EMEI Jardim Monte Belo – um lugar pra ser feliz!

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BICHINHOS DE JARDIM, BEM PERTINHO DE MIM! – PARTE VII

Nosso projeto passa da metade do caminho para o final… E as crianças me surpreendem a cada dia!

Por Professora Karina Cabral

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 29 – 24 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Desenho Científico – Leitura Informativa

Todo mundo está bem preocupado com a lagarta que foi descolada da folha enquanto estava criando sua pupa… Será que ela vai sobreviver? Tentamos de todo jeito pendurar ela de volta em um pauzinho ou folha, mas não deu muito certo… Então a Karina vai colocar ela isolada do terrário. Vamos torcer pra ela conseguir ir em frente e logo logo vermos se desse casulo vai sair uma mariposa ou borboleta…

E por falar em borboletas, mariposas e lagartas… Esses são os nossos bichinhos de jardim do momento! Hoje lemos mais um livro legal sobre a metamorfose das borboletas, e logo depois elencamos as informações que vimos, como fizemos com o vídeo do biólogo barbudo ( ou papai noel ). A Karina disse que isso se chama resumir um texto – a gente lê e separa as partes mais importantes para usar depois… E logo vamos precisar para fazer o nosso texto bem completinho sobre borboletas e mariposas.

A Karina vai ficar fora por uns dias, porque vai participar de um congresso. Congresso é uma reunião de professores de várias escolas diferentes, e ela vai precisar ir. Mas combinamos duas coisas – primeiro, ninguém vai mexer na pupa nem no terrário sem a ajuda de um adulto. Segundo, que vamos ficar observando os livros do projeto e prestando bastante atenção para não perder de vista o nosso estudo. E terceiro, que vamos respeitar bastante a professora que vai ficar com a gente. Semana que vem voltaremos a falar do projeto e encaminhar os momentos finais da nossa saga! Bem legal.

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 30 – 31 DE OUTUBRO DE 2011

Atividades – Observação do Terrário – Roda de Conversa

A Karina voltou, e tivemos uma roda de conversa pra contar tudo que aconteceu nos dias em que ela ficou fora. No terrário, as coisas ficaram bem calmas, nenhum bichinho foi colocado lá. Mas a pupa, que tava separadinha na parte de cima do vidro, caiu lá dentro ( ou algum bichinho de hábitos noturnos empurrou ), e já vimos que ela não vai sobreviver… Ficamos tristes com isso.

Reparamos que, no nosso terrário, alguma coisa está dando errado. E fizemos uma boa conversa sobre isso. É que as plantinhas estão murchando, e desde que nós aprendemos que os bichos que voam não gostam de ser criados em cativeiro ( ou seja, em lugar fechado ), não colocamos mais joaninhas e besouros lá. Além de tudo, os tatuzinhos também andam sumidos. A Karina disse que andou lendo na internet que a terra, que dá comidinha para as plantas e alguns bichos, também fica “cansada”, “esgotada”, e ela acha que o nosso terrário precisa ser desmontado para não prejudicar os bichinhos que ainda estão lá dentro, como os piolhos-de-cobra, as minhocas e tatuzinhos. O pessoal da classe não gostou muito dessa ideia… Mas todo mundo concordou que não podemos sacrificar os bichinhos, e as plantas, e desde o começo a gente já sabia que se o terrário começasse a mostrar sinais de que a vida não estava bem lá dentro, iríamos devolver tudo pra natureza.

Então vamos ficar com o terrário até depois da festa de 10 anos da escola, que vai ser no sábado… E se estiver tudo como hoje, vamos devolver tudo pro jardim da escola. Foi tão legal ter um terrário na sala… Mas mais legal ainda é fazer o que é certo para não estragar a natureza.

Tivemos uma primeira experiência de desenhar as borboletas e mariposas… E claro, não podíamos esquecer que era um desenho científico, e que precisa ficar bem parecido com a realidade. Fizemos desenhos bem legais… Desenhar sobre esse tema não é fácil, pois são muitos detalhes! As lagarta tem muitas pernas, muitas fases… A pupa é difícil de fazer e as borboletas e mariposas são cheias de detalhes nas asas! Foi um trabalhão, mas conseguimos fazer desenhos bem interessantes.

