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VAMOS CELEBRAR! 8 DE MARÇO – DIA DE LUTA

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Por Professora Karina Cabral

VAMOS CELEBRAR!

Eis o nosso presente de dia da mulher para você, mulher que faz parte da nossa comunidade escolar. Não é uma flor, não é um cartão com palavras bonitas, não é um chocolate, não é uma “lembrancinha”. É uma reflexão. E um convite a celebrar.

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Vamos celebrar a luta das grandes mulheres que marcaram a nossa História!

Celebremos a vida e a história de grandes heroínas, como Anita Garibaldi; Dandara de Palmares; Olga Benário; Joana D´Arc;  Violeta Parra; Maria Quitéria; Mata Hari; Madre Teresa de Calcutá; Maria da Penha; Pagu; Dilma Roussef.

Olhemos e sigamos o exemplo de mulheres inteligentíssimas e cultas, como Clarice Lispector; Cecília Meireles; Anita Malfati; Frida Kahlo; Simone de Beauvoir; Cora Coralina; Carmem Miranda.

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Mas acima de tudo, celebremos a nossa vida! A vida das grandes mulheres anônimas que conhecemos, e que mal reparamos, mas que são grandes heroínas, valentes e cultas também, e que estão todos os dias vencendo a violência contra as mulheres.

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Celebremos a capacidade de amar das mães que saem para trabalhar carregando os filhos e filhas nos braços, deixam na escola e com outras colaboradoras, trabalham e correm o dia todo se preocupando com o que está acontecendo em casa, e quando chegam, exaustas, ainda conseguem dar comida, carinho, atenção a suas famílias, mesmo que estejam, elas mesmas, se sentindo mal, sozinhas e doentes. Vocês são demais!

Celebremos a persistência das mulheres que foram abandonadas com seus filhos por homens que não se importaram com suas famílias. As grávidas que não contaram com ninguém. As jovens que foram hostilizadas e expulsas por seus pais. As divorciadas que foram julgadas por todos e todas, mesmo quando foram elas as abandonadas, traídas, machucadas. As que souberam dar conta do recado, sustentar a casa, fazer jornada dupla e reconstruíram a si mesmas, e modificaram tudo ao seu redor. Vocês são maravilhosas!

Celebremos a força das mulheres agredidas, humilhadas, estupradas, violentadas. Elas, que se sentiram um lixo, um nada. Elas, que sentiram dor no corpo, na mente, e na alma,  sem ter culpa de nada – foram agredidas apenas por serem quem são. Elas, que muitas vezes se calaram por medo, mas souberam achar um jeito de continuar vivendo e seguindo adiante. Vocês são incríveis!

Celebremos a inteligência e esperteza das mulheres que driblam o preconceito por serem pobres, nordestinas, gordas, negras, indígenas, idosas. Elas, que vencem poucas oportunidades, as dificuldades históricas, as piadinhas sem graça, a insensibilidade masculina – explícita ou velada, os julgamentos, e ainda assim estudam, trabalham no que querem, dirigem, consertam coisas em casa, escolhem quem vão namorar, se vestem como querem, pesam o quanto querem, tem a aparência que querem e se sentem bonitas e dignas por serem quem são. Vocês são lindas!

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Celebremos a coragem das mulheres que denunciam abusos, gritam por direitos, expõem velhas feridas, não aceitam ser subjugadas, fazem movimentos sociais, protegem as outras, falam o que ninguém quer ouvir, propõem outras ideias, não aceitam nenhum tipo de opressão, e estão na luta. Vocês são valentes!

E não nos esqueçamos das companheiras que ainda precisam de ajuda para fazer tudo isso… Para se conhecerem melhor, identificarem abusos, brigarem por seus direitos, saírem do sofrimento. Todas nós precisamos de ajuda! E somos nós, outras mulheres, que vamos dar a mão para puxar as nossas amigas para uma vida melhor. Nós merecemos! E nossa luta é diária.

                Feliz dia de luta feminina, irmãs!

