessoas que têm dificuldade de chegar à escola por causa da chuva… Ai ai ai, que pena… Dez crianças não puderam vir. Mas mesmo assim fomos.

Na classe, a Karina explicou os procedimentos do passeio para que dê tudo certo – andar todo mundo bem perto um do outro, respeitar os monitores, não colocar cabeça nem mãos para fora da janela do ônibus, não retirar o crachá, fazer silêncio durante as explicações… Todo mundo ouviu tudo e prometeu obedecer! A Meire e a professora Valéria foram com a gente.

No ônibus todo mundo foi prestando atenção em tudo – o rio sujo e fedido que tem na cidade, as placas, os lugares… E muuuuuuuuuito, muuuuuuuuuuito trânsito. Ainda bem que a gente saiu com bastante antecedência, porque senão ia ser um atraso daqueles!

Quando chegamos lá na Vila Mariana, descemos do ônibus e, ao entrar no Instituto Biológico, avistamos um jardim bem grande e lindo, inclusive com algumas esculturas de bichos, como o louva-a-deus, e também as formigas. Nossa, que legal!

Fomos recebidos pelos monitores. Um deles chamava Dênis, e a outra chamava Flávia. Eles são biólogos e trabalham no Instituto mostrando os insetos para as crianças. A Karina, cabeçuda, deixou a bolsa dela no ônibus com a máquina de fotografar, mas a Meire levou a dela e filmou tudo.Levamos também o diário do projeto pra eles verem, e o terrário… Eles ficaram muito impressionados com o nosso trabalho e elogiaram bastante.

Depois de ir ao banheiro, nós paramos na porta de uma casinha bem simpática – lá estava a exposição “Planeta Inseto”. Bem na porta, vimos uma casinha de abelhas. Antes que todo mundo ficasse com medo, eles avisaram que aquela abelha não era perigosa, pois não tinha ferrão. A abelha, os cupins, as vespas, os marimbondos e as formigas – todos são insetos sociais… Organizados em uma mini-cidade onde cada um tem a sua tarefa e o seu jeito de ser. Exatamente por serem organizados, esses insetos são perigosos, pois quando se sentem em perigo atacam em conjunto para se defender. Por isso não é bom mexer em vespeiro, cupinzeiro, formigueiro, colmeia ou casa de marimbondo de qualquer jeito… Podemos sair bem complicados de lá!



Depois que entramos na casinha, fizemos uma roda para falar com o Dênis. Ele explicou que alguns bichos que a gente pensa que são insetos, não são – os tatuzinhos, os piolhos-de-cobra e lacraias, os camarões, as aranhas, os caracóis… Todos eles, embora sejam invertebrados, não são insetos. Os insetos, como os besouros, têm SEMPRE 6 patas, 2 antenas e o corpo dividido em três partes – cabeça, tórax e abdomem. Boa parte dos insetos têm dois pares de asas… Assim como a joaninha, que a gente estudou tanto!

 

O Dênis tinha uma caixa com as larvas do besouro… Outra com o casulo do besouro, que ele chamou de pupa… E outras com besouros já grandes. Ele disse que todos os insetos fazem pupa, e por isso os insetos bebês são muito diferentes dos insetos adultos. A Karina e um monte de crianças quiseram segurar as larvas, as pupas e os besouros! Dá bastante aflição, mas foi legal! Depois ele mostrou um besouro gigante, parecido com o que a gente viu no livro dos recordes… E mostrou as asas dele pra gente ver.

 

 

 

 

Depois, nós fomos para o formigueiro. Que máximo! Era uma sala escura, onde tinha algumas cápsulas de vidro cheias de formigas vivas trabalhando. O Dênis explicou que as formigas não gostam muito de luz e de barulho, por isso todo mundo ficou quietinho. Ele mostrou pra gente as formigas operárias, as formigas soldado, as rainhas, as cortadeiras… Quem manda no formigueiro é a rainha, que é a mãe de todas as formigas. Ela namora com o macho, coloca os ovos… E depois começa a dar comidinha pra eles, uma espécie de fungo. Quanto mais a formiga come, mais ela cresce. Se ela comer pouco e for pequena, vira operária. Se comer mais ou menos, vira cortadeira e carregadeira. E se comer e crescer bastante, vira soldado, que protege o formigueiro. Elas trabalham bastante durante todo o tempo. Ao contrário das abelhas, que fazem uma dança, elas soltam um perfuminho, chamado ferormônio, para se comunicar. Todo mundo adorou o formigueiro!