Nesta semana vamos ter muitas atividades diferentes relacionadas à festa de 10 anos da nossa EMEI. Então vamos dar um tempo do projeto, só lendo algumas coisas na roda de leitura… Pra retomar tudo com força total depois da festa… Falta pouquinho tempo pra finalizar o calendário, mas a Karina disse que se a gente se organizar direitinho, dá tempo sim!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 31 – 08 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Desmontagem do Terrário – Leitura Informativa

Hoje fomos ao jardim da escola desmontar o terrário, que estava murchinho e seco… Escolhemos um lugar do jardim e combinamos que iríamos tirar toda a terra com uma pazinha e com muita delicadeza… Pra que os bichinhos subterrâneos e as plantas possam viver melhor no jardim.

Foi bem legal ter feito isso, porque conforme a gente tirou a terra de dentro do vidro, fomos vendo quantos bichinhos estavam lá debaixo… Minhocas, piolhos-de-cobra, tatuzinhos, lacraias… E até um besourinho que tinha sumido. Deixamos eles lá e combinamos de voltar pra ver como eles estavam, se é que a gente vai achá-los no meio de tantas outras plantas e tantos outros bichos!

Seguindo nosso estudo, a Karina leu um texto bem interessante sobre borboletas, que é bem difícil de entender, mas dá uns detalhes que os outros textos não tinham dado… Amanhã já foi combinado de dividir alguns grupos para darmos andamento no nosso trabalho e começarmos a ver esse calendário ficando pronto de verdade!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 32 – 09 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Agrupamentos de Atividades Diversas – Leitura Informativa – Percevejos

Hoje apareceu um percevejo bem diferente no parque… Ele era todo bonito, com casco todo desenhado! Legal que todo mundo já aprendeu a observar os bichos, ainda mais agora que não tem terrário. Vimos que os percevejos têm seis patinhas, duas antenas, quatro asas… Muita gente conhece os percevejos como maria-fedida, porque esse é um jeito que ele tem de se defender dos predadores – soltar um pum bem fedido pra eles irem embora. Mas esse não soltou nenhum pum não! Nós lemos um pouquinho sobre os percevejos quando chegamos na classe, e soltamos ele no jardim.

Todo mundo queria colocar os percevejos no calendário, e a Karina explicou que essa coisa de estudar envolve fazer escolhas, e a gente já escolheu. A gente pode até colocar os percevejos no calendário, mas teria que tirar um outro bicho, e aí ninguém quis… Uma pena que a gente não tenha tempo de fazer um calendário gigante pra dois ou três anos que tenha todos os bichos do mundo! Mas nada impede que a gente leia e estude sobre o bicho que a gente tiver vontade de aprender coisas sobre.

Falando em calendário, hoje foi um dia diferente. Quando a gente tem um grupo grande, como o nosso, é possível dividir o grupo em outros grupos menores, e cada um ir dando conta de uma tarefa. E foi isso que nós fizemos hoje!

Foi assim: quem tinha facilidade de escrever os números, sentou em uma mesa para terminar os meses que estavam faltando. Uma outra turma pegou os meses que já estavam prontos e foi contornar de preto. A Karina sentou nessa mesa pra marcar os dias de domingo e feriado, e conforme a gente decidiu. Quem ia acabando os números, ia passando para a mesa do contorno.

Em outra mesa, sentou o pessoal que quera escrever o nome dos meses, e numa outra ainda sentou o pessoal que queria desenhar um pouco mais as borboletas, lagartas e mariposas. Ficou muito legal e deu uma boa adiantada no nosso trabalho!