Abraços da equipe da EMEI Jardim Monte Belo

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DIAS LEGAIS PARA COMEMORAR PARTE II – UMA CONVERSA COM AS FAMÍLIAS

Texto: Professora Karina Cabral

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Tempos atrás, postamos um texto em nosso blog que virou campeão de acessos e provocou muitas outras conversas com educadores e educadoras, via e-mail, encontros, discussões, fóruns – você pode ler o texto AQUI. Ele trata sobre a nossa postura em relação à comemoração de datas que as escolas infantis tradicionalmente comemoram. Esclarecemos, em nossa escrita, parte de anos de nossas discussões internas. Entendemos nosso papel como educadoras e educadores de escola pública. E a escola pública é laica ( não professa religião nenhuma ), inclusiva, consciente dos fatos de nossa História ( sempre contada pelos  dominantes, nunca pelos dominados ) e não pode incentivar o consumismo. Embora não fosse, na época, uma postura comum, era uma postura de acordo com as leis do nosso país ( Constituição Federal – 1988, e Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB – 9394/96 ) e também de acordo com os ideais de uma educação democrática, para todos e todas, sem deixar ninguém de fora.

O texto rendeu muitas discussões, mas percebemos que faltava uma conversa que era a mais importante – com as famílias das crianças de nossa escola. Nas reuniões de Conselho de Escola, esse tema surgiu várias vezes. Todos os anos, metade dos alunos da escola vão para o Ensino Fundamental, e recebemos novas crianças. Essas novas famílias precisam entender nosso ponto de vista sobre esse assunto, tirar as dúvidas e dar sua opinião. E toda vez que essa troca acontece, também nos faz mudar de perspectiva, confirmando ou mudando nossas posições.

Aqui está o registro escrito da conversa que tivemos na última reunião de famílias e educadoras, este ano.

POR QUE COMEMORÁVAMOS DATAS NA ESCOLA?

Tempos atrás, aqui na EMEI Jardim Monte Belo, era comum comemorarmos essas datas na escola. É uma prática antiga, e que fazíamos sem pensar. Páscoa, dia das mães, festa junina, dia das crianças, dia do índio, dia disso, dia daquilo… Muitas escolas baseiam todo o seu planejamento educativo nessas datas. Mas aos poucos, começamos a nos perguntar SE deveríamos comemorar essas datas, e POR QUE deveríamos comemorá-las. E as respostas vieram… E atrás delas outras perguntas:

“Precisamos de temas para atividades pedagógicas.”

Mas…

Se estamos construindo um projeto pedagógico sério, estudando as melhores formas de educar as crianças, precisamos mesmo “disfarçar” as atividades em temas supostamente agradáveis?

“Todo mundo faz essas comemorações, é um costume.”

Mas…

De onde vem esse costume? Que ideologias estão por trás dele? Compactuamos com essa ideologia? A escola é um lugar de transformação ou reprodução do meio social?

“Fazemos isso para homenagear um determinado grupo de pessoas.”

Mas…

Será que essas pessoas estão sendo homenageadas da melhor forma? Comemorar o “dia do índio” é mesmo dar voz a um povo que é massacrado todos os dias? Comemorar o “dia da mulher” é falar sobre a luta das mulheres? Comemorar o dia das mães da maneira tradicional é respeitar as novas formatações de família que temos em nossa sociedade, e entre nossas crianças? Por que valorizar tanto o dia das mães, e negligenciar o dia dos pais?

“É um jeito de divulgar nosso trabalho para as famílias.”

Mas…

Será que as famílias não são capazes de compreender a fundo nossa proposta pedagógica, se explicarmos a elas? Será que um enfeite ou presentinho falará mais do que um debate, uma reflexão em grupo, uma conversa aberta, uma formação para os pais e mães?

“É uma desculpa para fazermos festas e brincadeiras para as crianças, elas gostam e se divertem.”

Mas…

A escola não deveria ser um lugar divertido e prazeroso para as crianças sempre? Não deveria ser um lugar  de brincadeiras, de ludicidade, de infância todos os dias do ano?

“As datas aproximam as famílias da escola.”