 

Saindo de lá, vimos umas células de formiga no microscópio. O Dênis falou que microscópio é um aparelho que aumenta muuuuuuuuito o tamanho das coisas para que a gente possa ver. Vimos também uns cartazes que falam da evolução da joaninha e descobrimos que aquele casulo, aquele, que ninguém sabia o que era, era uma pupa de joaninha! Por isso apareceu uma joaninha amarela no nosso terrário que ninguém sabia de onde tinha vindo… Vimos também uns cartazes que falam sobre pessoas que comem insetos ao redor do mundo. Eca!

 

 

Depois de sair do microscópio, nós fomos com a Flávia conhecer o Bob – uma barata gigante que veio de outro país! Ela explicou que, ao contrário das baratas domésticas, que nós conhecemos aqui, e que comem tudo quanto é porcaria, o Bob não era sujo – ele comia folhas e frutas. Algumas pessoas quiseram segurar o Bob na mão, e foi muito legal! Onde já se viu, achar legal segurar um baratão na mão!

 

Depois, a Flávia mostrou pra gente um inseto muito especial, que se chama bicho-da-seda. Ele é uma espécie de lagarta, que como as borboletas, faz uma pupa. Só que a pupa dele é bem especial – ela faz um fiozinho bem fininho, que depois os seres humanos usam para fazer um pano chamado seda. Esse pano é muito chique e muito caro. Só que pra fazer o pano, eles fazem uma maldade… Jogam a pupa do bicho-da-seda na água fervendo até eles morrerem lá dentro… Só assim eles conseguem puxar o fio. Que pena… Nós seguramos as lagartas na mão, e também a seda e o fio da seda. Os casulos que a gente segurou já estavam mortos… E todo mundo achou que não precisava fazer isso com o bichinho, coitado…

 

 

A seguir… O momento mais esperado do dia! Finalmente fomos ver um terrário que tinha… O bicho-pau! A Flávia explicou pra gente que o bicho-pau parece um pedaço de graveto, e ele é assim para fugir dos animais predadores. É um disfarce muito bom! O macho, que chama Richard, é menor e mais fino que a fêmea. Quando a Flávia pegou o Richard, ele voou pra cima da Meire, e foi muito engraçado! Só os machos voam. A fêmea se chama Helen. Ela coloca muitos ovos! E por isso eles tem muitos filhotes de bicho-pau, que parece um pedacinho pequeno de pau. Infelizmente, no Instituto Biológico eles não têm bicho-folha nem bicho-flor… Mas foi muito legal todo mundo que quis segurar o bicho-pau! A Rafinha até pediu para eles darem um bicho-pau bebê pra gente criar no nosso terrário, mas a Karina disse que não ia ser uma boa… Ele só gosta de comer folha de goiabeira, e aqui nós não temos nenhuma goiabeira! Além disso, a Flávia falou que eles têm muito ciúme do bicho-pau e não dão eles pra ninguém.

 

 

A Meire ficou com as crianças vendo um computador que tinha o som dos bichos – você clicava na imagem do bicho e o computador emitia o som que ele fazia. Tem uns bichos que fazem barulhos bem interessantes e irritantes pro ouvido. Esse é um jeito do bicho se defender.

 

A última parte do passeio foi uma das mais legais… Que a gente já sabia que ia rolar e estávamos esperando muito – o baratódromo! Lá, eles têm uma pista de corrida bem legal com cinco faixas. Cada faixa corre uma barata, que é um bicho muito rápido – se a barata fosse um ser humano, ela conseguiria correr mais rápido que um carro! A Flávia explicou que a barata doméstica não é um inseto muito legal – ela come muita porcaria – a única coisa que ela não consegue comer é lata e vidro, o resto… Ela come de tudo que vê pela frente! Bicho morto, lixo, cocô, xixi… Por isso a gente nunca pode deixar esses bichos andarem na nossa casa, elas são muito sujas e nojentas, e também são muito fortes… Uma barata pode resistir a muitos tipos de ataques! Cada um de nós escolheu um número, e a Flávia contou até três e soltou as baratas! A barata que ganhou foi a número 3! Todo mundo achou bem divertido.