Agora a Karina vai fazer no computador um serviço que se chama “digitalizar”. Significa que ela vai pegar os desenhos, números e títulos escritos e colocar no computador, através de um aparelho que parece uma impressora. Assim, dá pra fazer uma cópia pra cada um! Essas máquinas ajudam muito. A Karina contou que antes, pra fazer uma coisa como essa, ela teria que levar em um lugar e tirar xerox, recortar, colar… E hoje o computador ajuda a fazer tudo mais rápido. Ainda bem!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 33 – 11 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Leitura Informativa – Escrita de Texto – Escrita de Títulos

Dia de escrita de texto! A Karina disse que, agora, como temos menos folhas no calendário, vamos fazer grupos maiores, e por isso os textos vão ficar mais caprichados.

Numa mesa sentaram a Ludmila, o Paulo Henrique, o Ygor, a Mikaelly e a Roberta. Eles são os responsáveis por lembrar as informações sobre as borboletas. Antes disso, a gente sentou na roda e deu uma boa olhada nos nossos materiais sobre elas. Lembramos muita coisa. A Karina também trouxe de novo o alfabeto móvel.

Foi bem legal, porque as crianças foram ajudando a lembrar e fazer um texto muito completinho sobre as borboletas. A Karina ficou super feliz, porque a gente já aprendeu muitas coisas sobre os textos informativos – a linguagem, a estrutura deles, a seleção de informações… E a gente achou, quando terminou, que todo mundo ia entender bem a vida das lagartas, mariposas e borboletas quando lesse o nosso calendário. Quando tinha alguma dúvida, a Roberta e a Ludmila ajudavam a achar um livro que ajudasse a gente a lembrar a informação exata, porque não podemos colocar coisas nada a ver no nosso calendário…

O texto ficou muito bom! Depois disso o pessoal da mesa usou o alfabeto móvel para escrever o nome dos meses ( fevereiro, março e abril ), e também o nome dos bichos – borboleta, mariposa e lagarta. Foi bem complicado, mas com alguma ajuda, deu tudo certo.

Depois outras crianças, como o Vitor Hugo e a Kelly, quiseram sentar lá e escrever também. A Karina disse que eles poderiam tentar escrever o nome do calendário, e o nome da escola, assim a gente já vai adiantando a capa também. Muito bom!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 34 – 16 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Vídeo informativo – Leitura Informativa

Depois de um feriadão, e pertinho do final do ano… Voltamos a nossas atividades! A Karina leu o texto que foi feito por ela e pelo grupo das borboletas semana passada, e foi bem legal. Todo mundo achou o texto ótimo, e que ele podia entrar nos livros de tão bom que ficou! E vamos mudar de bicho… Agora falaremos de formigas!

A Karina trouxe o famoso vídeo do biólogo barbudo, ou papai noel. Acontece que na hora, o vídeo estava errado; o título dizia “formigas”, e na verdade era “saltadores”. A Karina disse que vai resolver isso até amanhã. Aproveitamos pra ver o vídeo que a gente mesmo tinha sobre formigas… Sim, o vídeo das formigas, do dia em que a gente foi ao Instituto Biológico! Relembramos aquele dia e listamos a informação que o Dênis deu pra gente lá no formigueiro. Foi bem legal, porque a gente esquece muita coisa com o tempo!

Também lemos um livro, que deu as mesmas informações… E confirmou tudo que o o Dênis falou. Amanhã vamos observar um pouco o formigueiro do jardim… Sem mexer nele, claro! As formigas são insetos bem interessantes… Como as abelhas, vespas, marimbondos e cupins – insetos sociais, que vivem organizados em colônias. Vai ser bem legal saber mais sobre elas!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 35 – 17 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Leitura Informativa – Desenho Científico