Mas…

Será que não podemos chamar as famílias em outras oportunidades, para vivenciar o trabalho da escola como ele é no cotidiano, e não apenas em uma ocasião “produzida” para isso?

“As datas ensinam valores religiosos, afetivos e morais importantes para as crianças.”

Mas…

Que valores são esses? Temos o direito de pisar em determinados terrenos sem permissão e tirar da família certas escolhas sobre a educação das crianças? Como fazemos com as crianças que são excluídas dessas comemorações por motivos afetivos, econômicos, sociais, religiosos? Manteremos essas pessoas à margem do padrão?

COMO FOI O NOSSO PROCESSO DE DISCUSSÃO?

Diante de tantas perguntas, pensamos, como grupo, que algo estava muito errado, e precisava mudar.

Partimos para um estudo detalhado sobre o tema de cada data, e também sobre as datas em si. Entramos em contato com os movimentos organizados da sociedade sobre as lutas das mulheres, dos índios, dos negros, e aprendemos muitas coisas.

Paralelamente à nossa discussão, foram acontecendo mudanças em nosso país também. Leis educacionais foram sendo promulgadas, garantindo direitos a grupos que antes eram desprezados pela sociedade ( Lei 10639/2003, e Lei 11645/2008). Começamos a entender que a escola só será para todos quando todos e todas forem estiverem dentro dela, podendo ser quem são, e tendo a origem, cultura e opções de vida respeitadas.

Começamos a fazer pequenas mudanças. Retiramos o viés de consumo e individualidade de datas como a páscoa. Paramos de comemorar datas que não tinham sentido para nós. Fomos eliminando algumas comemorações que não diziam respeito às crianças, e, ao mesmo tempo, nosso Projeto Político Pedagógico foi ganhando corpo, e mudando a nossa concepção de infância e de educação para a infância.

Nenhuma ação fica sem reação, e, claro, as famílias estranharam as mudanças. Abrimos um diálogo difícil, mas necessário com elas. Tocar nesse assunto é romper paradigmas; isso causa medo, insegurança; e muitas coisas precisam ser discutidas para que cheguemos a um consenso.

Amadurecendo e estudando cada vez mais… Chegamos, enfim, a um rompimento com essa prática. Abolimos as comemorações de páscoa, dia das mães, natal… E transformamos o caráter da festa junina e do dia das crianças. Foi um momento de postura radical do grupo, que já não via sentido nisso tudo.

Mas percebemos que esse também não era o caminho. Não há problema em comemorar… O problema é o que se comemora, e como se faz isso. E foi então que partimos para uma reelaboração do calendário de datas comemorativas da nossa EMEI.

FALAR DE DATAS COMEMORATIVAS NA ESCOLA É FALAR DE VALORES…

Percebemos que a ideia de valor é sempre individual ou social, nunca absoluta. Cada sociedade elege, em seu tempo, lugar e cultura, o que vai transformar em “valor” ou não. E se é assim, começamos a pensar em quais valores identificávamos em nossa sociedade. E percebemos que eles não eram, de fato, nossos, e não eram os valores que queríamos acordar com as crianças e famílias que passavam por aqui.

  • Nossa sociedade é baseada em individualismo… Cada um por si, e quem pode mais se dá melhor.

Mas nós pensamos em coletividade, em convivência mútua!

  • Nossa sociedade é baseada em meritocracia… Você ganha mais coisas tanto mais consegue produzir ou fazer, ainda que as condições não sejam as mesmas para todos no início.

Porém, acreditamos em solidariedade, justiça e igualdade!

  • Nossa sociedade é baseada em consumismo… Quanto mais você tem, mais você é valorizado.

Mas nós queremos valorizar o que as pessoas são, e não o que elas têm!

  • Nossa sociedade é baseada em esperteza… Não importa o que você faça, apenas tenha sucesso.

Mas nós buscamos a ética nos relacionamentos, onde ninguém passa ninguém para  trás para se dar bem, ainda que isso lhe custe algumas desvantagens!

  • Nossa sociedade é baseada em violência, exclusão e intolerância… Resolvemos os problemas da convivência com agressões, com discursos duros e egoísmo.