 

 

No final da visita, as crianças ganharam um desenho para pintar e a Karina fez um monte de perguntas sobre o terrário. Nós descobrimos, por exemplo, que não podemos criar joaninhas lá dentro – elas não gostam de ficar presas, ficam com raiva, e morrem. Além disso, elas precisam de muitos pulgões pra comer. Lá no instituto biológico mesmo não tem criação de joaninhas, eles tentaram, mas elas morreram todas. Os piolhos-de-cobra não vivem muito, e ficam debaixo da terra, como as minhocas. Eles e os tatuzinhos são bichos de hábitos noturnos, ou seja, eles gostam de sair durante a noite. Os biólogos também disseram que a maioria dos bichos de jardim fazem pupa e trocam de pele. E que do casulo da nossa taturana, ou vai sair uma borboletinha, ou uma mariposa. Eles deram pra gente parabéns pelo nosso projeto, e todo mundo saiu de lá muito feliz! Deu até pra tirar foto se fingindo de louva-a-deus ou joaninha…


Comemos um lanchinho bem gostoso e voltamos pra escola debaixo de chuva… Quando chegamos, ainda teve hamburguer e pula-pula! Foi um dia muito bom, em que nós vivemos uma experiência diferente e que nos ensinou muito. Valeu!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 25– 17 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Roda de Conversa

Depois de uma semana das crianças bem agitada, voltamos a nos concentrar no nosso projeto. O nosso terrário está mais vazio – prometemos não colocar mais joaninhas lá, nem nenhum bicho que possa sofrer, como bichos que voam e pulam, ou que comam pulgões. Em compensação, estamos acompanhando ansiosos o casulo da taturana. O que será que vai sair de lá? Igual o Dênis explicou, a pupa da taturana rebola toda quando a gente levanta a folhinha em que ela está pendurada…

 

Hoje a Karina chamou todo mundo para uma conversa sobre o projeto, e trouxe um problema, chamado falta de tempo. Ela explicou que precisamos replanejar nosso estudo para terminar o nosso calendário, porque, nessa de ter semana da criança, e a festa de 10 anos da escola, nós temos muita coisa pra fazer e pouco tempo. Vai ser muito difícil fazermos direitinho um estudo focado sobre 12 bichinhos, e até agora só conseguimos fazer um, que foi a joaninha.

Todo mundo ficou dando ideias, e algumas bem malucas, como terminar o calendário no ano que vem, quando todo mundo vai estar na 1ª série. Outros deram ideias até legais, mas que a Karina não concordou, como só desenhar os bichos – ela disse que esse calendário não serve só pra enfeitar ou pra gente lembrar de tudo que aprendeu, mas também pra dizer para as pessoas que lerem as informações que aprendemos sobre os bichos… E pra isso precisa, sim, ter um texto bem feitinho.

A Karina também falou que ficou muito feliz com o comportamento e as falas das crianças no Instituto Biológico, porque todo mundo fez perguntas inteligentes, e os biólogos ficaram impressionados, porque crianças tão pequenas pareciam grandes pesquisadores… E na verdade são mesmo! Ela também disse que já mudou muitas coisas do plano inicial do projeto, justamente porque ela percebeu que estamos curtindo explorar, ler, aprender sobre os bichos de um jeito muito divertido, e isso torna todo o trabalho mais confuso sim… Mas muito mais gostoso.

No final, vamos seguir a ideia de uma das crianças, que todo mundo gostou – vamos cortar o nosso calendário! Mas não cortar com a tesoura… Ele apenas vai ter menos folhas – não mais 12 folhas, com uma por mês, e sim 6 – e em cada folha vai ter dois meses.

Foi um problemão decidir que bichos a gente ia cortar do calendário… Mas depois de muito discutir, saíram a libélula, a aranha, as abelhas, a centopeia e os piolhos-de-cobra, as minhocas, e os grilos. No nosso calendário vai ter joaninhas, borboletas e lagartas, formigas, tatuzinhos, caracóis e bicho-pau. Agora é só organizar bem o trabalho pra darmos conta de terminar! Todo mundo tem certeza que, seja como for, nosso calendário vai ficar muito bom e bonito, e vai ser um presentão para as famílias e pessoas da escola. Conversando a gente sempre se entende!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 26– 19 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Leitura Informativa

Logo de manhã, na sala, tinha alguém nos esperando lá dentro… No começo, muita gente achou que era um bicho-folha, mas… Era um super grilo!