Um dia de bastante trabalho! Primeiro, lemos vários textos sobre as formigas. E foi bem legal! Aprendemos, por exemplo, que existem formigas selvagens, que moram em florestas e fazem verdadeiros arrastões de limpeza, atacando inclusive seres vivos. Vimos também que existem formigas canibais, que atacam outras formigas. Tem formigas com asas que vivem sozinhas. E que o formiga-macho, que chama bitu, só dura algumas horas depois de namorar com a formiga rainha. Tem um tipo de formiga, chamada “pote-de-mel”, que vive pendurada no teto e chupa todo o néctar que as outras formigas tiram das flores. Quando fica frio e as formigas não querem mais sair de casa, elas vomitam o mel que guardaram no abdomen e dão para as formigas que trabalharam… Aprendemos também sobre o corpo da formiga – elas tem uma cabeça, com dois olhos e duas antenas; um tórax fino e comprido; e também um abdomem, normalmente bem gorducho. Uma diferença da formiga para os outros insetos são as suas mandíbulas – elas têm garras bem fortes na boca, que servem para cortar folhas, agarrar coisas, e também se defender dos inimigos. O tamanho da formiga depende da quantidade de comida que ela recebe quando ainda é apenas uma larva… Se ganha muita, fica bem grande e vira soldado, pra defender a colônia; se ganha pouca, fica pequenininha e vira operária-jardineira, ou seja, fica dentro da colônia, limpando, organizando as coisas e dando comida às formigas bebês. Se ganha nem muito nem pouco… Vira operária-cortadeira ou operária-carregadeira, que corta as folhas ou carrega pra lá ou pra cá.

A gente gostou bastante de ler a Revista Ciência Hoje das Crianças, que é divertida e tem um texto bem fácil de ler. Amanhã vamos ler uma reportagem da revista bem grande sobre as formigas.

Depois de tudo isso, foi a vez de desenhar – tentamos fazer bem direitinho o formigueiro, a formiga rainha, as operárias, as jardineiras… E até a formiga-leão, que é a formiga canibal. A Karina disse que nossos desenhos estão cada vez melhores, e que deu pra ver direitinho como a formiga é e como é o corpo dela.

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Amanhã vamos encerrar o capítulo das formigas fazendo o texto e escrevendo os nomes… E assim vamos deixando o nosso calendário cada vez mais pronto!

DIÁRIO DO PROJETO – DIA 36 – 18 DE NOVEMBRO DE 2011

Atividades – Vídeo informativo – Leitura Informativa – Escrita de texto – Escrita de Títulos

Dia bem legal! Aprendemos a observar, fotografar e devolver os bichinhos para a natureza sem machucá-los… Com calma e sem gritaria. Observamos o formigueiro,e uma lacraia e um grilo que apareceu. E um mais bonito que o outro! Não só as borboletas e mariposas como muitos outros insetos têm desenhos bonitos pelo corpo, como se tivessem sido pintados. E o mais legal: hoje vimos o verdadeiro besouro-verde! Foram muitos bichinhos aparecendo e querendo nos visitar…

As formigas não estavam muito afim de sair do formigueiro… Mas mesmo assim nós observamos que, de fato, algumas ficam fora do formigueiro, bem perto, e são grandonas ( soldados ); outras ficam andando pra lá e pra cá, entrando e saindo do montinho de terra ( as carregadeiras ); não olhamos dentro do formigueiro, mas se olhássemos, provavelmente veríamos a rainha e suas operárias jardineiras…

A Karina arrumou o vídeo do biólogo barbudo, Papai Noel, sobre as formigas. Foi bem legal! Depois fizemos aquela conversa sobre o vídeo e olha só as informações que conseguimos lembrar:

