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A POESIA DO DIA A DIA

Por Professora Antonia

No início do ano, educadores se reúnem para planejar. É tempo de avaliação, de sonhar, de discutir, de pensar… De projetar um novo ano. É um momento importante para a escola. Nesses dias de planejamento, aprendemos muitas coisas! A a professora Antonia registrou, de maneira poética, o que ficou para nós desse tempo – muita vontade de arregaçar as mangas e fazer coisas maravilhosas pelas nossas crianças! Junto à poesia dela, um poema clássico de Chico Buarque que é um hino dos bons grupos. 

A POESIA DO DIA A DIA

Professora Antonia

A escola em que trabalho
Tem muitas diferenças…
Aliás, ela faz a diferença.
 
De tudo tem um pouco.
Às vezes me parece louco…
Tem que rir da situação
Tem quem é oposição…
Mas tem muita inclusão!
 
Ao final do dia, quando saio do sufoco,
Vejo que valeu o esforço
De me empenhar a cada instante
Por acreditar na humanização
Acima de tudo, pela educação.
 
Todos tem liberdade, e isso,
Traz dificuldades…
O compromisso
Exige responsabilidade
De assumir que não acolheu,
Que se escondeu,
Que não entendeu,
Que se esqueceu.
 
Mas faz parte refletir
Nesse processo de construção
Tem que ser de coração
Pra entender qual é a razão
De estarmos na EDUCAÇÃO.
 
Há que se ampliar a visão
Acreditar que mudar é preciso.
Não se desesperar.
Todos estamos torcendo,
E essa é a diferença.
Juntos faremos a mudança.
Não só de uma criança…
Mas daquela criança
Que se encontra no interior de cada um de nós.
 

Uma gata, o que é que tem?
– As unhas
E a galinha, o que é que tem?
– O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bichinho se assanhar

E o jumento, o que é que tem?
– As patas
E o cachorro, o que é que tem?
– Os dentes
Ponha tudo junto e de repente vamos ver o que é que dá

Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
– Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

Uma gata, o que é que é?
– Esperta
E o jumento, o que é que é?
– Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar

E o cachorro, o que é que é?
– Leal
E a galinha, o que é que é?
– Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá

Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
– Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

E no mundo dizem que são tantos
Saltimbancos como somos nós!

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CHEGOU NO VENTO A VOZ DO CANTADOR…

Perto do final do ano, hora de avaliar, refletir, pensar, acertar as contas, limpar os armários, organizar os papéis…

Hora também de comemorar os acertos e tentar aprender com os erros.

Hora de chegadas e partidas… Gente nova vindo, gente indo embora, não sem deixar muita saudade e uma história linda de bons trabalhos realizados e missão cumprida.

Essa é a homenagem em forma de canção que a diretora deixa para toda a equipe da EMEI Jardim Monte Belo – bravos guerreiros, que enfrentam a vida e, tal qual Lenine, sob os ventos fortes do dia-a-dia, envergam… Mas não quebram. 🙂

Se por acaso pareço
  Que agora já não padeço
Um mal pedaço na vida

Saiba que minha alegria
Não é normal, todavia
Com a dor é dividida

Eu sofro igual todo mundo,
Eu apenas não me afundo
Em sofrimento infindo…

Eu posso até ir ao fundo
De um poço de dor profundo,
Mas volto depois sorrindo

Em tempos de tempestades,
Diversas adversidades,
Eu me equilibrio e requebro

É que eu sou tal qual a vara
Bamba de bambú-taquara:
Eu envergo, mas não quebro.

Não é só felicidade
Que tem fim na realidade,
A tristeza também tem.

Tudo acaba, se inicia,
Temporal e calmaria,
Noite e dia, vai e vem…

Quando é má a maré,
E quando já não dá pé,
Não me revolto, ou me queixo

E tal qual um barco solto,
Salto alto mar revolto:
Volto firme pro meu eixo.

Em noite assim como esta,
Eu cantando numa festa,
Ergo o meu copo e celebro –

Os bons momentos da vida.
E nos maus tempos da lida,
Eu envergo, mas não quebro.

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