 

Foi uma festa. Muita gente queria colocar ele no terrário, mas a Karina explicou que lá não é espaço pra ele. Ele ficou um tempão pulando de um lado pro outro na sala, e depois sumiu. A Ludmila e o Vitor Hugo acham que depois do terrário, os bichos aparecem muito na nossa sala, como se eles soubessem que estamos estudando sobre isso. A Karina disse que, talvez, a gente só esteja reparando mais nos bichos que sempre estiveram pertinho da gente…

Na quadra também vimos vários formigueiros pequenininhos. A Karina falou que, quando for época de estudar as formigas, vamos lá estudá-los mais de perto, sem mexer neles. Todo mundo respeitou bastante a casa das formigas… Pra não incomodá-las.

Mais uma vez, a nossa mãozinha estabanada e ansiosa causou estragos no terrário… Hoje, ao observar o casulo, o Maycon foi lá e puxou ele da folha. A Karina não sabe dizer se agora o casulo vai continuar se desenvolvendo bem… Vamos tentar protegê-lo e observar o que vai acontecer. O Maycon acabou ficando triste por ter feito isso.

 

Lemos um livro que fala sobre a metamorfose das borboletas, e também um outro que fala sobre as borboletas que vivem na cidade de São Paulo. Pode até parecer que não, mas mesmo no meio do concreto, alguns jardinzinhos ainda têm muitas espécimes interessantes de borboletas e mariposas!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 27 – 20 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Vídeos do Passeio

O nosso casulo está lá, paradinho… Tomara que a taturana, que a essa altura já é quase borboleta ou mariposa, esteja bem lá dentro.

Hoje foi muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito bacana! A Karina trouxe os vídeos que a Meire fez sobre o nosso passeio. A gente viu, junto com algumas pessoas da escola que gostariam de ter ido junto com a gente no passeio, um pouco de tudo que ouvimos lá. Quem foi pode ver de novo, muitas vezes, pra dar uma forcinha pra memória… E quem não foi pode saber como aconteceram as coisas lá e o que a gente aprendeu. Nessa primeira vez que vimos o vídeo, não deu pra prestar atenção em muitos detalhes da fala do Dênis e da Flávia, porque ficou todo mundo muito feliz em se ver no vídeo, ou em ver os amigos. A Karina disse que vamos usar os vídeos todas as vezes que formos estudar um inseto mais a fundo. Nosso passeio também virou material de estudo!

Hoje a Meire veio chamar pra ver uma mariposa bem diferente que estava paradinha na porta da secretaria. A Karina foi lá e pegou. Era uma mariposa bem linda! Parecida com uma borboleta! Ela abriu as asas e vimos um desenho maravilhoso. Algumas crianças passaram a mão de leve e descobriram que a mariposa é peluda… E, como o Irnac lembrou, elas são insetos noturnos… Por isso ela estava paradinha, dormindo. A noite ela deve voar bastante.

 

Algumas crianças queriam colocá-la no terrário, mas a Karina disse que não, porque lá não tinha comida nem espaço pra voar. Melhor deixar ela sossegada pra voar bastante e aproveitar para ajudar a levar o pólen de uma flor para outra… Assim é que funciona a natureza, e quanto menos a gente interferir no equilíbrio biológico dela, melhor a gente faz aos bichinhos e a nós mesmos.

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 28 – 21 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Vídeo informativo

Hoje fomos ver um vídeo bem interessante sobre as borboletas…Incrível como o nosso amigo Papai Noel, ou biólogo barbudo, sabe tudo de bichos de jardim! Todo mundo adorou.