Mas nós queremos que nossas crianças respeitem todas as pessoas como são, aceitem a diversidade, incluam a todos e todas e sejam pacíficas!

  • Nossa sociedade é baseada em alienação… Fazemos as coisas no “automático”, sem pensar, refletir ou transformar; colocamos a nossa mente em uma tela de TV, celular ou computador e não observamos o que estamos fazendo com o mundo, com a natureza, com as outras pessoas, e conosco.

Mas nós acreditamos na consciência, responsabilidade, na capacidade de pensar e mudar as coisas para melhor!

  • Nossa sociedade é baseada em autoritarismo… Obedecemos ordens que nem sabemos de onde vêm, e o poder individual é sempre valorizado.

Mas nós acreditamos em diálogo, democracia e em construção de poder coletivo, dividido!

O trabalho com datas comemorativas, muitas vezes, reforçava valores da sociedade que temos, e não da que queremos ter.

COLETIVO, ESCOLA PÚBLICA E DEMOCRACIA

A palavra “coletivo” vem do latim “collectivus”, que significa “aquilo que agrupa, que ajunta” (fonte: site Origem da Palavra). Portanto, para fazer um coletivo, não podemos buscar o que entre nós é desacordo, é separado, é motivo de afastamento; buscamos aquilo que nos une.

E sendo assim, não vamos discriminar ninguém – de nenhum tipo de configuração familiar, religião, posição política. Não vamos sacrificar as posições de nenhuma família para fazer uma comemoração que é familiar, ou de um determinado grupo religioso; não vamos fazer o que é de todos e todas algo que é apenas de alguns e algumas.

A escola pública não é o quintal da casa de ninguém. Ela não é prolongamento de nenhuma família. Ela é um espaço que é, ao mesmo tempo, de todos e todas, mas não só desse ou daquela. É uma ideia difícil de entender, mas fácil de viver se conseguirmos nos respeitar e aceitar que  a nossa origem, as nossas posições, o nosso modo de ser, viver, pensar a vida não é o único… É só mais um, em um coletivo.

Há muita confusão acerca do conceito de democracia. Democracia não é apenas “seguir a vontade da maioria” massacrando as minorias… Mas é buscar soluções em conjunto para que todas as pessoas sejam, de alguma forma, acolhidas e respeitadas. Especialmente em um espaço público.

Por isso, nossa postura em relação às datas comemorativas tradicionais é firme, mas não é fechada. Ela tem princípios, mas pode se configurar de muitas maneiras alternativas. Mantendo a legalidade, a consciência, o diálogo, a inclusão, a qualificação pedagógica… Tentamos, então, dar um passo em direção ao futuro… E estamos conseguindo.

E ENTÃO… NÃO COMEMORAMOS MAIS NADA?

Mas nós gostamos de festa! Gostamos de celebrar! Há muitas datas interessantes que podemos recuperar, criar. Há muitas situações interessantes para viver com as crianças na escola, e nós agora estamos nesse momento… Em busca desse calendário alternativo.

Assim sendo, podemos não comemorar mais o “dia das mães”, ou o “dia dos pais”… Mas podemos fazer o “dia de quem cuida de mim”, que inclui todas as crianças e famílias que desejarem participar.

Podemos não mais fazer a “festa junina” tradicional da igreja católica, mas podemos fazer a “festa da cultura brasileira”.

Podemos não mais fazer comemorações sem sentido no “dia da mulher”, “dia do índio”, “dia da abolição da escravatura”. Mas podemos respeitar as lutas desses grupos e celebrar, com eles, as suas datas importantes.

Podemos não mais comemorar o “natal”, e a “páscoa”, datas religiosas extremamente tomadas pelo consumo. Mas podemos comemorar o “dia da solidariedade”, o “dia da gentileza”, o “dia da comunidade”. Por que não?

“Dia do livro”, “semana internacional do brincar”, “dia da poesia”, “dia da arte”… São muitas as possibilidades de festa, celebração e consciência.

Vamos celebrar?