  • Formigas ficam quietinhas no inverno, sobrevivendo dentro de suas colônias;
  • As colônias podem durar até 10, 15 anos;
  • Elas comem qualquer coisa que seja orgânica e consigam mastigar – folhas mortas, bichos mortos, fungos;
  • Gostam de sugar o néctar das flores, e por isso acabam protegendo e polinizando as flores;
  • Formigas são bichinhos muito numerosos: podemos ter de 10 a 20 mil formigas em uma só colônia, todas filhas de uma só rainha… Algumas rainhas mais fortes podem viver até 40 anos;
  • As formigas trabalham sem parar, mas sem parar MESMO!;
  • As formigas são excelentes predadoras; elas se juntam para pegar os bichos vivos macios que gostam, como lagartas, grilos, joaninhas… E os mordem com suas mandíbulas fortes; com isso, acabam ajudando a cuidar do jardim controlando a população de insetos para que um tipo não fique mais numeroso que o outro;
  • As mandíbulas da formiga são muito horripilantes; são fortes e mastigam muito bem a presa, até ela desistir de lutar;
  • A formiga também tem predadores – sapos, louva-a-deus, grilos, baratas, lagartixas, aranhas, e alguns animais como pássaros, tamanduás e tatus;
  • As formigas carpinteiras são capazes de furar madeira e constroem sua colônia no oco da árvore;
  • A rainha coloca os ovos, é cuidada e mimada, e as operárias levam os ovos assim que são postos;
  • Dentro da colônia temos várias partes, como se fossem quartos separados, e entre uma e outra, galerias para passar; cada pedaço da colônia com suas operárias tem uma função – mas todas elas sabem que devem proteger os ovos e larvas mais novas acima de qualquer coisa;
  • Formigas vão conversando pela antena, e cuidam das larvas como se fossem bebês, acarinhando, ninando, lambendo para limpar, alimentando;
  • Com o tempo, a larva se transforma em pupa, e depois vira formiga adulta;
  • Os predadores não gostam de comer as formigas adultas, pois elas não são gostosas e picam; eles preferem as larvas e pupas, macias e indefesas; por isso o formigueiro precisa de soldados, pois sempre está sob risco de ataque;
  • Quando um ataque acontece, a colônia entra e polvorosa e as formigas, antes de tentarem salvar a si mesmas, escondem os ovos e principalmente a rainha; assim, mesmo que a colônia seja destruída, elas podem reconstruí-la;
  • A formiga-leão é muito esquisita! É uma formiga canibal de mandíbulas fortíssimas, que adora armar armadilhas para outras formigas – se enterra e fica esperando elas chegarem, fazendo com que caiam no buraco;
  • Às vezes, as colônias brigam entre si; roubam os ovos da outra colônia para fazer escravas, reconhecendo os ovos que não são da sua espécie;
  • Formigas ajudam muito o jardim ao fazer a limpeza; retiram os cadáveres, junto com as moscas;
  • Formigas cortadeiras podem ser uma praga e acabar com as folhas do jardim; outras levam embora as sementes e não deixam as plantas se reproduzirem;
  • Formigas não gostam de comer folhas – são carnívoras! Quando carregam folhas, depositam em câmeras para apodrecer e criar fungos – e são esses fungos que elas comem, principalmente no inverno;
  • Carregam as folhas em fileiras, uma vai ajudando a outra a não se perder do formigueiro;
  • Elas são como fazendeiras e gostam de criar pulgões para lambê-los, inclusive defendendo dos predadores;
  • Quando uma rainha nasce e cria asa, ela sai para formar uma nova colônia; nessa época, a rainha coloca ovos que viram várias rainhas e também machos, para que possam sair em revoada e acasalar no ar!;
  • As rainhas saem ao mesmo tempo para acasalar, no mesmo dia, mesmo vindo de diferentes colônias – parece que combinam tudo;
  • Elas pegam o parceiro no ar, trazem pro solo e acasalam;
  • Os machos procuram as fêmeas, e morrem depois de acasalar porque não servem para mais nada no formigueiro;
  • A formiga rainha entra na colônia e nunca mais sai.


Depois desse vídeo com imagens incríveis sobre as formigas, nós fomos para a sala onde foi formado o grupo que escreveria o texto para ir para o calendário – o Maycon, a Anna Vitoria, o Irnac, o Francisco Wanley e a Kelly. E foi muito legal! O texto ficou completinho e o pessoal do grupo não teve quase nenhuma dificuldade para lembrar das informações todas sobre as formigas e suas colônias. A Karina deu parabéns pra todo mundo! Depois, eles escreveram o nome da formiga e dos meses de maio e junho.Todo mundo ficou feliz por um motivo especial… Percebemos que o nosso amigo Maycon já está tentando escrever algumas letras, e até o M do nome dele ele escreveu! Foi muito emocionante ver e ele ficou feliz que nós gostamos e batemos palma…


Como sempre, juntou um pessoal na mesa querendo escrever e desenhar também, e eles escreveram mais títulos importantes para colocar no nosso calendário. Ficou show! Estamos trabalhando duro feito formiguinhas, espertas, organizadas e produtivas. 🙂