Depois do vídeo, todo mundo começou a falar sobre as informações que conseguiu lembrar, e a Karina foi completando com as anotações dela:

*As cores das borboletas servem para que elas arrumem namorado mais facilmente… A borboleta-macho e a borboleta-fêmea usam as cores para se encontrar e conquistar umas às outras;

    • As lagartas são o estágio juvenil das borboletas… A função delas é comer cada vez mais. A primeira coisa que ela come é a casca do próprio ovo!
    • Elas comem muitas folhas e galhinhos, e sem parar, e repetidamente, e toda hora!;
    • As pessoas normalmente não gostam das lagartas, talvez porque elas se pareçam com as minhocas, mas curtem muito as borboletas, que são cheias de cores e formas incríveis;
    • As lagartas não se parecem com insetos, e são como os bebês de quase todos os insetos – cheios de patas; na frente, elas têm 6 pares, que servem para que elas consigam andar; no meio, mais 5 pares, que ajudam o corpo delas a não cair e deslizar em superfíeies mais lisas; e atrás mais 2 pares, que servem para que consigam ficar em pé e continuar se locomovendo;
    • Taturana e lagarta são o mesmo tipo de bicho… a diferença é o nome que damos;
    • Algumas lagartas comem mais de 20 tipos de folhas, e outras só comem um ou dois tipos… Depende da espécie de borboleta;
    • O exoesqueleto é bem duro, e chega uma hora que fica muito apertado, então ela troca de pele, e faz tudo de novo, até os olhos; elas fazem isso 4 ou 5 vezes;
    • Os predadores da lagarta são insetos maiores, como o bicho-folha, louva-a-deus, besouros grandes… E principalmente pássaros, que acham que elas são uma refeição muito suculenta;
    • Pra se defender, ela usa espinhos, solta um cheiro, um líquido urticante… E também pode se disfarçar de cocô de passarinho ou de cobra;
    • No início do verão, as lagartas que sobraram trocam de pele uma última vez, se penduram e revelam uma nova superfície, que é a pupa;
    • O Papai Noel falou que as pupas se escondem nos cantinhos e debaixo das folhas, para se protegerem; quando alguém chega perto, elas rebolam até sentirem que estão seguras de novo;
    • Podemos chamar a pupa de crisálida ou casulo;
    • Lá dentro da pupa acontece uma incrível transformação; é como se pegássemos um carro, desmontássemos todas as peças e fizéssemos um carro novo;
    • Quando ela abre o casulo, sai toda dobrada e molhada; então ela começa a se esticar; ela precisa fazer força para esticar as asas e se secar sob o sol;
    • Quando está pronta para voar… As borboletas ficam pronta para namorar também! Elas saem imediatamente para acasalar;
    • A vida das borboletas é curta – 10 ou 12 dias; e a função delas é acasalar e desovar;
    • Elas passam a buscar néctar; os predadores esperam por elas nas flores, porque sabem que elas vão ter que passar por lá;
    • À noite, elas ficam quietinhas e imabilizadas, procuram um lugar seguro pra dormir;
    • Elas gostam de sol, e quanto mais tomam sol, mais as asas ficam fortes e elas podem ir mais longe;
    • Elas sentem o sabor das flores com as patas; e depois acionam um canudinho para chupar o néctar; Ela desenrola o canudinho mais de 100 000 vezes durante a vida;
    • As flores mais coloridas atraem mais as borboletas;
    • Elas gostam da primavera porque tem mais flores;
    • Elas não sobrevivem ao inverno; só algumas;
    • Algumas mais fortes, conseguem voar para lugares mais quentes;
    • Borboletas-monarcas vivem mais tempo que as outras borboletas;
    • Algumas borboletas conseguem se esconder durante o inverno, mas a maioria morre depois de colocar os ovos e começar tudo de novo…

No terrário, a gente consegue observar muitas coisas bem interessantes sobre os bichos quando usamos a lupa. Infelizmente achamos aquela mariposa linda da Meire mortinha perto da biblioteca… E ao colocar no terrário, para que virasse comida de tatuzinho… Percebemos que os bichos vivos – como formiguinhas, larvinhas, minhocas e tatuzinhos – ficam bem animados! Finalmente descobrimos que aquele casulo bem grande tem uma lesma preta dentro, que só sai quando quer… Eca, lesma é um bicho muito esquisito. Mas ela tem duas anteninhas pretas bem legais.

 

Temos um caracolzinho bebê novo no pedaço… Ou será que era um caracol mini-bebê que cresceu?