LEITURA -UMA CONVERSA COM AS FAMÍLIAS

Ideias discutidas pelas  educadoras da EMEI Jardim Monte Belo 

Dedicado às famílias de nossas crianças por ocasião do início do empréstimo de livros em nossa escola

Texto – Professora Karina Cabral

BIBLIOTECA CIRCULANTE –  RECEBA UM LIVRO DA ESCOLA EM SUA CASA!

Que ler é importante para aprender coisas, para ter prazer e se divertir, para instigar a imaginação e para ser uma pessoa melhor… Isso, todo mundo sabe.

Que as crianças, jovens e adultos brasileiros, comparados a pessoas de outros lugares do mundo, infelizmente, não gostam muito de ler e leem pouquíssimo… Isso todo mundo sabe também.

O que faltou na nossa formação para que todo mundo gostasse de ler? Por que as pessoas não leem, ou dizem não gostar de ler? Por que temos tanta dificuldade com a leitura?

Não faz muito tempo, éramos um país de analfabetos e analfabetas. Ler e escrever, estudar, não era direito de todas e todos, apenas privilégio de alguns muito ricos. Muitas pessoas não sabiam escrever, boa parte apenas assinava o nome e muitos outros até conseguiam decifrar as letras, mas não entendiam o que estavam lendo (quando isso acontece, dizemos que a pessoa é um analfabeto funcional). Faz pouquíssimo tempo que conseguimos garantir que a escola fosse uma realidade na vida de todas as crianças e jovens (e sabemos que, ainda assim, muitos ainda não chegaram até lá). Por isso, quem lê e escreve bem acaba tendo mais oportunidades na vida e no mercado de trabalho, dada a extrema dificuldade que a maioria das pessoas têm com a linguagem escrita… Uma dificuldade histórica.

Outro problema é o acesso. Livros (especialmente livros bons) são materiais caros. Em nosso país temos poucas livrarias e bibliotecas públicas, o que faz com que os livros nem sempre cheguem até as pessoas.Embora tenhamos algumas oportunidades gratuitas na cidade de São Paulo, sair de casa para ler não é um passeio comum. Em muitas casas não há um livro sequer. As crianças não veem seus pais e familiares lendo, então, não criam esse hábito.

E outra dificuldade: a escola de antigamente não formava leitores autônomos, que sabem escolher entre vários tipos de livros, que conseguem se concentrar em uma leitura mais difícil, que conseguem fazer da leitura uma conversa com os amigos e familiares, que se dedicam a ler um ou dois livros por mês. Em nossos livros didáticos só havia fragmentos de textos, e só agora vemos escolas com bibliotecas fartas e organizadas (mesmo assim, algumas escolas, não todas).

Sabendo de tudo isso, como fazemos para virar esse jogo e fazer das crianças e jovens leitores eficientes, que gostam de ler, usam a leitura a seu favor e se tornam pessoas melhores por causa dos livros?

É simples: nós lemos para as crianças desde muito cedo! E esperamos o tempo e os livros fazerem seu trabalho. Pronto!

A leitura é uma das bases do nosso trabalho aqui na escola com as crianças. Todos os dias lemos diversos tipos de livros para eles – materiais de qualidade, que desafiam e ao mesmo tempo divertem.

Mas ainda é pouco! Queremos que os livros também ocupem o tempo que as crianças têm em casa, que disputem com os computadores, celulares e televisão, a atenção e a dedicação das crianças. Por isso, é hora de participar de ativar a biblioteca circulante da nossa sala.

O compromisso da escola é:

  • Fornecer uma pasta para que a criança leve e traga o livro;
  • Oferecer vários tipos de livros de qualidade para as crianças, e deixar que elas escolham o que querem levar para a casa;
  • Organizar a retirada e devolução do livro, mantendo um espaço na rotina do dia a dia para que as crianças façam isso, sem dia marcado.

O compromisso das famílias é:

  • Enviar o livro emprestado de volta em poucos dias, dentro da pasta;
  • Separar um tempo em casa para ler para/com a criança, tornando esse momento agradável;
  • Responsabilizar-se em cuidar do livro e devolvê-lo em bom estado, cuidando para não rasgar, sujar ou perder.