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EMEI JARDIM MONTE BELO – 10 ANOS TRANSFORMANDO E HUMANIZANDO O ESPAÇO FÍSICO

Por Regina Celia Soares Bortoto

Enfim, a palavra emotiva da diretora Regina, que explica a delicada e forte relação entre escola e comunidade por ocasião dos 10 anos da nossa EMEI


O título acima foi escrito em 2002 num dos livros pedagógicos desta Escola. Nada mais atual que esse título, pois esta Escola, que nasceu desejada como a um filho querido, continua em busca da transformação e humanização do espaço físico.

Essa característica original é preservada por seus funcionários através do sonho permanente de construir uma Escola de qualidade para os filhos dos trabalhadores que moram num dos montes mais belos desta região por sua geografia, por sua natureza e por sua população organizada. Quem aqui chegou primeiro certamente ficou assustado com os desafios com os quais se depararam. Foram corajosos. Mas era isso, ou seja, lutar sem trégua… Ou se contentar com o abandono do poder público. Sem luz, sem água tratada e encanada, sem asfalto, sem rede de esgoto, sem coleta de lixo, sem transporte, sem equipamentos públicos… Enfim sem quase nada—e com muito sofrimento.

Hoje, só podemos olhar com muito orgulho ao nosso redor, ver tudo que melhorou, e dar parabéns a todos que fizeram parte dessa História. Passados 10 anos, o Jardim Monte Belo, bem como a EMEI que carrega o mesmo nome, mudaram muito, causando sensações, sentimentos e opiniões. Moradores ergueram suas casas com as próprias mãos para abrigar suas famílias. Na mesma medida, professores e demais funcionários que por aqui passaram ou que por aqui ficaram edificaram um lugar para abrigar conhecimento.

Assim como os moradores, esses funcionários amassaram muito barro, passaram muito calor, muito frio, na escola de latinha, na escola de madeira, ficaram sem água, ou sofreram com a enchente, correram atrás de prefeito, de secretário da Educação, de subprefeito, de padre, de líderes comunitários… Não pouparam energia física e mental por acreditar e principalmente por amar o que fazem, lembrando realmente o Educador Paulo Freire que dizia “que não se faz Educação sem amor”.

Sinto-me feliz e muito à vontade para afirmar pela gestão – Regina, Valéria e Meire— que trabalhar nesta EMEI é dar a cada dia de trabalho um significado novo, pois contamos com um grupo de professoras e funcionários dispostos a pensar a Educação Infantil pra valer. São Educadores que conseguem transitar pela teoria e prática sem perder o rumo e a paixão. Cuidam com carinho, mas com a autoridade e responsabilidade de um adulto que Educa, sabendo discernir a hora de elogiar, advertir ou impor limites sem temer as conseqüências, porque refletem constantemente o seu fazer pedagógico.

Pessoas dedicam parte de suas vidas dentro deste prédio; e cada criança que entra pelo portão, trazida pelas mãos das monitoras do transporte escolar ou pelas mãos de sua família—pais, mães, irmãos, avós, avós, primos, primas, cuidadoras – é carinhosamente acolhida e tratada como seus filhos e filhas. Educadores atentos ao aprendizado escolar de crianças que não são vistas apenas como um número de matrícula, mas como seres completos aqui e agora, com sonhos, opiniões, direitos e ávidos por experimentar a vida.

Hoje, relembro e entendo alguns cumprimentos que recebi quando em 2010 para cá me removi. Foram manifestações de elogios—você vai adorar a Escola, você teve muita sorte, você vai trabalhar com uma Coordenadora Pedagógica que entende muito de Educação Infantil, você vai ver que grupo maravilhoso de professoras.. Expressando e reconhecendo o quanto esta EMEI é especial, composta por funcionários comprometidos com uma Educação de qualidade, que desenvolvem projetos voltados para a formação de sujeitos autônomos e capazes de viver e conviver com o outro com respeito e solidariedade.