BICHINHOS DE JARDIM… BEM PERTINHO DE MIM! – PARTE V

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 14 – 19 DE SETEMBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Leitura Informativa

Hoje a Karina trouxe presentes para nós! Ela foi à Livraria Cultura no sábado, uma livraria que é bem grandona, mas muito grandona mesmo, e fica lá na Avenida Paulista. Lá ela pediu pra atendente ajudar a achar livros sobre insetos. E ela trouxe três livros muito lindos e legais! Os livros têm fotos incríveis, desenhos e muitas, muitas informações sobre os insetos. E agora vai ficar mais fácil a gente estudar sobre como os bichos são, o que eles comem, quanto tempo eles vivem, como eles namoram, etc…

A Karina também trouxe, de um site chamado “You Tube” ( que é como se fosse um canal de televisão na internet onde você assiste o que você quiser ), uns documentários bem legais sobre insetos, de uma série chamada “O Mundo Secreto dos Jardins”. Lá tem muuuuuuuuuuitas informações sobre insetos e todos os bichos que andam no jardim, e o mais legal é que dá pra ver eles se mexendo, e fazendo as coisas!

Nós escolhemos um livro sobre insetos pra começar, que tem fotos bem legais e um texto mais curtinho. A Karina disse que pra ler bem textos informativos, a gente precisa se acostumar, por isso vamos começar com os textos mais curtos e depois passar para os mais difíceis e compridos.

A gente não conseguiu seguir aquele plano de estudar só sobre as borboletas, que era o nosso bichinho da semana, porque todo mundo ficou muito empolgado com os livros novos, e não conseguimos concentrar para ler sobre borboletas…

No terrário, percebemos que os bichinhos mortos somem, e ficamos pensando o que acontece com eles… A Maria Joana, a joaninha da Ludmila, realmente morreu. Mas a gente já entendeu que morrer faz parte da vida, e até conversamos bastante sobre isso, porque as pessoas, os bichos e as plantas morrem; só as pedras, o Sol, o Mar e a Lua não morrem – mas eles também não fazem coisas que nós, que estamos vivos, fazemos, como andar, respirar, namorar, passear e mudar de lugar para ver as coisas do mundo…

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 15 – 21 DE SETEMBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Leitura Informativa – Organização do Passeio – Vídeo Informativo

Hoje foi um dia bem legal! A Meire trouxe pra gente o bilhete que explica para os pais como vai ser o passeio. Será no dia 13 de outubro, de manhã! Nós ficamos muito contentes. A Karina trouxe um vídeo sobre o passeio, que mostra o Instituto Biológico e algumas crianças que passaram por lá. A gente viu que as crianças gostam muito da exposição, e que a gente vai aprender muuuuuuuuuitas coisas sobre insetos indo até lá! Vai ter que ir de ônibus de viagem, e vamos levar o terrário, máquinas de tirar fotos e câmera pra filmar! No vídeo aparece as crianças mexendo nos insetos, pegando o bicho-pau na mão! Todo mundo ficou feliz, e só estamos esperando o dia. Além de preparar o transporte e o lanche, a gente também tem que pensar como fazer as perguntas que a gente quer saber para os biólogos.

Hoje na nossa leitura, aprendemos sobre o jeito que os insetos se locomovem. No livro tem muitas curiosidades, e vimos que os insetos, embora pareçam pequenos e fraquinhos, são muito fortes! Eles carregam pesos gigantes, conseguem voar bem alto, sobreviver a várias condições difíceis de frio, calor e secura e são bastante organizados.

Todo mundo está gostando bastante de estudar sobre os insetos!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 16 – 22 DE SETEMBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Leitura Informativa

No terrário, muitas coisas acontecem… Muitas mesmo! Buracos, coisas somem, aparecem, bichos minúsculos e bichos maiores… Dava pra fazer um diário só das coisas que a gente repara no terrário!

O mais legal de hoje foi observar um fenômeno que a gente não sabia que existia: um tatuzinho trocando de pele! Ele começou a se espremer e nós achamos que ele estava morto… Aí de repente, começou a sair daquela pele e deixou aquele esqueleto pra fora! Justo em um dia que a gente tinha lido nos livros que os animais invertebrados têm carapaças que funcionam como um esqueleto, só que pra fora… A gente pode ver o esqueleto do tatuzinho direitinho!