E então… Podemos contar com vocês nessa atividade?

 

Assinem a autorização que está no caderno da sua criança, e em breve faremos mais textos com dicas para a leitura em sua casa.

 

Contamos com vocês!

Educadoras da EMEI Jardim Monte Belo

BOAS PRÁTICAS DE 2015 – PROJETO “HISTORINHAS E COMIDINHAS” – REGISTRO REFLEXIVO

Por Professora Priscila Amorim

Ao nos relatar as ações do projeto passo a passo, e de maneira a procurar entender didaticamente o que aconteceu, a professora Priscila, da turma do 6D, nos mostra como casar objetivos didáticos com escolhas das crianças.

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14 DICAS PARA UM ACOLHIMENTO TRANQUILO

Concepção – Professoras da EMEI Jardim Monte Belo

Texto – Professora Karina Cabral

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Deixamos aqui o texto trabalhado na primeira reunião do ano, sobre acolhimento e primeiros contatos com a escola.

Reunião de Famílias e Educadores – Fevereiro / 2016

Seja muito bem vinda, família! Nossa escola é uma comunidade da qual vocês e suas crianças fazem parte agora.

14 DICAS PARA UM ACOLHIMENTO TRANQUILO PARA TODOS E TODAS

  1. Tente resolver suas dúvidas e inseguranças em relação à escola. Sua criança é capaz de ler suas emoções mesmo quando suas palavras dizem o contrário. Transmita a ela confiança e alegria por esse momento.
  2. Converse com sua criança sobre o porquê ela está indo para a escola, ou mudando do CEI para cá. Diga a ela o que vai acontecer, que ela ficará sozinha por um tempo aqui e depois retornará para casa. Prepare-a para o que virá, assim a ansiedade diminui e ela pode se acalmar.
  3. Não minta para sua criança. Não diga que vai ali e já volta, não prometa presentes e doces, não a ameace para que ela fique na escola e nem a engane sobre as pessoas que trabalham aqui. Quando você mente e ela descobre a verdade logo depois, a confiança dela em você e na escola fica abalada.
  4. Caso sua criança resista a ficar na escola, daremos um tempo para que você entre com ela até que você e ela se sintam mais calmos. Na hora da despedida, seja firme. Não pergunte à criança se você pode ir embora. Coloque a criança no chão, despeça-se e saia, confiando que cuidaremos da criança mesmo que ela fique chorando. Tenha calma nesse momento, avisando a ela que, depois de algum tempo, ela voltará para casa.
  5. Aprenda a lidar com o choro da criança como um sinal de expressão de emoção. Estamos preparadas para isso aqui, não se preocupe e nem brigue com a criança caso ela chore.
  6. Prepare-se para mudanças de humor em relação à escola nos primeiros meses. Boa parte das crianças não passa por isso, mas algumas podem começar tranquilas e depois, quando passa a novidade, sentirem-se tristes em vir. Isso é esperado. Não desistam de trazer a criança – quanto mais ela falta, mais difícil fica.
  7. Não fale mal da escola ou das profissionais que trabalham aqui na frente da criança. Caso tenha dúvidas ou reclamações, venha resolver conosco, entre adultos. Assim a criança se sentirá segura quando for deixada aqui.
  8. A escola é um ambiente coletivo que tem muitas regras de convivência e funcionamento, e algumas delas podem ser diferentes da sua casa. Prepare-se para observar mudanças no comportamento de sua criança, pois é inevitável que ela seja influenciada pelo que vive na escola.
  9. Aceite a independência da criança e celebre por isso! Seu bebê está crescendo, e isso não é ruim, é uma conquista! Por mais que às vezes doa, tente comemorar conosco os avanços do seu pequeno ou pequena.
  10. Algumas coisas complicadas podem acontecer na escola, por mais que estejamos atentas e cuidando de todas as meninas e meninos com muito zelo. Crianças brigam, se machucam, rejeitam comida, têm dificuldade de usar o banheiro, perdem e misturam coisas, têm dificuldade de ouvir “não” e se adaptar a algumas regras, não se comunicam com adultos… Resolva os problemas com calma. Muitas coisas não poderemos evitar, mas tenha certeza que sua criança será ouvida e atendida da melhor forma por nós, educadoras.
  11. Não se preocupe se você não entender como funciona a escola de uma única vez. São muitos detalhes sobre o funcionamento do dia a dia e sobre a proposta pedagógica. Aos poucos você irá se inteirando de todos eles, e sua criança também.
  12. Faça sua parte! Aqui é um ambiente coletivo de educação, são muitas crianças e precisamos da ajuda de vocês para que seu filho ou filha se organize. Identifique as coisas da criança, cuide da mochila dela, ensine coisas que facilitem a independência (como guardar as próprias coisas, amarrar o cadarço do tênis, limpar o nariz, se alimentar e ir ao banheiro sozinho ou sozinha, etc), deixe sempre um copo limpo, uma troca de roupa e o caderno de recados na mochila da criança, acompanhando os recados todos os dias. Quanto mais nos organizarmos, mais ela estará segura e bem cuidada aqui.
  13. Ensine seu filho ou filha a respeitar todas as pessoas. Aqui, meninos e meninas de qualquer religião, cor de pele, origem, condição de saúde, ou cultura serão respeitados e tratados com carinho por serem quem são. Acreditamos nisso e queremos que essa seja uma verdade na vida de sua criança também.
  14. Participe! Reuniões de pais e mães, Conselho de Escola, atividades com as crianças, festas, comunicações pela internet, conversas com as educadoras… Tudo isso ajuda você a entender melhor nosso trabalho e dá a sua criança a alegria de estar sendo acompanhada desde cedo na escola. Contamos com você nessa parceria!