Conhecer de perto e respeitar essa comunidade é o que possibilita  construir uma Escola onde as crianças sintam o mesmo prazer em ficar seja na classe, no parque, na quadra, na sala multiuso, no refeitório, ou em qualquer dependência, livres e felizes como se estivesse em suas próprias casas.

Sabemos que temos muito a fazer pelo nosso espaço ainda. Tratamos disso com muita seriedade. Ainda bem que não estamos sós, podemos contar com um Conselho de Escola e uma Associação de Pais e Mestres muito atuante e forte. Acreditamos que juntos e organizados somos co-autores de uma obra em constante movimento de vir a ser.

Por fim, só cabe dar parabéns a todos Educadores desta Escola que acreditam nos tempos de hoje que a Educação é uma ferramenta que contribui na formação de seres humanos capazes de compreender, intervir e transformar a realidade em que vivem.

ÁLBUM DE FIGURINHAS

Quantas aprendizagens e delícias cabem dentro de um álbum de figurinhas?

Por Professora Karina Cabral

Onde vemos números? Na sola do sapato, no calendário, na etiqueta da roupa, na régua, no cupom fiscal, no portão das casas, na capa dos livros, nos relógios, no teclado do telefone e do computador… Os números servem para contar, organizar, separar, agrupar, ordenar, qualificar, regularizar, categorizar, medir, quantificar, sequenciar, e muitas outras ações e habilidades relacionadas ao raciocínio lógico, tão importante para o desenvolvimento intelectual das crianças.

Porém, é difícil encontrar portadores numéricos que façam sentido para elas, que possam ir além da sequência de 1 a 20, ou que não se esgotem em pouco tempo. Mesmo usando o calendário convencional, ou brincando de recitar a sequência numérica básica com parlendas e músicas, eu percebi que as crianças já estavam prontas para fazer reflexões maiores sobre os números. Mas como provocá-las a pensar sobre isso de um jeito significativo?

Lembrei-me, da minha própria infância e de experiências anteriores como professora, de uma brincadeira deliciosa, e que parece esquecida pela maioria das crianças de hoje – o álbum de figurinhas. Quantas ações, possibilidades numéricas e diversão podem caber dentro de um álbum!

Fui até a banca de jornal e escolhi um álbum que pudesse interessá-los, que fosse recém lançado e que tivesse cromos auto-colantes. Ao trazê-lo para a roda de conversa e apresentar a proposta para as crianças, percebi algumas coisas:

  • Eles não conheciam “figurinhas”, nem álbuns para colecioná-las – apenas adesivos, que vivem trocando para colar nos cadernos de recados;
  • Para eles, era muito abstrato pensar em números maiores que 30 – embora soubessem que há uma nomenclatura para designar esses números ( “milhões”, “mil”, “cem” ), e soubessem também que esses números se referem a grandes quantidades, isso ainda era um mistério;
  • A leitura e escrita de algarismos ainda estava muito precária; para eles era difícil compreender que os números, tal como as letras, têm um jeito constante e regular para serem escritos.

Com esses dados em mente, foquei o objetivo do trabalho com o álbum. Ao final da brincadeira, as crianças deveriam ter tido a oportunidade de…

  • Familiarizar-se com os algarismos e com o aspecto marcador e indicativo dos números;
  • Ampliar suas referências de sequência numérica para números maiores;
  • Perceber a constância na escrita dos algarismos;
  • Ter contato com a tabela numérica, percebendo suas regularidades e seus “nós”.

Embora a atividade do álbum de figurinhas traga possibilidades mais complexas de trabalho com os números e quantidades, achei que esses objetivos iam de encontro com o que as crianças realmente precisavam, e a partir dele, pensei minhas ações.

Expliquei às crianças o procedimento de colecionar os cromos, fiz uma tabela numérica convencional e grande ( a do álbum não estava organizada em colunas iguais ), decidi com elas o procedimento de colagem ( decidimos que faríamos um calendário com os nomes anotados para saber quem ia colar os cromos a cada dia ), e pedi que as crianças informassem sobre esse trabalho a seus pais, para que ajudassem a comprar figurinhas ( alguns até ganharam o álbum para colecionar em casa ).