Hoje nós descobrimos um monte de joaninhas no parque. A Karina disse que são joaninhas “clássicas”- vermelhas, com bolinhas pretas! Elas estavam no meio das pedras. Como no nosso parque só tem uma árvore, imaginamos que elas vieram de lá, porque como pode um bichinho de jardim não morar em um jardim? Será que pode haver um jardim dentro de uma árvore?

Agora todas as crianças da escola trazem bichinhos para o terrário. Além dos tatuzinhos, ganhamos joaninhas, lagartinhas, caracóis… A gente só está procurando cumprir o combinado de não colocar bichos que voam e que vão sofrer dentro do terrário. E o interessante é que, quanto mais a gente aprende nos livros sobre os bichos, mais a gente entende como funciona o terrário. Lemos que os tatuzinhos, por exemplo, gostam de comer bichos mortos. E as minhocas gostam de enterrar as coisas quando fica escuro. Talvez por isso os bichos mortos sumam e a gente não sabia por quê…

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 17 – 26 DE SETEMBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Roda de Conversa – Vídeo Informativo

Hoje a Karina chegou com uma novidade: ela disse que pensou, pensou, pensou e pensou em um jeito de a gente ir fazendo o calendário, porque todos os dias ela tenta focar o nosso estudo e não consegue, porque a gente fica muito empolgado com as descobertas, o terrário e tudo o mais… Então ela sugeriu que fizéssemos o calendário com mais método – começar do começo, pelo mês de janeiro, e ir seguindo, senão o calendário não vai sair… Como o primeiro bicho do calendário é uma joaninha, então hoje fomos ver o vídeo sobre elas. Como foi legal! A gente aprendeu muito sobre joaninhas e pulgões! No vídeo tem um homem barbudo que a Karina falou que é o maior especialista do mundo em jardins. E ele foi explicando como as joaninhas são. Nós descobrimos coisas incríveis! As imagens são impressionantes, dá pra ver tudo bem de pertinho. A Karina foi ajudando a ver o vídeo, e quando a gente não entendia alguma coisa, ela parava e explicava.


No final, tivemos uma conversa sobre o que vimos e ouvimos, e estas são as principais informações que lembramos:

    • A joaninhas não gostam do frio, e dormem durante todo o inverno. Quando chega a primavera, elas saem para procurar namorados e comida…
    • Elas namoram ficando uma em cima da outra…
    • Existe joaninha-macho, e joaninha-fêmea;
    • Joaninhas são muito queridas e famosas, porque são coloridas e bonitinhas, mas são terríveis predadoras…
    • Elas comem qualquer bicho pequeno e macio, mas o inseto que elas mais gostam de comer chama pulgão;
    • Elas tem asas dentro da carapaça colorida, e conseguem voar baixinho;
    • Ela coloca ovos bem pequenininhos, e é o macho quem põe os ovos! Ele coloca os ovos perto de grupos de pulgões, para quando os ovos abrirem, as joaninhas-bebês terem o que comer.
    • As joaninhas-bebês não parecem com as adultas; elas são peludas, não são coloridas, e comem muito, muito, muito; parece uma lagarta com seis pernas;
    • Os pulgões chupam o caldinho das plantas, que é chamado seiva; eles tem filhos muito rápido, e poderiam destruir o jardim, se não fosse outros insetos tentarem comê-los;
    • As joaninhas-bebês não têm casquinha dura, e por isso acabam virando comida de besouros e baratas;
    • A joaninha troca de pele umas 5 ou 6 vezes; quando ela está bem forte, ela entra debaixo de uma folha, vira pupa, como as borboletas! Depois de um tempo, elas saem do casulo, mas ainda sem pintinhas; elas ficam um tempo secando ao sol e ficam comas cores que conhecemos;
    • Tem joaninhas de todos os tamanhos, cores e tipos, e algumas não tem manchinhas ( aliás, não são pintas, e sim manchas );
    • Depois de adultas, elas dispersam, ou sejam, tentam ficar uma longe da outra;
    • Os pulgões são comidos pelas moscas de jardim, pelos grilos e louva-a-deus, e muitos insetos colocam seus ovos perto dos pulgões; é um inseto bem macio e gostosinho, por isso são tão comidos; se não fossem, as plantas todas murchariam;
    • As formigas protegem os pulgões, porque lambem deles o docinho que eles tiram da planta; se algum bicho vai comê-los, elas brigam e atacam até eles irem embora; isso também ajuda a manter o equilíbrio do jardim e manter vivos os pulgões;
    • Quando chove, a joaninha se esconde embaixo da folha, pra não se afogar; uma gotinha de chuva pode virar uma piscina para um inseto;
    • Alguns pulgões tem asas; isso faz eles voarem para outros lugares e formarem novas colônias em outros jardins;
    • No frio, as joaninhas procuram um buraco ou tronco de árvore para se esconder; lá eles ficam protegidas durante o inverno todo… Até chegar a primavera e começar tudo de novo.