Que seja um ano excelente para nós!

Conte conosco… Estamos contando com você!

Educadoras da EMEI Jardim Monte Belo

BEM VINDO, 2016!

20150227_135537Famílias e crianças que chegam, bem vindos, bem vindas ao nosso jardim!

Aqui, um lugar onde há muita plantação, muita cor, muitas borboletas voando, muita delicadeza e vontade de sair do casulo, muito aprendizado e muita alegria. Vocês vão gostar!

Famílias e crianças que voltam este ano, que bom vê-los novamente!

Contamos com vocês para fazer as honras da casa e para continuar trilhando juntos e juntas essa estrada que vocês iniciaram conosco o ano passado. Nós somos melhores hoje do que éramos antes também por causa de vocês! Obrigada e sejam bem vindos também.

Funcionárias e funcionários novos, bem vindos! Que bom que vocês vieram somar conosco e nos mostrar coisas que não tínhamos visto até aqui. Que bom que poderemos mostrar a vocês um pouco do que já aprendemos. E nesse círculo de aprendizagem e carinho, que vocês façam o nosso jardim crescer mais e mais.

Que 2016 seja um ano fantástico para todos e todas que fazem parte da comunidade da EMEI Jardim Monte Belo.

“Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira…

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho…

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também…

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé…

Eu apenas queria que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte das novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida…”

BOAS PRÁTICAS DE 2015 – LEMBRANÇAS DE INFÂNCIA, MARCAS DE VIDA!

Por Professora Joseane Barboza de Carvalho

O olhar do adulto para a infância é um olhar reflexivo, nostálgico, analítico… Um olhar de fora para dentro de si mesmo e dentro do outro.

Já o olhar da criança para a própria infância, e para a infância que partilha com os amigos e amigas é um olhar vivo, atual, presente, intenso… Cheio de emoção e sabedoria.

A professora Jose fez um interessante diálogo sobre a infância envolvendo crianças, famílias e adultos da escola. O resultado foi uma beleza de relatos e imagens que são mais que um simples registro… São memória viva de um tempo vivido e sentido, que, quando partilhado, vira contato… Vira cultura… Vira conhecimento.

Apreciem o livro de registro da professora Jose e da turminha do 6F. 🙂

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