A tabela numérica, o calendário e o poster do àlbum - maneiras de as crianças acompanharem todo o trabalho e tomarem contato com diferentes portadores numéricos

No começo, a empolgação das crianças com o álbum era imensa, e por isso esperei um pouco para fazer maiores intervenções pedagógicas. É importante respeitar esse tempo de curtir os novos materiais, pois forçar a concentração das crianças quando estão muito empolgadas com alguma coisa é complicado e, creio eu, infrutífero. Em poucos dias brincando com o álbum eles já estavam mais calmos e prontos para me ouvir melhor.

Seguindo o calendário feito, cada criança destacava o cromo, colava e então marcava o número do cromo colado na tabela. Com o tempo, as crianças foram entendendo melhor como a tabela funcionava – que a linha horizontal representava a dezena, e a linha vertical as unidades, ainda que não soubessem usar essa nomenclatura. Em alguns dias, eles já estavam habilidosos em encontrar os números na tabela.

Marcar as figurinhas já coladas na tabela numérica - um desafio que trouxe muitas descobertas sobre os algarismos

Com o progresso do álbum, novos problemas foram surgindo. O que fazer com as figurinhas repetidas? Como conseguir as figurinhas que não estavam saindo? Como e em que lugares conseguir novos pacotinhos de figurinha? Com quem vai ficar o álbum quando ele estiver pronto? Quantas figurinhas faltam para o álbum estar completo?

A professora Daniela gostou da ideia e também comprou um álbum para a turma dela, e assim pudemos trocar cromos. As crianças ficaram práticas em encontrar o lugar certo das figurinhas, e em controlar a marcação na tabela. Mais ao final do álbum, usamos o recurso de pedir as figurinhas faltantes por carta. E quando os cromos chegaram, foi uma alegria muito grande ver o álbum completinho.

Ao final da atividade, que durou aproximadamente três meses, pude perceber que as dificuldades com os números que reconheci no início não foram completamente vencidas, mas as crianças avançaram muito. Alguns deles já estavam lendo e escrevendo os números, outros conseguiam ler e localizar números na tabela com muita rapidez e a maior parte dele ampliou o vocabulário numérico. Todas as crianças conseguiram compreender a função do número atrás do cromo, e localizar no álbum o espaço correspondente. Achei interessante também as soluções criadas para simplificar a colagem e a distribuição das figurinhas repetidas, que foram usadas como prêmio nos bingos de letras e nomes, e também nas brincadeiras competitivas que fizemos.

Foi uma experiência rica e divertida! Espero que a partir daqui, as crianças brinquem bastante de colecionar figurinhas e que possam aprender cada vez mais sobre os números.

GIRA, CIRANDINHA!

Uma cirandinha gira quando uma pessoa se junta com a outra. Elas se dão as mãos e começam um movimento e um canto juntas. Não importa se no começo uma vai para um lado e outra para o outro… Não importa se alguém canta desafinado, ou se não lembra da letra. Enquanto houver vontade de rodar juntos, a cirandinha gira, e as pessoas vão se entrosando e vivendo um mundo de experiências juntas naquela roda.

Se alguém quiser entrar na roda, basta estender a mão e ir acompanhando, e em pouco tempo vai pegar o jeito. Tem gente que sai, gente que vai e volta, gente que cansa, gente que puxa a roda quando todo mundo já cansou. Assim, a brincadeira não acaba nunca.

Este ano, de 2011, a EMEI Jardim Monte Belo completa sua primeira década girando essa cirandinha. Pela roda passaram milhares de crianças, dezenas de educadoras, muitas famílias. Muitas histórias pra contar – histórias alegres, tristes… Histórias de lutas, conquistas e derrotas… Histórias de aprendizagens… Coisas que transformamos, coisas que deixamos para trás, coisas que guardamos no coração. Histórias que contaremos aqui.

Estamos aqui para comemorar esse grande aniversário porque, na nossa EMEI, quem entra na roda sabe que lá é lugar de ser feliz!

Professora Karina Cabral

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