Nós gostamos muito de ver esse vídeo, e aprendemos muitas coisas!

No terrário, continuamos colocando joaninhas clássicas que andam aparecendo no parque. Hoje achamos também uma taturana, que os meninos chamam de “lagarta de fogo”. Será que ela vai queimar os outros bichos?

 

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 18 – 27 DE SETEMBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Leitura Informativa – Desenho

Mais joaninhas aparecendo no parque… E uma delas voou tão alto que nós descobrimos que, ao contrário do que diz o vídeo, elas não voam tão baixinho assim… Ah, se a gente pudesse encontrar aquele homem barbudo do filme pra conversar com ele! A taturana está lá, paradinha, e parece que não queimou nenhum bicho.

Hoje lemos dois textos sobre joaninhas. Em um deles, a gente aprendeu que elas vivem cerca de um ano, que elas comem pulgões e conchinilhas ( esse bicho a gente não conhece bem… ) e que todas elas têm 6 patas, 2 antenas e 2 garrinhas perto da boca, além de 4 asas – 2 duras e coloridas, e duas molinhas e pretas, que ficam escondidas.

Depois, fomos desenhar! Com a ajuda dos livros e das joaninhas do terrário, todo mundo tentou desenhar a joaninha do jeito que ela é. E foi muito legal – a maior parte das crianças conseguiu fazer desenhos bem completos, onde dá pra ver vários aspectos da vida da joaninha. Se no primeiro já ficou assim, imagina no final do projeto! A gente vai ficar craque em desenho científico!

 

 

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 19– 28 DE SETEMBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Roda de Conversa – Vídeo Informativo

No parque, o Wanley achou mais joaninhas! Ao colocá-las no terrário, reparamos que tinha uma amarelinha lá, e ninguém sabe quem colocou… A Karina disse que, agora que é primavera, vamos ver mais bichinhos por aí, pois muitos deles se escondem no frio… Agora no nosso terrário temos várias joaninhas. A gente achou que elas iam preferir ficar juntas… No entanto, elas saem de perto uma da outra. A taturana está lá, se arrastando de um lado pro outro, assim como os caracóis. As minhocas e piolho-de-cobra sumiram. Mas quem sumiu mesmo foram os tatuzinhos… Só conseguimos vê-los através do vidro, se mexendo embaixo da terra. Por que será? A Karina acha que temos que achar uma planta com pulgões e colocar ela lá… Pra aumentar a população de insetos, conhecer os pulgões e dar mais comida aos bichinhos do terrário.

 

Hoje foi o dia do nosso primeiro texto! Depois de ler um material que a Rafinha trouxe, um texto bem complexo retirado da internet, a Dominique e o Vitor Hugo sentaram com a Karina em uma mesa, pegando todo o material que recolhemos sobre as joaninhas. Lá eles foram contando pra ela tudo que lembravam de informações sobre as joaninhas, e ela ia escrevendo, e ajudando a lembrar. Quando não dava pra lembrar uma informação de cabeça, era só procurar nos livros, ou no resumo do vídeo que fizemos, e então… Saiu um texto bem legal, que já vai para o nosso calendário!

Agora, é só colocar no computador, imprimir e juntar com os desenhos, com o nome da joaninha e do mês, que o Vitor Hugo e a Dominique escreveram com o alfabeto móvel e copiaram… E com os números. Aí sim, teremos a primeira folha do nosso calendário!

 

Ah, teve outra novidade! A Elisa descobriu que um dos tios dela trabalha no Instituto Biológico… Lá onde a gente vai! Ele é biólogo! Ela vai ligar pra ele, contar que a gente vai e perguntar se a gente pode fazer perguntas quando precisar… Muito legal!

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